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São Bernardo investiga composição de pasta de alho usada em merenda

Nario Barbosa Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vídeo que circula em redes sociais mostra
supostos pedaços de papel em tempero


Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

27/02/2016 | 07:07


A Secretaria de Educação de São Bernardo vai realizar testes para saber a composição de pasta de alho distribuída às 179 escolas municipais e creches conveniadas do município. O motivo é um vídeo que circula em redes sociais no qual funcionárias da creche conveniada Casa das Crianças Menino Jesus mostram supostos pedaços de papel misturados com o produto dentro da embalagem.

Segundo o secretário da Pasta na cidade, Paulo Dias, em cerca de 15 dias estarão prontos os laudos da empresa e o da Prefeitura, feitos em laboratórios diferentes. O principal intuito é esclarecer oficialmente a composição do tempero.

“Com o tempo, o alho picado fica de uma cor mais escura. Essa mesma empresa, que já fornecia o produto para nós, misturou a ele fibras de bambu para que não tenha oxidação e fique com a cor clara por mais tempo. De acordo com as especificações, pode haver até 2% deste material no tempero. Porém, queremos fazer esse levantamento técnico para não deixar nenhuma dúvida sobre o assunto”, disse.

Após a formulação dos documentos, caso haja alguma irregularidade, a Prefeitura vai entrar com ação contra a empresa. Todas os potes de alho destinados à merenda escolar foram recolhidos e só devem voltar às cozinhas após a conclusão do caso. “Porém, se o produto estiver normal, vamos entrar com ação contra a funcionária que fez as acusações no vídeo. Ela expõe uma criança e faz afirmações que não foram confirmadas”, disse o secretário.

O Diário foi até a creche, localizada no bairro Planalto, conversar com os dirigentes sobre o ocorrido, porém, eles não se manifestaram. O advogado representante da Congregação São João, mantenedora do espaço, Irineu Trentin Júnior, afirmou que a creche aguarda a análise do produto. “A congregação recebe a merenda escolar da Prefeitura como contrapartida. Fazemos controle rigoroso dos alimentos antes de oferecer às crianças. Nós devolvemos o produto imediatamente à Prefeitura, mas a funcionária não deveria falar o que contém na embalagem sem de fato saber o que é. É uma opinião particular dela”, afirmou.

O profissional destacou que o vídeo não expressa a opinião da creche. Inclusive, ele está enviando um documento ao Google para que o nome da instituição seja retirado do YouTube. 



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São Bernardo investiga composição de pasta de alho usada em merenda

Vídeo que circula em redes sociais mostra
supostos pedaços de papel em tempero

Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

27/02/2016 | 07:07


A Secretaria de Educação de São Bernardo vai realizar testes para saber a composição de pasta de alho distribuída às 179 escolas municipais e creches conveniadas do município. O motivo é um vídeo que circula em redes sociais no qual funcionárias da creche conveniada Casa das Crianças Menino Jesus mostram supostos pedaços de papel misturados com o produto dentro da embalagem.

Segundo o secretário da Pasta na cidade, Paulo Dias, em cerca de 15 dias estarão prontos os laudos da empresa e o da Prefeitura, feitos em laboratórios diferentes. O principal intuito é esclarecer oficialmente a composição do tempero.

“Com o tempo, o alho picado fica de uma cor mais escura. Essa mesma empresa, que já fornecia o produto para nós, misturou a ele fibras de bambu para que não tenha oxidação e fique com a cor clara por mais tempo. De acordo com as especificações, pode haver até 2% deste material no tempero. Porém, queremos fazer esse levantamento técnico para não deixar nenhuma dúvida sobre o assunto”, disse.

Após a formulação dos documentos, caso haja alguma irregularidade, a Prefeitura vai entrar com ação contra a empresa. Todas os potes de alho destinados à merenda escolar foram recolhidos e só devem voltar às cozinhas após a conclusão do caso. “Porém, se o produto estiver normal, vamos entrar com ação contra a funcionária que fez as acusações no vídeo. Ela expõe uma criança e faz afirmações que não foram confirmadas”, disse o secretário.

O Diário foi até a creche, localizada no bairro Planalto, conversar com os dirigentes sobre o ocorrido, porém, eles não se manifestaram. O advogado representante da Congregação São João, mantenedora do espaço, Irineu Trentin Júnior, afirmou que a creche aguarda a análise do produto. “A congregação recebe a merenda escolar da Prefeitura como contrapartida. Fazemos controle rigoroso dos alimentos antes de oferecer às crianças. Nós devolvemos o produto imediatamente à Prefeitura, mas a funcionária não deveria falar o que contém na embalagem sem de fato saber o que é. É uma opinião particular dela”, afirmou.

O profissional destacou que o vídeo não expressa a opinião da creche. Inclusive, ele está enviando um documento ao Google para que o nome da instituição seja retirado do YouTube. 

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