Fechar
Publicidade

Domingo, 20 de Setembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

S.Caetano testa 29 vezes mais que média nacional

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Cerca de 33 mil pessoas foram examinadas, o que corresponde a 22 mil para cada 100 mil habitantes


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

18/06/2020 | 00:01


São Caetano é uma das cidades que mais testam contra o novo coronavírus no Brasil. Desde o início da pandemia já foram 33 mil munícipes diagnosticados apenas na rede pública (22,1% da população), equivalente à taxa de 22,1 mil exames para cada grupo de 100 mil moradores, o que representa 29 vezes a média nacional. Segundo o site Worldometer, especializado em estatísticas, o Brasil testa apenas 766 pessoas a cada 100 mil habitantes. Até ontem, esse volume de exames ajudou a identificar 1.626 pessoas contaminadas.

Como comparação, o Piauí, com 3,1 milhões de habitantes, é um dos Estados que mais testam no País e fez 73.206 exames, ou seja, 2.200 a cada 100 mil habitantes, dez vezes menos do que a taxa de São Caetano. O Ceará fez 185.011 testes, com população de 8,8 milhões – proporção de 2.000 testes para cada 100 mil habitantes. Todos os dados estão atualizados até 15 de junho.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) e as principais autoridades de saúde do mundo asseguram que testar é a melhor maneira de controlar a pandemia, porque a cidade consegue isolar os infectados e diminuir as transmissões. Mesmo com o alto número, São Caetano ainda está longe dos países considerados exemplos de testagem, como Portugal, que tem taxa de 85 mil examinados a cada 100 mil habitantes.

Para atingir a marca, São Caetano colocou em prática diversas formas de testagem. Desde abril funciona o drive-thru para comerciantes e trabalhadores no setor de serviços, que até o dia 14 examinou 22.166 pessoas, sendo que 857 (3,9%) estavam infectadas). A cidade também já fez, até ontem, 4.305 testes domiciliares pelo programa Disque Coronavírus, com 1.190 positivos (27,6%). Ontem, o município colocou em prática a testagem em massa nos abrigos e já efetuou 103 exames, com quatro infectados (leia mais abaixo).

Como parte da ação das testagens em massa, a partir de hoje a Prefeitura inicia agendamento de horário para examinar munícipes de 60 a 65 anos. Os pedidos devem ser feitos on-line pelo site coronavirus.saocaetanodosul.sp.gov.br. Os moradores que não conseguirem por este meio podem ir pessoalmente, a partir de segunda-feira, até o posto de drive-thru (Avenida Presidente Kennedy, 2.100) realizar o agendamento. Com isso, mais 21 mil munícipes serão examinados.

O prefeito José Auricchio Júnior (PSDB) explicou que a ideia é atingir teste em 40% da população (60 mil pessoas) nas próximas semanas. “(A testagem) Foi uma das decisões que tivemos logo no início da pandemia, algo muito necessário. Lógico, para nós, o mundo ideal é testar toda população e, se possível, mais de uma vez, mas, enquanto não conseguimos isso, tentamos testar e preservar o máximo possível”, explicou o prefeito.

Auricchio destaca que a Prefeitura procura realizar as testagens nos setores prioritários da cidade, como os testes em massa em cortiços do município iniciados ontem. “Buscamos rastrear esta cadeia de transmissão na cidade, ou seja, dessas residências, a dificuldade é maior por causa da dificuldade no isolamento e são portadores dos vírus, mas assintomáticos. Então, rastreamos o entorno dessas pessoas também, família e amigos”, destacou o prefeito.


Cidade inicia nova fase de testes em cortiços

Com o objetivo de identificar possíveis focos de transmissão da Covid-19, São Caetano iniciou, ontem, a testagem em massa nos cortiços na cidade. No primeiro dia foram realizados 103 exames e quatro pessoas estavam contaminadas com o novo coronavírus. A meta da Prefeitura é fazer 15 mil testes nas habitações coletivas.

