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Delação de Léo Pinheiro, da OAS, envolve Lula e Marinho

Montagem/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ex-presidente da empreiteira relata possível favorecimento da empresa na licitação do projeto Centro Seco


Humberto Domiciano
Do Diário do Grande ABC

05/06/2018 | 07:00


Ex-prefeito de São Bernardo e pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Luiz Marinho foi acusado de ter favorecido a empreiteira OAS na licitação do projeto Centro Seco, orçado inicialmente em R$ 294 milhões e que já chega ao custo total de R$ 353 milhões, entre recursos municipais e do governo federal, via PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

A informação do possível acerto consta em um dos anexos da delação premiada do ex-presidente da empresa, José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro. Os detalhes foram divulgados pelo jornal O Globo.

De acordo com o depoimento do empreiteiro, a primeira reunião para tratar do assunto foi feita com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o segundo semestre de 2012.

Conforme o relato de Pinheiro, o encontro teria ocorrido durante A tarde, no período do julgamento do Mensalão. “O ex-presidente Lula me convocou para uma reunião no Instituto Lula para pedir que a OAS estudasse uma solução para o problema de inundação no Centro de São Bernardo, praça e arredores do Paço. Realizados os estudos, mantive um novo encontro com Lula na mesma data em que ocorria uma sessão televisionada do julgamento da AP 470 (julgamento do Mensalão) no STF (Supremo Tribunal Federal). Nessa reunião, o ex-presidente, que estava assistindo ao julgamento pela televisão, desligou o aparelho para conversar comigo. Apresentei alternativas para a solução do problema. Lula se mostrou satisfeito e solicitou que entrasse em contato com Luiz Marinho, prefeito de São Bernardo, para resolver o assunto”, destacou o ex-executivo da OAS.

Os relatos sobre Luiz Marinho fazem parte do primeiro anexo da delação que já foi aprovada pela PGR (Procuradoria-Geral de República) e ainda depende da força-tarefa da Operação Lava Jato para ser homologada.

Em outro trecho do depoimento sobre o mesmo assunto, Léo Pinheiro explicou como teria sido cometida a suposta fraude na licitação. “Atendendo à orientação (de Lula), determinei que um diretor da OAS procurasse Luiz Marinho. Nesse contato, se acertou a elaboração de um edital especificamente para que a OAS ganhasse a licitação e realizasse as obras em São Bernardo. A OAS sagrou-se vencedora do certame num consórcio com a Serveng”, completou.

Caso a delação seja aprovada, Léo Pinheiro deve apresentar outras provas de seus relatos, o que pode motivar uma nova investigação por parte da Justiça.

PROJETO - As obras do Piscinão do Paço estão 72% concluídas e o fim das intervenções, iniciadas e paralisadas pelo governo de Luiz Marinho, está previsto para acontecer até novembro de 2019.

O projeto foi retomado após hiato entre abandono das intervenções e período de auditoria contratual, realizada pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), a pedido da Prefeitura em maio do ano passado no valor de R$ 3,7 milhões.

Procurado pelo Diário, Luiz Marinho não respondeu até o fechamento desta edição. 



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Delação de Léo Pinheiro, da OAS, envolve Lula e Marinho

Ex-presidente da empreiteira relata possível favorecimento da empresa na licitação do projeto Centro Seco

Humberto Domiciano
Do Diário do Grande ABC

05/06/2018 | 07:00


Ex-prefeito de São Bernardo e pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Luiz Marinho foi acusado de ter favorecido a empreiteira OAS na licitação do projeto Centro Seco, orçado inicialmente em R$ 294 milhões e que já chega ao custo total de R$ 353 milhões, entre recursos municipais e do governo federal, via PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

A informação do possível acerto consta em um dos anexos da delação premiada do ex-presidente da empresa, José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro. Os detalhes foram divulgados pelo jornal O Globo.

De acordo com o depoimento do empreiteiro, a primeira reunião para tratar do assunto foi feita com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o segundo semestre de 2012.

Conforme o relato de Pinheiro, o encontro teria ocorrido durante A tarde, no período do julgamento do Mensalão. “O ex-presidente Lula me convocou para uma reunião no Instituto Lula para pedir que a OAS estudasse uma solução para o problema de inundação no Centro de São Bernardo, praça e arredores do Paço. Realizados os estudos, mantive um novo encontro com Lula na mesma data em que ocorria uma sessão televisionada do julgamento da AP 470 (julgamento do Mensalão) no STF (Supremo Tribunal Federal). Nessa reunião, o ex-presidente, que estava assistindo ao julgamento pela televisão, desligou o aparelho para conversar comigo. Apresentei alternativas para a solução do problema. Lula se mostrou satisfeito e solicitou que entrasse em contato com Luiz Marinho, prefeito de São Bernardo, para resolver o assunto”, destacou o ex-executivo da OAS.

Os relatos sobre Luiz Marinho fazem parte do primeiro anexo da delação que já foi aprovada pela PGR (Procuradoria-Geral de República) e ainda depende da força-tarefa da Operação Lava Jato para ser homologada.

Em outro trecho do depoimento sobre o mesmo assunto, Léo Pinheiro explicou como teria sido cometida a suposta fraude na licitação. “Atendendo à orientação (de Lula), determinei que um diretor da OAS procurasse Luiz Marinho. Nesse contato, se acertou a elaboração de um edital especificamente para que a OAS ganhasse a licitação e realizasse as obras em São Bernardo. A OAS sagrou-se vencedora do certame num consórcio com a Serveng”, completou.

Caso a delação seja aprovada, Léo Pinheiro deve apresentar outras provas de seus relatos, o que pode motivar uma nova investigação por parte da Justiça.

PROJETO - As obras do Piscinão do Paço estão 72% concluídas e o fim das intervenções, iniciadas e paralisadas pelo governo de Luiz Marinho, está previsto para acontecer até novembro de 2019.

O projeto foi retomado após hiato entre abandono das intervenções e período de auditoria contratual, realizada pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), a pedido da Prefeitura em maio do ano passado no valor de R$ 3,7 milhões.

Procurado pelo Diário, Luiz Marinho não respondeu até o fechamento desta edição. 

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