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Região contabiliza adoção de dois pets por dia em meio à quarentena

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

No Grande ABC, 147 cães e gatos ganharam novo lar entre março e maio; adotantes buscam companhia durante o isolamento físico


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

21/06/2020 | 07:00


 “Nós ganhamos mais do que um novo amigo, ganhamos um integrante da família”. O relato do gestor de condomínio Renato Baptista Leite, 57 anos, de Santo André, que trouxe para casa, em abril, Simba, cachorro já idoso que estava para adoção na cidade, virou recorrente na pandemia do novo coronavírus. Simba é o exemplo de que os reflexos da quarentena, imposta pela Covid-19, despertaram a vontade de adoção de pets. Na região, de março a maio, pelo menos 147 animais, entre cães e gatos, conseguiram uma família, média de dois por dia.

Além dos CCZs (Centros de Controle de Zoonoses), que disponibilizam cães e gatos, filhotes ou adultos, protetores de animais que oferecem abrigos temporários também auxiliam os pets com a nova família. Atualmente, mesmo com o período positivo das adoções, os CCZs em toda região ainda contabilizam cerca de 200 animais a espera de um lar.

Durante todo o período de quarentena, São Bernardo está sendo a cidade onde ocorre mais adoções. Em três meses foram 56 pets. Em seguida, aparece Diadema, com 51. São Caetano informou 24, Santo André e Mauá registraram oito cada. Santo André ainda relatou que a principal justificativa dos adotantes para ir atrás de um animalzinho é a de tentar diminuir a solidão em tempos de pandemia. Outros citaram a falta que uma companhia dos bichos faz após a morte de seus pets.

Renato Leite e a mulher, a aposentada Neuza Aparecida Guirado, nunca tinham tido um cachorro. A chegada de Simba despertou olhar diferente sobre contar com a companhia de um melhor amigo de quatro patas. Em janeiro, Neuza sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e o vira-lata virou parceiro na recuperação. “Foi uma junção da quarentena com a terapia da minha mulher. Ela (Neuza) já estava em casa havia muito tempo. Então, o Simba, além de ser companhia, ocupa nossa cabeça, pois damos toda atenção para ele em tarefas que não fazíamos antes. Mudou nossa rotina”, destacou o gestor de condomínio.

O Simba apareceu para a família por meio de uma postagem de doações de animais nas redes sociais. Renato entrou em contato com a protetora para conhecer um outro cachorro, também à procura de um lar. Como uma outra família já estava na frente para adotar, a protetora apresentou o Simba e, desde então, ele virou parte da família. “Quando chegamos aqui em casa, ele (Simba) já se encantou pela Neuza, acredito que buscou o refúgio do qual precisava. Apesar de ele ser grande, se adaptou muito bem à nossa casa e nós também nos adaptamos a ele. É um novo amigo com certeza”, disse Renato.

Protetora de animais há 16 anos, Silvana Moretto, 38, está otimista com o cenário atual, mas pontuou algumas ressalvas para o pós-pandemia. “A solidão da quarentena não deve ser o único motivo para adoção. Toda família deve considerar a nova rotina. Quando todos voltarem a estudar e a trabalhar presencialmente vão conseguir cuidar dos animais? Tudo isso precisa ser analisado antes para evitar que aconteça abandono.”

PARA ADOTAR
Os interessados em adotar um pet pelos CCZs da região devem procurar a unidade de cada cidade. Precisam ser maiores de 18 anos e apresentar documentos originais como RG, CPF e comprovante de endereço recente, para um controle dos profissionais pós-adoção.

Serviço:

CCZ de Santo André
Telefone: 3356-9075
De segunda à sexta-feira, das 8h ao meio-dia e das 13h às 16h30
Rua Igarapava, 239, Vila Valparaíso

CCZ de São Bernardo
Telefone: 4365-3349
De segunda à sexta-feira, das 8h às 17h.
Avenida Doutor Rudge Ramos, 1.740, Rudge Ramos

CCZ de São Caetano
Telefone: 4233-7516
De segunda à sexta-feira, das 9h às 16h
Rua Justino Paixão, 141

CCZ de Diadema
Telefone: 4059-5892
De segunda à sexta-feira, das 9h às 16h
Rua Ipoa, 40, Jardim Yambere

CCZ de Mauá
Telefone: 4544-1240
De segunda à sexta-feira, das 8h às 17h
Rua das Camélias, 248, Sertãozinho

CCZ de Ribeirão Pires
Telefone: 4824-3748
De segunda à sexta-feira, das 8h às 17h
Rua Catarina Rios Giachelo, 185, Centro

