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Estudo revela sedentarismo em crianças


Isis Mastromano Correia
Do Diário do Grande ABC

16/09/2007 | 07:22


Passeios no parque, brincadeiras em grupo e gincanas na escola têm cada vez mais cedido espaço a programas como cinema e idas a lanchonetes e lan houses.

Um recente levantamento da Secretaria de Estado da Saúde em parceria com o Celafiscs (Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul) revela que, em tempos de TV a cabo e internet banda larga, as crianças estão se movimentando cada vez menos.

O estudo mediu o nível de sedentarismo de 780 crianças entre 10 e 12 anos pelo número de passos dados diariamente.

De acordo com o professor do Celafiscs, Timóteo Leandro Araújo, o ideal são 12 mil passos por dia, o equivalente a sete quilômetros de caminhada.

É claro que esse trajeto não tem de ser feito de forma ininterrupta. Mesmo assim, o ritmo da turma do playstation e do MSN está abaixo do recomendado. Durante os dias da semana, eles dão em média 11.120 passos por dia, 880 a menos do que o indicado. Mas é aos finais de semana que o sedentarismo toma conta do pessoal e o ritmo diminuiu para 10.714 passos diários.

Atividades - Uma das explicações para que o nível de movimentação das crianças diminua aos sábados e domingos é a escolha das atividades familiares.

Muitos pais preferem o passeio em cinemas e restaurantes ao invés de parques e clubes. Isso sem contar na tentadora gama de modernidades, como elevadores e escadas rolantes.

"Os pais querem que os filhos brinquem em casa e nas raras vezes que saem com eles, as crianças não estão com roupas adequadas para fazer atividades”, diz o professor do Celafiscs, Timóteo Leandro Araújo. “É uma conspiração contra a atividade física. O que sobra é a educação física na escola, onde os pais não interferem.”

O problema é que uma parcela das crianças acaba pedindo dispensa das aulas. Para Araújo, isso acontece porque a escola ainda não assumiu a disciplina de educação física no mesmo nível das demais.

"É bem possível que na sala dos professores todos saibam a importância do movimento, mas não admitam que os alunos atrasem cinco minutos nas aulas de matemática ou português porque estavam na educação física”, diz o especialista.

Tal pai tal filho - O professor do Celafiscs explica que as chances da criança ser uma pessoa ativa dobram caso a mãe seja adepta dos movimentos físicos.

Se o pai gostar de exercícios, as chances dos filhos seguirem esse ritmo aumenta em quatro vezes. Melhor ainda é se o casal for ativo. Nesse caso há seis vezes mais chances de a criança deixar o sedentarismo de lado.



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Estudo revela sedentarismo em crianças

Isis Mastromano Correia
Do Diário do Grande ABC

16/09/2007 | 07:22


Passeios no parque, brincadeiras em grupo e gincanas na escola têm cada vez mais cedido espaço a programas como cinema e idas a lanchonetes e lan houses.

Um recente levantamento da Secretaria de Estado da Saúde em parceria com o Celafiscs (Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul) revela que, em tempos de TV a cabo e internet banda larga, as crianças estão se movimentando cada vez menos.

O estudo mediu o nível de sedentarismo de 780 crianças entre 10 e 12 anos pelo número de passos dados diariamente.

De acordo com o professor do Celafiscs, Timóteo Leandro Araújo, o ideal são 12 mil passos por dia, o equivalente a sete quilômetros de caminhada.

É claro que esse trajeto não tem de ser feito de forma ininterrupta. Mesmo assim, o ritmo da turma do playstation e do MSN está abaixo do recomendado. Durante os dias da semana, eles dão em média 11.120 passos por dia, 880 a menos do que o indicado. Mas é aos finais de semana que o sedentarismo toma conta do pessoal e o ritmo diminuiu para 10.714 passos diários.

Atividades - Uma das explicações para que o nível de movimentação das crianças diminua aos sábados e domingos é a escolha das atividades familiares.

Muitos pais preferem o passeio em cinemas e restaurantes ao invés de parques e clubes. Isso sem contar na tentadora gama de modernidades, como elevadores e escadas rolantes.

"Os pais querem que os filhos brinquem em casa e nas raras vezes que saem com eles, as crianças não estão com roupas adequadas para fazer atividades”, diz o professor do Celafiscs, Timóteo Leandro Araújo. “É uma conspiração contra a atividade física. O que sobra é a educação física na escola, onde os pais não interferem.”

O problema é que uma parcela das crianças acaba pedindo dispensa das aulas. Para Araújo, isso acontece porque a escola ainda não assumiu a disciplina de educação física no mesmo nível das demais.

"É bem possível que na sala dos professores todos saibam a importância do movimento, mas não admitam que os alunos atrasem cinco minutos nas aulas de matemática ou português porque estavam na educação física”, diz o especialista.

Tal pai tal filho - O professor do Celafiscs explica que as chances da criança ser uma pessoa ativa dobram caso a mãe seja adepta dos movimentos físicos.

Se o pai gostar de exercícios, as chances dos filhos seguirem esse ritmo aumenta em quatro vezes. Melhor ainda é se o casal for ativo. Nesse caso há seis vezes mais chances de a criança deixar o sedentarismo de lado.

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