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Bolsa fecha estável, aos 102.381,58 pontos com perda de 0,49% na semana

Hugo Arce/Fotos Públicas Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


24/07/2020 | 17:51


Após três semanas de ganhos consecutivos, o Ibovespa cedeu terreno moderadamente no intervalo que chega ao fim nesta sexta-feira, acumulando perda de 0,49% no período. Hoje, o índice de referência da B3 se encaminhava para fechar no vermelho pela quarta sessão seguida, mas perto do fim conseguiu se firmar em leve alta de 0,09%, aos 102.381,58 pontos, após queda de 1,91% no dia anterior, que o retirou da casa de 104 mil pontos, sustentada entre os fechamentos de 20 e 22 de julho, tendo chegado a 105.449,23 na máxima intradia de terça-feira, 21. No mês, o Ibovespa avança 7,71%, agora um pouco abaixo dos desempenhos de junho e maio (8,76% e 8,57%, respectivamente), faltando uma semana para a conclusão de julho. No ano, cede 11,47%.

"O Ibovespa tocou os 105 mil pontos nesta semana, que era um dos alvos e uma resistência, e desde então caía de forma comportada", diz Fernando Góes, analista gráfico da Clear. "O mercado tende a se manter entre os 100 mil e 98 mil pontos, que são suportes fortes e podem ser pontos de compra de ações, mas a tendência de alta continua", acrescenta o analista, referindo-se ao estágio atual do Ibovespa como "movimento normal de realização de lucros".

O giro financeiro desta sexta-feira ficou em R$ 27,2 bilhões, com o índice oscilando entre mínima de 100.858,76 e máxima de 102.693,74 pontos, saindo de 102.291,82 pontos na abertura. Na semana, com sinal positivo nesta última sessão, o desempenho do Ibovespa foi um pouco mais discreto do que o observado em Nova York, período em que o Dow Jones acumulou perda de 0,68%, o S&P 500, de 0,62%, e o Nasdaq, de 0,94%. Nesta sexta-feira, voltou a predominar cautela quanto à relação EUA-China, após o governo chinês determinar o fechamento de um consulado americano no país, em reação à iniciativa semelhante do rival.

"Ainda que Trump possa ter razão em questões que levanta sobre a China, erra na expressão, na forma de comunicar, o que cria ruídos e volatilidade para o mercado, e dificuldades para sua própria campanha à reeleição. Ele precisa convencer o eleitor sem preferência definida por republicanos ou democratas, dos chamados ''swing states'', e este tipo de retórica o afasta dessa parcela do eleitorado", diz Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset, observando que a rivalidade entre EUA e China é "geopolítica", uma disputa por hegemonia que vai bem além do aspecto comercial.

Assim, o Ibovespa encerra a semana não distante do ponto em que estava na sexta-feira anterior, quando havia fechado aos 102.888,25 pontos, saindo de 98.697,06 no fechamento da segunda-feira, dia 13, após ter fechado na sexta, 10, aos 100.031,83 pontos - recuperando então o nível de seis dígitos em encerramento, pela primeira vez desde 5 de março, quando o índice acentuava trajetória cadente.

O desempenho acumulado pelo Ibovespa desde 31 de março é notável, com recuperação na casa de 40%, agora a 40,21%, encaminhando a série abril-julho acima da sequência positiva de quatro meses entre fevereiro e maio de 2009, quando o Ibovespa teve avanço de 39,32% - então, em nível de pontuação bem inferior ao atual, entre 38.183 e 53.197 pontos.

Agora, a performance do Ibovespa desde abril até o dia 24 de julho passa a ser a melhor desde o agregado de 46,54% entre setembro e dezembro de 2003, segundo o AE Dados.

Nesta sexta-feira, destaque para alta de 6,24% em IRB, seguida por Gerdau PN (+4,58%) e Suzano (+3,83%), as maiores do Ibovespa na sessão. No lado oposto, Cogna cedeu 5,37%, Localiza, 2,57%, e TIM, 2,44%. Entre as blue chips, Petrobras PN e ON fecharam em alta respectivamente de 0,71% e 0,43%, enquanto Vale ON cedeu 0,42%. Desempenho misto também para as ações de bancos, com Bradesco PN em alta de 0,62% e Banco do Brasil ON em baixa de 1,16%.



