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Vândalos arrancam bancos de praça

Frequentadores de espaço em São Caetano reclamam da falta de lugar para descansar


Caroline Garcia
Especial para o Diário

12/11/2012 | 07:00


A Praça Prefeito Luiz Olinto Tortorello, em São Caetano, pode ser utilizada para caminhadas e brincadeiras de crianças. No entanto, não é possível descansar no local, já que todos os bancos foram retirados há cerca de seis meses. O espaço, próximo à Avenida Goiás, também é conhecido como Praça Primeiro de Maio.

Quem precisa sentar, utiliza alguns degraus e canteiros, nos quais estão plantadas as árvores. O ajudante de caminhão Cícero Bernardes Santos, 53 anos, escolheu um degrau com sombra para ler o jornal enquanto esperava o horário marcado para uma consulta médica. "É o jeito. No chão é que não vou sentar. Estou com o joelho fraturado e complica ainda mais para conseguir levantar."

Segundo os frequentadores, antes de os bancos serem retirados, alguns equipamentos já estavam quebrados. Eles acreditam que o ato de vandalismo possa ter sido cometido pelos mesmos indivíduos que picharam os monumentos decorativos da praça.

"O povo está cansado de ficar em pé. Os assentos que estavam quebrados deveriam ter sido trocados. A Prefeitura não deveria ter retirado todos sem avisar", comenta o segurança Amaurílio Rodrigues Silva, 42, que encontrou a grade de proteção de uma árvore para se apoiar. "Se venho para cá, já tomo cuidado para não vir de calça clara, pois sei que vou me sujar."

Sem lugar para sentar, moradores do entorno afirmam que o movimento na praça diminuiu. "Antes, os idosos costumavam vir logo de manhã para tomar sol e conversar. As mães também traziam crianças para brincar. Agora, a maioria só vem para fazer caminhada mesmo e ir embora", relata a dona de casa Maria Quitéria Arruda, 39.

A Secretaria de Serviços Urbanos diz não ter sido responsável pela retirada de assentos no espaço em período de seis meses. A Pasta afirma que há algumas solicitações para colocar bancos. No entanto, a Prefeitura justifica que, por manifestação da vizinhança, os bancos não foram instalados porque poderiam atrair moradores de rua e provocar sensação de insegurança na população.



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Vândalos arrancam bancos de praça

Frequentadores de espaço em São Caetano reclamam da falta de lugar para descansar

Caroline Garcia
Especial para o Diário

12/11/2012 | 07:00


A Praça Prefeito Luiz Olinto Tortorello, em São Caetano, pode ser utilizada para caminhadas e brincadeiras de crianças. No entanto, não é possível descansar no local, já que todos os bancos foram retirados há cerca de seis meses. O espaço, próximo à Avenida Goiás, também é conhecido como Praça Primeiro de Maio.

Quem precisa sentar, utiliza alguns degraus e canteiros, nos quais estão plantadas as árvores. O ajudante de caminhão Cícero Bernardes Santos, 53 anos, escolheu um degrau com sombra para ler o jornal enquanto esperava o horário marcado para uma consulta médica. "É o jeito. No chão é que não vou sentar. Estou com o joelho fraturado e complica ainda mais para conseguir levantar."

Segundo os frequentadores, antes de os bancos serem retirados, alguns equipamentos já estavam quebrados. Eles acreditam que o ato de vandalismo possa ter sido cometido pelos mesmos indivíduos que picharam os monumentos decorativos da praça.

"O povo está cansado de ficar em pé. Os assentos que estavam quebrados deveriam ter sido trocados. A Prefeitura não deveria ter retirado todos sem avisar", comenta o segurança Amaurílio Rodrigues Silva, 42, que encontrou a grade de proteção de uma árvore para se apoiar. "Se venho para cá, já tomo cuidado para não vir de calça clara, pois sei que vou me sujar."

Sem lugar para sentar, moradores do entorno afirmam que o movimento na praça diminuiu. "Antes, os idosos costumavam vir logo de manhã para tomar sol e conversar. As mães também traziam crianças para brincar. Agora, a maioria só vem para fazer caminhada mesmo e ir embora", relata a dona de casa Maria Quitéria Arruda, 39.

A Secretaria de Serviços Urbanos diz não ter sido responsável pela retirada de assentos no espaço em período de seis meses. A Pasta afirma que há algumas solicitações para colocar bancos. No entanto, a Prefeitura justifica que, por manifestação da vizinhança, os bancos não foram instalados porque poderiam atrair moradores de rua e provocar sensação de insegurança na população.

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