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Marcelo Adnet revela que sofreu abusos sexuais na infância

Banco de Dados/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


10/04/2020 | 14:10


Marcelo Adnet fez uma revelação dramática em entrevista à revista Veja dessa semana, publicada nessa sexta-feira, dia 10.

Após falar sobre sua carreira, ele foi perguntado sobre as traições públicas a Dani Calabresa, sua ex-esposa, e sobre as mais atuais notícias de outra provável traição, à sua nova companheira, que ele já esclareceu, e respondeu:

Não costumo falar da minha vida pessoal, mas me vi obrigado agora. Foram situações completamente diferentes. Desta vez, tanto eu como minha atual mulher saímos com outras pessoas no período em que estivemos separados. Uma delas, com quem eu saí, decidiu trazer a história a público. Não considero isso uma notícia.

Então, o repórter questionou se ele se sente machista, já que foi assim chamado após os casos públicos. Adnet comentou sobre traumas:

Como grande parte dos brasileiros, fui educado com base em padrões que hoje não são mais aceitos. É claro que já devo ter sido machista, mas acredito que muito menos do que a média. E isso, certamente, tem a ver com traumas que sofri.

Que traumas? O humorista contou que sofreu abusos sexuais na infância:

Fui abusado sexualmente duas vezes, aos 7 e aos 11 anos. Na primeira, nem sabia o que era sexo. O caseiro do lugar onde eu passava as férias começou a se aproximar de mim e pedir favores. Ele me chantageava dizendo que, se contasse algo a qualquer pessoa, meu cachorro morreria. Eu era muito ingênuo. Um dia, quando só estávamos eu e ele em casa, foi para cima de mim. Senti uma dor imensa, mas durou pouco porque meus parentes, que tinham ido ao mercado, voltaram para buscar a carteira. Mais tarde, o pesadelo se repetiu com um amigo mais velho da família. Ele não chegou a consumar o ato, como o caseiro, mas me beijou e passou a mão no meu corpo. Foram dois episódios difíceis.

Marcelo contou o motivo de ter demorado a falar sobre o assunto:

Para se ter uma ideia, só depois da morte desse conhecido da casa, há cerca de dez anos, consegui contar à minha família. Hoje, já falo de maneira natural porque entendi, após anos de análise, que o constrangimento não é meu, e sim de quem me abusou. O que fica disso é o susto, o trauma, a desconfiança.



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Marcelo Adnet revela que sofreu abusos sexuais na infância


10/04/2020 | 14:10


Marcelo Adnet fez uma revelação dramática em entrevista à revista Veja dessa semana, publicada nessa sexta-feira, dia 10.

Após falar sobre sua carreira, ele foi perguntado sobre as traições públicas a Dani Calabresa, sua ex-esposa, e sobre as mais atuais notícias de outra provável traição, à sua nova companheira, que ele já esclareceu, e respondeu:

Não costumo falar da minha vida pessoal, mas me vi obrigado agora. Foram situações completamente diferentes. Desta vez, tanto eu como minha atual mulher saímos com outras pessoas no período em que estivemos separados. Uma delas, com quem eu saí, decidiu trazer a história a público. Não considero isso uma notícia.

Então, o repórter questionou se ele se sente machista, já que foi assim chamado após os casos públicos. Adnet comentou sobre traumas:

Como grande parte dos brasileiros, fui educado com base em padrões que hoje não são mais aceitos. É claro que já devo ter sido machista, mas acredito que muito menos do que a média. E isso, certamente, tem a ver com traumas que sofri.

Que traumas? O humorista contou que sofreu abusos sexuais na infância:

Fui abusado sexualmente duas vezes, aos 7 e aos 11 anos. Na primeira, nem sabia o que era sexo. O caseiro do lugar onde eu passava as férias começou a se aproximar de mim e pedir favores. Ele me chantageava dizendo que, se contasse algo a qualquer pessoa, meu cachorro morreria. Eu era muito ingênuo. Um dia, quando só estávamos eu e ele em casa, foi para cima de mim. Senti uma dor imensa, mas durou pouco porque meus parentes, que tinham ido ao mercado, voltaram para buscar a carteira. Mais tarde, o pesadelo se repetiu com um amigo mais velho da família. Ele não chegou a consumar o ato, como o caseiro, mas me beijou e passou a mão no meu corpo. Foram dois episódios difíceis.

Marcelo contou o motivo de ter demorado a falar sobre o assunto:

Para se ter uma ideia, só depois da morte desse conhecido da casa, há cerca de dez anos, consegui contar à minha família. Hoje, já falo de maneira natural porque entendi, após anos de análise, que o constrangimento não é meu, e sim de quem me abusou. O que fica disso é o susto, o trauma, a desconfiança.

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