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França aceita discurso de Bush com algumas reservas


Das Agências

25/06/2002 | 08:49


A França expressou nesta terça-feira sua satisfação pelo discurso feito na véspera pelo presidente americano George W. Bush sobre o Oriente Médio. Ainda assim, manifestou suas reservas sobre a forma de atingir seus objetivos e se opôs a exclusão do presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat.

O ministro de Relações Exteriores francês, Dominique de Villepin, em visita a Jerusalém, informou que o discurso "converge com os objetivos da França e da União Européia". Segundo o chanceler, os principais pontos de convergência são: a luta contra o terrorismo, o cessar da colonização e o fim da ocupação dos territórios palestinos.

Este discurso "confirma a perspectiva de dois Estados vizinhos com fronteiras seguras e reconhecidas", acrescentou. "É claro que as reformas são necessárias. É um ponto no qual todos estamos de acordo e isso será dito ao presidente Arafat", disse.

Mas o primeiro-ministro francês criticou a vontade de Bush - de acordo com os desejos do primeiro-ministro israelense Ariel Sharon - de afastar Yasser Arafat, um líder debilitado e isolado, mas que continua sendo o representante legítimo do seu povo.

Villepin se reunirá nesta terça-feira à tarde com o líder palestino, cujo quartel general em Ramallah (Cisjordânia) continua sitiado pelo exército israelense. "As eleições nos territórios palestinos são importantes, mas somente os palestinos devem eleger seus dirigentes", afirmou Villepin.

O presidente americano, que em nenhum momento pronunciou o nome de Yasser Arafat, disse que "a paz exige uma direção nova e diferente para que possa nascer um Estado palestino", e frisou que jamais vai tolerar a criação de um Estado "construído sobre o terror".

Villepin disse que para a França "a aplicação das reformas e a realização de eleições devem caminhar junto com a reativação de um processo político, cuja urgência é evidente". E continuou: "israelenses e palestinos devem comprometer-se imediatamente a voltar ao caminho da paz".

A ausência de toda referência por parte de Bush a uma conferência internacional decepcionou os franceses. Os Quinze, reunidos no sábado em Sevilha (Espanha), destacaram a urgente necessidade de realizar "a curto prazo" uma conferência internacional sobre o Oriente Médio que "permita reparar os parâmetros da solução política com um calendário preciso".



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