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Para Dimas Covas, reabertura do comércio em SP é 'precoce'

Reprodução/Instagram Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


11/06/2020 | 21:05


Em uma live com pesquisadores, Dimas Covas, diretor-geral do Instituto Butantã e ex-diretor do Centro de Contingência para a covid-19 do governo de São Paulo, criticou a reabertura do comércio neste momento. Para ele, o plano de reabertura é "precoce" e não deveria ocorrer ao passo que o Estado ultrapassa a marca de 10 mil mortos por coronavírus.

"Não era para ser feita a abertura agora, está certo. Era uma possibilidade do plano. Porque na realidade é o seguinte: quando você faz um planejamento, você tem de prever quando que vai sair daquela situação. Mas nenhum especialista, nenhum infectologista, nenhum epidemiologista fala pra você que você pode sair com curva em ascensão. Quer dizer, isso não faz muito sentido, você está entendendo? E no Estado de São Paulo, nós não temos nenhuma curva em descenso", disse Dimas em vídeo exibido pela TV Globo.

Segundo Covas, a reabertura do comércio incentiva a circulação de pessoas e pode gerar o segundo pico da doença. "Se você abre, você de novo propicia a circulação e aí você vai ter o segundo pico. Quer dizer, tá estimulando isso", disse ele.

Ainda de acordo com Covas, a volta do comércio está acontecendo por pressão dos prefeitos que estão em campanha para eleição municipal.

"Eu acho assim que o timing dessa abertura, que muitos aconteceram, estão acontecendo por pressão dos prefeitos. Prefeito está em ano de eleição, quer dizer que é outro complicador né. Além da dubiedade de orientação para o enfrentamento da epidemia, está no meio aí uma eleição municipal que já tem data pro dia 15 de dezembro. Então os prefeitos estão em campanha. Quer dizer, vai falar para o prefeito contrariar a base dele, contrariar os lojistas, os donos dos negócios, os financiadores. Você vê, até isso a gente não conseguiu entender o momento social, o momento político e o momento da gravidade da epidemia que estamos vivendo."

Questionado em coletiva desta quinta-feira, 11, ao lado do governador João Doria, Dimas Covas recuou e disse que contexto das frases era outro. "Ontem eu participei de uma conferência científica no Instituto de Estudos Avançados da USP e lá foi discutido. Tinha lá o Dráuzio Varella, outros professores e epidemiologistas, então veja, o contexto que eu mencionei não foi esse contexto que você mencionou", disse Covas.

Em nota oficial enviada ao Estadão, a Secretaria de Estado da Saúde informou que "a quarentena no estado de São Paulo está prorrogada até 28 de junho" e que "as decisões do Governo de São Paulo em relação à abertura lenta e gradual da economia, respeitando cinco diferentes fases, são pautadas por manifestação do Centro de Contingência, formado por 18 especialistas. As opiniões pessoais dos seus integrantes podem divergir, mas a decisão que prevalece é o do colegiado, que são baseadas em dados técnico-científicos."



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Para Dimas Covas, reabertura do comércio em SP é 'precoce'


11/06/2020 | 21:05


Em uma live com pesquisadores, Dimas Covas, diretor-geral do Instituto Butantã e ex-diretor do Centro de Contingência para a covid-19 do governo de São Paulo, criticou a reabertura do comércio neste momento. Para ele, o plano de reabertura é "precoce" e não deveria ocorrer ao passo que o Estado ultrapassa a marca de 10 mil mortos por coronavírus.

"Não era para ser feita a abertura agora, está certo. Era uma possibilidade do plano. Porque na realidade é o seguinte: quando você faz um planejamento, você tem de prever quando que vai sair daquela situação. Mas nenhum especialista, nenhum infectologista, nenhum epidemiologista fala pra você que você pode sair com curva em ascensão. Quer dizer, isso não faz muito sentido, você está entendendo? E no Estado de São Paulo, nós não temos nenhuma curva em descenso", disse Dimas em vídeo exibido pela TV Globo.

Segundo Covas, a reabertura do comércio incentiva a circulação de pessoas e pode gerar o segundo pico da doença. "Se você abre, você de novo propicia a circulação e aí você vai ter o segundo pico. Quer dizer, tá estimulando isso", disse ele.

Ainda de acordo com Covas, a volta do comércio está acontecendo por pressão dos prefeitos que estão em campanha para eleição municipal.

"Eu acho assim que o timing dessa abertura, que muitos aconteceram, estão acontecendo por pressão dos prefeitos. Prefeito está em ano de eleição, quer dizer que é outro complicador né. Além da dubiedade de orientação para o enfrentamento da epidemia, está no meio aí uma eleição municipal que já tem data pro dia 15 de dezembro. Então os prefeitos estão em campanha. Quer dizer, vai falar para o prefeito contrariar a base dele, contrariar os lojistas, os donos dos negócios, os financiadores. Você vê, até isso a gente não conseguiu entender o momento social, o momento político e o momento da gravidade da epidemia que estamos vivendo."

Questionado em coletiva desta quinta-feira, 11, ao lado do governador João Doria, Dimas Covas recuou e disse que contexto das frases era outro. "Ontem eu participei de uma conferência científica no Instituto de Estudos Avançados da USP e lá foi discutido. Tinha lá o Dráuzio Varella, outros professores e epidemiologistas, então veja, o contexto que eu mencionei não foi esse contexto que você mencionou", disse Covas.

Em nota oficial enviada ao Estadão, a Secretaria de Estado da Saúde informou que "a quarentena no estado de São Paulo está prorrogada até 28 de junho" e que "as decisões do Governo de São Paulo em relação à abertura lenta e gradual da economia, respeitando cinco diferentes fases, são pautadas por manifestação do Centro de Contingência, formado por 18 especialistas. As opiniões pessoais dos seus integrantes podem divergir, mas a decisão que prevalece é o do colegiado, que são baseadas em dados técnico-científicos."

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