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PT-SP discute restringir abrangência de prévias

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Diretório debate proposta de escolha via delegados do candidato da sigla ao governo de S.Paulo


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

17/02/2018 | 07:00


O diretório estadual do PT se reúne hoje para discutir proposta de restringir a abrangência das prévias para definição do candidato do partido ao governo do Estado. Hoje, Luiz Marinho, ex-prefeito de São Bernardo e presidente paulista da legenda, e Elói Pietá, ex-chefe do Executivo de Guarulhos, estão colocados como pré-candidatos ao Palácio dos Bandeirantes.

A ideia é transferir o poder de definição do postulante a um colegiado de delegados, definidos mediante proporcionalidade da votação do último PED (Processo de Eleições Diretas) da sigla. A CNB (Construindo um Novo Brasil), da qual Marinho faz parte, é a ala majoritária no petismo e levaria vantagem ante uma votação com toda a militância.

O grupo que sustenta essa tese assegurou, internamente, que haverá amplo processo de debate, com discussão sobre o papel do PT no Estado e de que forma um eventual governo petista poderia modificar o Palácio dos Bandeirantes.

Entretanto, o bloco que apoia Pietá acredita que essa é manobra para enfraquecer a decisão da militância e favorecer a pré-candidatura de Marinho. A despeito de ter ampla sustentação das lideranças petistas, o projeto de Marinho é visto com críticas por diversos filiados, que têm reclamado de ausência de debates internos.

Até mesmo campanha na internet para que essa alteração não seja implementada foi aberta. “Ao mesmo tempo em que lutamos contra o autoritarismo na sociedade, vemos parte da direção do PT tentando construir, sem debates e sem participação da militância, um fato consumado na definição da nossa candidatura ao governo (de São Paulo). Se assim acontecer, os mesmos métodos presidirão a elaboração de nosso programa para o governo estadual, a definição de nossas alianças e de nossas táticas. A força do PT está na diversidade, na pluralidade e no direito democrático de influenciar e decidir sobre o que é melhor para a classe trabalhadora de São Paulo e do Brasil”, diz o manifesto contra a restrição das prévias. “A quem acha que as prévias dividem o PT, dizemos: em um partido democrático, a unidade se constrói de baixo para cima, não de cima para baixo.”

Pietá já declarou ao Diário que não vai retirar sua pré-candidatura, a não ser se o ex-prefeito da Capital Fernando Haddad ou o vereador paulistano e ex-senador Eduardo Suplicy decidirem representar o petismo nas urnas. Marinho, por sua vez, já havia lançado sua pré-candidatura no começo de dezembro e queria, neste momento, já ter seu projeto eleitoral consolidado.

Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), são 465 mil filiados ao PT no Estado, embora número bem menor – 999 – tenha participado do último PED, que elegeu Marinho, em maio. 



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PT-SP discute restringir abrangência de prévias

Diretório debate proposta de escolha via delegados do candidato da sigla ao governo de S.Paulo

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

17/02/2018 | 07:00


O diretório estadual do PT se reúne hoje para discutir proposta de restringir a abrangência das prévias para definição do candidato do partido ao governo do Estado. Hoje, Luiz Marinho, ex-prefeito de São Bernardo e presidente paulista da legenda, e Elói Pietá, ex-chefe do Executivo de Guarulhos, estão colocados como pré-candidatos ao Palácio dos Bandeirantes.

A ideia é transferir o poder de definição do postulante a um colegiado de delegados, definidos mediante proporcionalidade da votação do último PED (Processo de Eleições Diretas) da sigla. A CNB (Construindo um Novo Brasil), da qual Marinho faz parte, é a ala majoritária no petismo e levaria vantagem ante uma votação com toda a militância.

O grupo que sustenta essa tese assegurou, internamente, que haverá amplo processo de debate, com discussão sobre o papel do PT no Estado e de que forma um eventual governo petista poderia modificar o Palácio dos Bandeirantes.

Entretanto, o bloco que apoia Pietá acredita que essa é manobra para enfraquecer a decisão da militância e favorecer a pré-candidatura de Marinho. A despeito de ter ampla sustentação das lideranças petistas, o projeto de Marinho é visto com críticas por diversos filiados, que têm reclamado de ausência de debates internos.

Até mesmo campanha na internet para que essa alteração não seja implementada foi aberta. “Ao mesmo tempo em que lutamos contra o autoritarismo na sociedade, vemos parte da direção do PT tentando construir, sem debates e sem participação da militância, um fato consumado na definição da nossa candidatura ao governo (de São Paulo). Se assim acontecer, os mesmos métodos presidirão a elaboração de nosso programa para o governo estadual, a definição de nossas alianças e de nossas táticas. A força do PT está na diversidade, na pluralidade e no direito democrático de influenciar e decidir sobre o que é melhor para a classe trabalhadora de São Paulo e do Brasil”, diz o manifesto contra a restrição das prévias. “A quem acha que as prévias dividem o PT, dizemos: em um partido democrático, a unidade se constrói de baixo para cima, não de cima para baixo.”

Pietá já declarou ao Diário que não vai retirar sua pré-candidatura, a não ser se o ex-prefeito da Capital Fernando Haddad ou o vereador paulistano e ex-senador Eduardo Suplicy decidirem representar o petismo nas urnas. Marinho, por sua vez, já havia lançado sua pré-candidatura no começo de dezembro e queria, neste momento, já ter seu projeto eleitoral consolidado.

Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), são 465 mil filiados ao PT no Estado, embora número bem menor – 999 – tenha participado do último PED, que elegeu Marinho, em maio. 

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