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Mauá não tem verba
para Carnaval 2012


Mark Ribeiro
do Diário do Grande ABC

19/09/2011 | 07:10


O desfile das escolas de samba de Mauá, que nos últimos cinco anos foi realizado somente em 2008 e 2010, corre sério risco de não ser concretizado em 2012. O argumento utilizado pela Prefeitura é o mesmo que teve de ser digerido a contragosto pelos amantes do Carnaval em outras ocasiões: falta de dinheiro.

A revelação é feita pelo secretário de Governo, José Luiz Cassimiro, escalado pelo prefeito Oswaldo Dias (PT) para buscar apoio de recursos da iniciativa privada para tentar garantir a realização da maior e mais tradicional festa popular do País. Questionado sobre as chances de realização do desfile, o homem-forte da administração é taxativo. "Com recursos exclusivos da Prefeitura, é impossível."

O parecer é em virtude da dívida astronômica administrada pelo governo, que atinge R$ 1,3 bilhão. Com o deficit, o Paço não consegue, por exemplo, buscar financiamentos. A alternativa é firmar parceria com empresas e até o governo federal. "Aposto que teremos Carnaval, mas só com verba da Prefeitura não tem jeito", reitera Cassimiro.

As declarações ganham contornos dramáticos para a comunidade carnavalesca, que mantinha a esperança em receber repasse de R$ 450 mil da administração petista até amanhã para iniciar os ensaios e a confecção de alegorias e fantasias, o que não irá ocorrer.

A presidente da União das Escolas de Samba de Mauá, Sirlene Brito, atenta que a data foi estipulada como prazo limite para começar a construir "Carnaval de qualidade". "Se os preparativos não forem iniciados neste mês, o desfile fica inviável", projeta a dirigente. "Manter uma escola, com ensaios regulares, custa R$ 600 ao mês. Não dá para começar os ensaios sem verba", calcula.

 

Histórico de hiatos - Nos últimos tempos, o Carnaval foi comemorado em Mauá somente uma vez a cada dois anos. A interrupção começou em 2007 quando, dois meses antes da data marcada para o desfile, a Prefeitura cancelou repasse de R$ 1,2 milhão à Uesma, alegando dívidas com fornecedores.

Em 2008, a entidade recebeu subvenção de quase R$ 400 mil para realizar o Carnaval do ano seguinte. Mas, em janeiro de 2009, quando reassumiu o comando do Paço, Oswaldo Dias cancelou o evento, justificando que o governo não conseguiria arcar com despesas de infraestrutura.

Neste ano, a administração petista programou repassar subvenção à Uesma a apenas 30 dias do desfile, que foi cancelado em virtude do pouco tempo de preparação.

Uesma corre contra o tempo para conseguir dinheiro

Sem o êxito da Prefeitura, a Uesma assumiu o papel de tentar captar recursos da iniciativa privada ou firmar parceria com outras esferas de governo para assegurar a realização do Carnaval de Mauá em 2012. A entidade tenta incluir o desfile das escolas de samba no Programa de Ação Cultural, mantido pelo governo do Estado, e garantir parte da verba necessária para a festa.

Esta não é a primeira tentativa da instituição. A presidente, Sirlene Brito, revela que manteve negociações para firmar convênio com uma grande cervejaria. Para a parceria ser viabilizada, no entanto, era necessária alteração na legislação municipal, autorizando a Uesma a celebrar contratos deste tipo, o que não foi aceito pelo governo municipal.

"A Prefeitura nunca buscou nada na iniciativa privada. Ao contrário, só atrapalhou", considera a dirigente, ao intensificar as críticas à administração Oswaldo Dias. "Não é novidade que este governo não gosta de Carnaval. Há falta de vontade. O nosso interesse é fazer (o desfile), o deles não."

Se governo e Uesma conseguirem apoios, o Carnaval 2012 em Mauá será modesto, assim como em 2010. Na última edição, o desfile mudou da Avenida Portugal (com trajeto de 400 metros) para o Paço (250 metros) e os quatro dias de comemorações foram reduzidos pela metade.



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