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Trator perde freio e invade casa em Mauá


Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

27/01/2011 | 07:08


Um trator perdeu o freio, invadiu um sobrado e derrubou um poste no Jardim Oratório, em Mauá, por volta das 10h30 de ontem. A máquina, operada por funcionário da Prefeitura que já tinha indo embora, estava sendo utilizada para corrigir a pavimentação da Rua Itabuna. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.

Operários que trabalhavam na obra disseram que houve problema no freio. Por causa disso, a máquina desceu a ladeira por uma distância de 20 metros, até atingir a casa onde moram três pessoas. O trator só foi retirado do local por volta das 16h30.

O dono da casa, o operador de máquina Rodrigo Claudiano da Silva, 29 anos, dormia no momento do acidente. "Eu ouvi o barulho, mas pensei que fosse algo na rua, não na minha casa. Só me dei conta do que era quando minha filha de 11 anos subiu chorando até o meu quarto", comentou.

Passado o susto, o morador agora teme que a estrutura da casa tenha sido comprometida pelo impacto, já que uma coluna de concreto ao lado do portão foi destruída. "Nem vou dormir em casa hoje (ontem)."

Outro receio é de que a Prefeitura não reembolse os prejuízos causados pelo acidente. "Tenho medo de não ser ressarcido. Além disso, se eles forem pagar, tem que ver quando isso vai acontecer", acrescentou.

A mulher de Silva, a repositora de supermercado Lucélia Magalhães, 27, disse que, à tarde, a Defesa Civil foi à residência para fazer inspeção. "Eles me orientaram para ficar no fundo da casa, pois lá não tem risco de queda."

Segundo ela, a equipe da Prefeitura se comprometeu a voltar ao imóvel hoje para avaliar os prejuízos. "Um pedreiro de minha confiança fez orçamento de R$ 3.000 para consertar, mas eles estão dizendo que é muito caro", reclamou.

A Prefeitura foi procurada para dizer que medidas tomará com relação ao acidente, mas não se manifestou sobre o assunto. 

Buracos impedem circulação no bairro

Diversas ruas do Jardim Oratório, em Mauá, estão completamente intransitáveis por causa de buracos. Segundo o líder comunitário do bairro, João Lopes, pelo menos 30 vias estão sem condições de receber veículos.

Na Rua Zoaldo Ferreira da Silva, as crateras no meio da rua chegam a ter profundidade superior a um metro. "Faz cerca de cinco anos que a Prefeitura não vem passar uma máquina aqui para dar um jeito no solo", conta. Segundo Lopes, a Prefeitura teria dito a ele que não tem verbas para asfaltar a rua.

Além de causar transtornos e colocar em risco os moradores que passam a pé pelo local, a situação faz com que a vizinhança tenha que buscar soluções gastando o próprio dinheiro.

"Como aqui não dá para passar carros, temos de alugar uma garagem lá em cima, onde é asfaltado", disse a vigilante Elaine Batista, 30 anos. Ela demonstra irritação com o gasto extra, no valor de R$ 70 mensais. "É uma vergonha ter que pagar para estacionar o carro, sendo que tem espaço aqui em casa. Isso sem contar que, com esses R$ 70, poderia comprar muita coisa no supermercado", acrescentou a moradora.

A Prefeitura de Mauá foi procurada, mas não retornou para comentar sobre o assunto.



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Trator perde freio e invade casa em Mauá

Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

27/01/2011 | 07:08


Um trator perdeu o freio, invadiu um sobrado e derrubou um poste no Jardim Oratório, em Mauá, por volta das 10h30 de ontem. A máquina, operada por funcionário da Prefeitura que já tinha indo embora, estava sendo utilizada para corrigir a pavimentação da Rua Itabuna. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.

Operários que trabalhavam na obra disseram que houve problema no freio. Por causa disso, a máquina desceu a ladeira por uma distância de 20 metros, até atingir a casa onde moram três pessoas. O trator só foi retirado do local por volta das 16h30.

O dono da casa, o operador de máquina Rodrigo Claudiano da Silva, 29 anos, dormia no momento do acidente. "Eu ouvi o barulho, mas pensei que fosse algo na rua, não na minha casa. Só me dei conta do que era quando minha filha de 11 anos subiu chorando até o meu quarto", comentou.

Passado o susto, o morador agora teme que a estrutura da casa tenha sido comprometida pelo impacto, já que uma coluna de concreto ao lado do portão foi destruída. "Nem vou dormir em casa hoje (ontem)."

Outro receio é de que a Prefeitura não reembolse os prejuízos causados pelo acidente. "Tenho medo de não ser ressarcido. Além disso, se eles forem pagar, tem que ver quando isso vai acontecer", acrescentou.

A mulher de Silva, a repositora de supermercado Lucélia Magalhães, 27, disse que, à tarde, a Defesa Civil foi à residência para fazer inspeção. "Eles me orientaram para ficar no fundo da casa, pois lá não tem risco de queda."

Segundo ela, a equipe da Prefeitura se comprometeu a voltar ao imóvel hoje para avaliar os prejuízos. "Um pedreiro de minha confiança fez orçamento de R$ 3.000 para consertar, mas eles estão dizendo que é muito caro", reclamou.

A Prefeitura foi procurada para dizer que medidas tomará com relação ao acidente, mas não se manifestou sobre o assunto. 

Buracos impedem circulação no bairro

Diversas ruas do Jardim Oratório, em Mauá, estão completamente intransitáveis por causa de buracos. Segundo o líder comunitário do bairro, João Lopes, pelo menos 30 vias estão sem condições de receber veículos.

Na Rua Zoaldo Ferreira da Silva, as crateras no meio da rua chegam a ter profundidade superior a um metro. "Faz cerca de cinco anos que a Prefeitura não vem passar uma máquina aqui para dar um jeito no solo", conta. Segundo Lopes, a Prefeitura teria dito a ele que não tem verbas para asfaltar a rua.

Além de causar transtornos e colocar em risco os moradores que passam a pé pelo local, a situação faz com que a vizinhança tenha que buscar soluções gastando o próprio dinheiro.

"Como aqui não dá para passar carros, temos de alugar uma garagem lá em cima, onde é asfaltado", disse a vigilante Elaine Batista, 30 anos. Ela demonstra irritação com o gasto extra, no valor de R$ 70 mensais. "É uma vergonha ter que pagar para estacionar o carro, sendo que tem espaço aqui em casa. Isso sem contar que, com esses R$ 70, poderia comprar muita coisa no supermercado", acrescentou a moradora.

A Prefeitura de Mauá foi procurada, mas não retornou para comentar sobre o assunto.

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