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Saesa completa cinco décadas intacto na relação com a Sabesp

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Aos 50 anos, autarquia não precisou ceder serviços à estatal, mantém cartela de investimentos com 100% de esgoto e água tratados


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

02/02/2020 | 00:01


O Saesa (Sistema de Água, Esgoto e Saneamento Ambiental) de São Caetano chega aos 50 anos ostentando o título de única autarquia de saneamento básico do Grande ABC que passou incólume à crise com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).

Fundado em dezembro de 1969 e com nome de DAE (Departamento de Água e Esgoto), o setor optou por não seguir as demais autarquias da região na discussão de peitar a estatal paulista sobre o preço do metro cúbico de água adquirido no atacado – o debate foi iniciado nos anos 1990, via Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, então gerido por Celso Daniel (PT, morto em 2002), de Santo André.

A Sabesp passou a cobrar judicialmente pelos valores defasados e ganhou as ações, tensionando a relação com os municípios da região. O primeiro aceitar acordo com a Sabesp foi São Bernardo, em 2003. O então prefeito William Dib (hoje sem partido), ao constatar que a dívida chegava perto da casa dos R$ 500 milhões, decidiu vender o DAE local em troca do abatimento do passivo e cartela de investimentos.

O caminho trilhado por São Bernardo foi seguido nos anos seguintes por Diadema e Santo André e está em discussão avançada em Mauá. Diadema decidiu negociar os serviços da Saned (Companhia de Saneamento de Diadema) em 2013 (o passivo chegava a R$ 1,2 bilhão). Em Santo André, o acordo com a Sabesp foi feito no ano passado – parte das atribuições do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) foi transferida para a companhia paulista em troca do fim da dívida de R$ 3,4 bilhões. Mauá quer assinar neste mês o contrato com a Sabesp para pôr fim ao deficit de R$ 2 bilhões.

A condição financeira trouxe resultados positivos ao Saesa. A autarquia foi premiada por dois anos seguidos com a primeira colocação no ranking da Abes (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental), com 100% de rede de distribuição de água, 100% de coleta de esgoto, 100% de tratamento de esgoto e 100% de coleta e destinação de resíduos sólidos.

“São Caetano é reconhecida como uma cidade limpa, com áreas verdes preservadas e referência nacional em todas as áreas do saneamento graças ao empenho e dedicação de toda a equipe do Saesa. A autarquia permanecerá desempenhando papel fundamental para a qualidade de vida dos mais de 160 mil são-caetanenses nos próximos anos, inclusive com o programa ReFundação, em que também será protagonista na reorganização e reestruturação do bairro”, celebrou o prefeito José Auricchio Júnior (PSDB).

Atual superintendente do Saesa, Rodrigo Toscano comentou que a meta é reduzir o desperdício de água. “Tínhamos 40% de perda de água e conseguimos chegar a 15%. Nossa meta é chegar em apenas um dígito de perda de água dentro de alguns anos”, comentou. 



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Saesa completa cinco décadas intacto na relação com a Sabesp

Aos 50 anos, autarquia não precisou ceder serviços à estatal, mantém cartela de investimentos com 100% de esgoto e água tratados

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

02/02/2020 | 00:01


O Saesa (Sistema de Água, Esgoto e Saneamento Ambiental) de São Caetano chega aos 50 anos ostentando o título de única autarquia de saneamento básico do Grande ABC que passou incólume à crise com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).

Fundado em dezembro de 1969 e com nome de DAE (Departamento de Água e Esgoto), o setor optou por não seguir as demais autarquias da região na discussão de peitar a estatal paulista sobre o preço do metro cúbico de água adquirido no atacado – o debate foi iniciado nos anos 1990, via Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, então gerido por Celso Daniel (PT, morto em 2002), de Santo André.

A Sabesp passou a cobrar judicialmente pelos valores defasados e ganhou as ações, tensionando a relação com os municípios da região. O primeiro aceitar acordo com a Sabesp foi São Bernardo, em 2003. O então prefeito William Dib (hoje sem partido), ao constatar que a dívida chegava perto da casa dos R$ 500 milhões, decidiu vender o DAE local em troca do abatimento do passivo e cartela de investimentos.

O caminho trilhado por São Bernardo foi seguido nos anos seguintes por Diadema e Santo André e está em discussão avançada em Mauá. Diadema decidiu negociar os serviços da Saned (Companhia de Saneamento de Diadema) em 2013 (o passivo chegava a R$ 1,2 bilhão). Em Santo André, o acordo com a Sabesp foi feito no ano passado – parte das atribuições do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) foi transferida para a companhia paulista em troca do fim da dívida de R$ 3,4 bilhões. Mauá quer assinar neste mês o contrato com a Sabesp para pôr fim ao deficit de R$ 2 bilhões.

A condição financeira trouxe resultados positivos ao Saesa. A autarquia foi premiada por dois anos seguidos com a primeira colocação no ranking da Abes (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental), com 100% de rede de distribuição de água, 100% de coleta de esgoto, 100% de tratamento de esgoto e 100% de coleta e destinação de resíduos sólidos.

“São Caetano é reconhecida como uma cidade limpa, com áreas verdes preservadas e referência nacional em todas as áreas do saneamento graças ao empenho e dedicação de toda a equipe do Saesa. A autarquia permanecerá desempenhando papel fundamental para a qualidade de vida dos mais de 160 mil são-caetanenses nos próximos anos, inclusive com o programa ReFundação, em que também será protagonista na reorganização e reestruturação do bairro”, celebrou o prefeito José Auricchio Júnior (PSDB).

Atual superintendente do Saesa, Rodrigo Toscano comentou que a meta é reduzir o desperdício de água. “Tínhamos 40% de perda de água e conseguimos chegar a 15%. Nossa meta é chegar em apenas um dígito de perda de água dentro de alguns anos”, comentou. 

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