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Bolsa fecha estável, aos 102.381,58 pontos com perda de 0,49% na semana


24/07/2020 | 17:51


Após três semanas de ganhos consecutivos, o Ibovespa cedeu terreno moderadamente no intervalo que chega ao fim nesta sexta-feira, acumulando perda de 0,49% no período. Hoje, o índice de referência da B3 se encaminhava para fechar no vermelho pela quarta sessão seguida, mas perto do fim conseguiu se firmar em leve alta de 0,09%, aos 102.381,58 pontos, após queda de 1,91% no dia anterior, que o retirou da casa de 104 mil pontos, sustentada entre os fechamentos de 20 e 22 de julho, tendo chegado a 105.449,23 na máxima intradia de terça-feira, 21. No mês, o Ibovespa avança 7,71%, agora um pouco abaixo dos desempenhos de junho e maio (8,76% e 8,57%, respectivamente), faltando uma semana para a conclusão de julho. No ano, cede 11,47%.

"O Ibovespa tocou os 105 mil pontos nesta semana, que era um dos alvos e uma resistência, e desde então caía de forma comportada", diz Fernando Góes, analista gráfico da Clear. "O mercado tende a se manter entre os 100 mil e 98 mil pontos, que são suportes fortes e podem ser pontos de compra de ações, mas a tendência de alta continua", acrescenta o analista, referindo-se ao estágio atual do Ibovespa como "movimento normal de realização de lucros".

O giro financeiro desta sexta-feira ficou em R$ 27,2 bilhões, com o índice oscilando entre mínima de 100.858,76 e máxima de 102.693,74 pontos, saindo de 102.291,82 pontos na abertura. Na semana, com sinal positivo nesta última sessão, o desempenho do Ibovespa foi um pouco mais discreto do que o observado em Nova York, período em que o Dow Jones acumulou perda de 0,68%, o S&P 500, de 0,62%, e o Nasdaq, de 0,94%. Nesta sexta-feira, voltou a predominar cautela quanto à relação EUA-China, após o governo chinês determinar o fechamento de um consulado americano no país, em reação à iniciativa semelhante do rival.

"Ainda que Trump possa ter razão em questões que levanta sobre a China, erra na expressão, na forma de comunicar, o que cria ruídos e volatilidade para o mercado, e dificuldades para sua própria campanha à reeleição. Ele precisa convencer o eleitor sem preferência definida por republicanos ou democratas, dos chamados ''swing states'', e este tipo de retórica o afasta dessa parcela do eleitorado", diz Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset, observando que a rivalidade entre EUA e China é "geopolítica", uma disputa por hegemonia que vai bem além do aspecto comercial.

Assim, o Ibovespa encerra a semana não distante do ponto em que estava na sexta-feira anterior, quando havia fechado aos 102.888,25 pontos, saindo de 98.697,06 no fechamento da segunda-feira, dia 13, após ter fechado na sexta, 10, aos 100.031,83 pontos - recuperando então o nível de seis dígitos em encerramento, pela primeira vez desde 5 de março, quando o índice acentuava trajetória cadente.

O desempenho acumulado pelo Ibovespa desde 31 de março é notável, com recuperação na casa de 40%, agora a 40,21%, encaminhando a série abril-julho acima da sequência positiva de quatro meses entre fevereiro e maio de 2009, quando o Ibovespa teve avanço de 39,32% - então, em nível de pontuação bem inferior ao atual, entre 38.183 e 53.197 pontos.

Agora, a performance do Ibovespa desde abril até o dia 24 de julho passa a ser a melhor desde o agregado de 46,54% entre setembro e dezembro de 2003, segundo o AE Dados.

Nesta sexta-feira, destaque para alta de 6,24% em IRB, seguida por Gerdau PN (+4,58%) e Suzano (+3,83%), as maiores do Ibovespa na sessão. No lado oposto, Cogna cedeu 5,37%, Localiza, 2,57%, e TIM, 2,44%. Entre as blue chips, Petrobras PN e ON fecharam em alta respectivamente de 0,71% e 0,43%, enquanto Vale ON cedeu 0,42%. Desempenho misto também para as ações de bancos, com Bradesco PN em alta de 0,62% e Banco do Brasil ON em baixa de 1,16%.

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