CCZ de Rio Grande da Serra
Telefone: 4821-3878
De segunda à sexta-feira, das 8h às 17h
Avenida Doutor Rui Trindade, 177, Parque Rio Grande
 



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Região contabiliza adoção de dois pets por dia em meio à quarentena

No Grande ABC, 147 cães e gatos ganharam novo lar entre março e maio; adotantes buscam companhia durante o isolamento físico

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

21/06/2020 | 07:00


 “Nós ganhamos mais do que um novo amigo, ganhamos um integrante da família”. O relato do gestor de condomínio Renato Baptista Leite, 57 anos, de Santo André, que trouxe para casa, em abril, Simba, cachorro já idoso que estava para adoção na cidade, virou recorrente na pandemia do novo coronavírus. Simba é o exemplo de que os reflexos da quarentena, imposta pela Covid-19, despertaram a vontade de adoção de pets. Na região, de março a maio, pelo menos 147 animais, entre cães e gatos, conseguiram uma família, média de dois por dia.

Além dos CCZs (Centros de Controle de Zoonoses), que disponibilizam cães e gatos, filhotes ou adultos, protetores de animais que oferecem abrigos temporários também auxiliam os pets com a nova família. Atualmente, mesmo com o período positivo das adoções, os CCZs em toda região ainda contabilizam cerca de 200 animais a espera de um lar.

Durante todo o período de quarentena, São Bernardo está sendo a cidade onde ocorre mais adoções. Em três meses foram 56 pets. Em seguida, aparece Diadema, com 51. São Caetano informou 24, Santo André e Mauá registraram oito cada. Santo André ainda relatou que a principal justificativa dos adotantes para ir atrás de um animalzinho é a de tentar diminuir a solidão em tempos de pandemia. Outros citaram a falta que uma companhia dos bichos faz após a morte de seus pets.

Renato Leite e a mulher, a aposentada Neuza Aparecida Guirado, nunca tinham tido um cachorro. A chegada de Simba despertou olhar diferente sobre contar com a companhia de um melhor amigo de quatro patas. Em janeiro, Neuza sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e o vira-lata virou parceiro na recuperação. “Foi uma junção da quarentena com a terapia da minha mulher. Ela (Neuza) já estava em casa havia muito tempo. Então, o Simba, além de ser companhia, ocupa nossa cabeça, pois damos toda atenção para ele em tarefas que não fazíamos antes. Mudou nossa rotina”, destacou o gestor de condomínio.

O Simba apareceu para a família por meio de uma postagem de doações de animais nas redes sociais. Renato entrou em contato com a protetora para conhecer um outro cachorro, também à procura de um lar. Como uma outra família já estava na frente para adotar, a protetora apresentou o Simba e, desde então, ele virou parte da família. “Quando chegamos aqui em casa, ele (Simba) já se encantou pela Neuza, acredito que buscou o refúgio do qual precisava. Apesar de ele ser grande, se adaptou muito bem à nossa casa e nós também nos adaptamos a ele. É um novo amigo com certeza”, disse Renato.

Protetora de animais há 16 anos, Silvana Moretto, 38, está otimista com o cenário atual, mas pontuou algumas ressalvas para o pós-pandemia. “A solidão da quarentena não deve ser o único motivo para adoção. Toda família deve considerar a nova rotina. Quando todos voltarem a estudar e a trabalhar presencialmente vão conseguir cuidar dos animais? Tudo isso precisa ser analisado antes para evitar que aconteça abandono.”

PARA ADOTAR
Os interessados em adotar um pet pelos CCZs da região devem procurar a unidade de cada cidade. Precisam ser maiores de 18 anos e apresentar documentos originais como RG, CPF e comprovante de endereço recente, para um controle dos profissionais pós-adoção.

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CCZ de Santo André
Telefone: 3356-9075
De segunda à sexta-feira, das 8h ao meio-dia e das 13h às 16h30
Rua Igarapava, 239, Vila Valparaíso

CCZ de São Bernardo
Telefone: 4365-3349
De segunda à sexta-feira, das 8h às 17h.
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CCZ de São Caetano
Telefone: 4233-7516
De segunda à sexta-feira, das 9h às 16h
Rua Justino Paixão, 141

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Telefone: 4059-5892
De segunda à sexta-feira, das 9h às 16h
Rua Ipoa, 40, Jardim Yambere

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Telefone: 4544-1240
De segunda à sexta-feira, das 8h às 17h
Rua das Camélias, 248, Sertãozinho

CCZ de Ribeirão Pires
Telefone: 4824-3748
De segunda à sexta-feira, das 8h às 17h
Rua Catarina Rios Giachelo, 185, Centro

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