Os primeiros munícipes testados foram do bairro Santa Maria, em local onde moram dez pessoas, divididas em quatro famílias. Os bairros Nova Gerty e Prosperidade serão os próximos a serem contemplados com o programa. “Estas pessoas são mais vulneráveis ao novo coronavírus por causa do contato mais próximo entre elas. São várias casas no mesmo quintal, que acabam usando as mesmas instalações sanitárias e lavanderias, por exemplo, não só entre as pessoas da família, mas entre os vizinhos”, destaca a secretária de Saúde da cidade, Regina Maura Zetone.

Os moradores que testarem positivo para a doença serão convidados a ficar em quarentena de sete a 14 dias no Crais (Centro de Referência de Acolhimento e Isolamento Social), montado no quinto andar do Hospital São Caetano, no Centro. A ideia é que isso ajude no isolamento físico. “Por ser, muitas vezes assintomáticas, esta população tem dificuldade no diagnóstico e também de isolamento. Com o novo Crais, conseguimos oferecer isolamento e acompanhamento médico adequados”, observa o prefeito José Auricchio Júnior (PSDB).

O chefe do Executivo também destaca que a testagem em massa nas habitações coletivas vai durar de 45 a 60 dias. “O Crais acomoda até 100 pessoas, então, por questões hoteleiras, vamos testando aos poucos”, reforça Auricchio.

OPORTUNIDADE
Os moradores do primeiro local que recebeu a testagem aprovaram a medida da administração. O técnico de enfermagem Danilo Cajazeira Silva, 21 anos, comenta que está desempregado, mas até abril estava na linha de frente para o combate da Covid-19. “É oportunidade excelente por ser simples e rápido. Se tivesse que fazer na rede particular, não conseguiria pelo valor”, comenta. O autônomo José Galdêncio, 48, avalia que o teste reforça os cuidados. “Mesmo que não ficamos perto dos moradores, acaba sendo muitas vezes inevitável. É um alerta para continuarmos tomando cuidado também”, comenta.

Jornalista, escritor e ex-funcionário do Diário, Hildebrando Pafundi, 80, elogiou a ação. “É uma grande iniciativa. Outras prefeituras deveriam fazer o mesmo, já que combate uma doença grave e sem tratamento”, avaliou, para, em seguida, mostrar satisfação com o resultado negativo do teste. 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

S.Caetano testa 29 vezes mais que média nacional

Cerca de 33 mil pessoas foram examinadas, o que corresponde a 22 mil para cada 100 mil habitantes

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

18/06/2020 | 00:01


São Caetano é uma das cidades que mais testam contra o novo coronavírus no Brasil. Desde o início da pandemia já foram 33 mil munícipes diagnosticados apenas na rede pública (22,1% da população), equivalente à taxa de 22,1 mil exames para cada grupo de 100 mil moradores, o que representa 29 vezes a média nacional. Segundo o site Worldometer, especializado em estatísticas, o Brasil testa apenas 766 pessoas a cada 100 mil habitantes. Até ontem, esse volume de exames ajudou a identificar 1.626 pessoas contaminadas.

Como comparação, o Piauí, com 3,1 milhões de habitantes, é um dos Estados que mais testam no País e fez 73.206 exames, ou seja, 2.200 a cada 100 mil habitantes, dez vezes menos do que a taxa de São Caetano. O Ceará fez 185.011 testes, com população de 8,8 milhões – proporção de 2.000 testes para cada 100 mil habitantes. Todos os dados estão atualizados até 15 de junho.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) e as principais autoridades de saúde do mundo asseguram que testar é a melhor maneira de controlar a pandemia, porque a cidade consegue isolar os infectados e diminuir as transmissões. Mesmo com o alto número, São Caetano ainda está longe dos países considerados exemplos de testagem, como Portugal, que tem taxa de 85 mil examinados a cada 100 mil habitantes.

Para atingir a marca, São Caetano colocou em prática diversas formas de testagem. Desde abril funciona o drive-thru para comerciantes e trabalhadores no setor de serviços, que até o dia 14 examinou 22.166 pessoas, sendo que 857 (3,9%) estavam infectadas). A cidade também já fez, até ontem, 4.305 testes domiciliares pelo programa Disque Coronavírus, com 1.190 positivos (27,6%). Ontem, o município colocou em prática a testagem em massa nos abrigos e já efetuou 103 exames, com quatro infectados (leia mais abaixo).

Como parte da ação das testagens em massa, a partir de hoje a Prefeitura inicia agendamento de horário para examinar munícipes de 60 a 65 anos. Os pedidos devem ser feitos on-line pelo site coronavirus.saocaetanodosul.sp.gov.br. Os moradores que não conseguirem por este meio podem ir pessoalmente, a partir de segunda-feira, até o posto de drive-thru (Avenida Presidente Kennedy, 2.100) realizar o agendamento. Com isso, mais 21 mil munícipes serão examinados.

O prefeito José Auricchio Júnior (PSDB) explicou que a ideia é atingir teste em 40% da população (60 mil pessoas) nas próximas semanas. “(A testagem) Foi uma das decisões que tivemos logo no início da pandemia, algo muito necessário. Lógico, para nós, o mundo ideal é testar toda população e, se possível, mais de uma vez, mas, enquanto não conseguimos isso, tentamos testar e preservar o máximo possível”, explicou o prefeito.

Auricchio destaca que a Prefeitura procura realizar as testagens nos setores prioritários da cidade, como os testes em massa em cortiços do município iniciados ontem. “Buscamos rastrear esta cadeia de transmissão na cidade, ou seja, dessas residências, a dificuldade é maior por causa da dificuldade no isolamento e são portadores dos vírus, mas assintomáticos. Então, rastreamos o entorno dessas pessoas também, família e amigos”, destacou o prefeito.


Cidade inicia nova fase de testes em cortiços

Com o objetivo de identificar possíveis focos de transmissão da Covid-19, São Caetano iniciou, ontem, a testagem em massa nos cortiços na cidade. No primeiro dia foram realizados 103 exames e quatro pessoas estavam contaminadas com o novo coronavírus. A meta da Prefeitura é fazer 15 mil testes nas habitações coletivas.

Os primeiros munícipes testados foram do bairro Santa Maria, em local onde moram dez pessoas, divididas em quatro famílias. Os bairros Nova Gerty e Prosperidade serão os próximos a serem contemplados com o programa. “Estas pessoas são mais vulneráveis ao novo coronavírus por causa do contato mais próximo entre elas. São várias casas no mesmo quintal, que acabam usando as mesmas instalações sanitárias e lavanderias, por exemplo, não só entre as pessoas da família, mas entre os vizinhos”, destaca a secretária de Saúde da cidade, Regina Maura Zetone.

Os moradores que testarem positivo para a doença serão convidados a ficar em quarentena de sete a 14 dias no Crais (Centro de Referência de Acolhimento e Isolamento Social), montado no quinto andar do Hospital São Caetano, no Centro. A ideia é que isso ajude no isolamento físico. “Por ser, muitas vezes assintomáticas, esta população tem dificuldade no diagnóstico e também de isolamento. Com o novo Crais, conseguimos oferecer isolamento e acompanhamento médico adequados”, observa o prefeito José Auricchio Júnior (PSDB).

O chefe do Executivo também destaca que a testagem em massa nas habitações coletivas vai durar de 45 a 60 dias. “O Crais acomoda até 100 pessoas, então, por questões hoteleiras, vamos testando aos poucos”, reforça Auricchio.

OPORTUNIDADE
Os moradores do primeiro local que recebeu a testagem aprovaram a medida da administração. O técnico de enfermagem Danilo Cajazeira Silva, 21 anos, comenta que está desempregado, mas até abril estava na linha de frente para o combate da Covid-19. “É oportunidade excelente por ser simples e rápido. Se tivesse que fazer na rede particular, não conseguiria pelo valor”, comenta. O autônomo José Galdêncio, 48, avalia que o teste reforça os cuidados. “Mesmo que não ficamos perto dos moradores, acaba sendo muitas vezes inevitável. É um alerta para continuarmos tomando cuidado também”, comenta.

Jornalista, escritor e ex-funcionário do Diário, Hildebrando Pafundi, 80, elogiou a ação. “É uma grande iniciativa. Outras prefeituras deveriam fazer o mesmo, já que combate uma doença grave e sem tratamento”, avaliou, para, em seguida, mostrar satisfação com o resultado negativo do teste. 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;