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Feriado pode contribuir para fuga do eleitor


Beto Silva
Do Diário do Grande ABC

18/10/2010 | 07:08


Se o histórico de abstenções das últimas eleições for mantido, o segundo turno do pleito presidencial que será realizado dia 31 terá mais faltas do que o primeiro. Essa foi a tendência das últimas duas disputas ao Palácio do Planalto. O feriado de 2 de novembro (Dia de Finados, numa terça-feira), que torna o fim de semana de votação prolongado, pode contribuir com a alta de eleitores que não irão às urnas.

Na eleição de 2002, o primeiro turno registrou abstenção de 17,74%, enquanto a segunda fase de escolha do presidente apresentou 20,46%. Diferença de 3,1 milhões de eleitores de um turno para o outro. Já no pleito de 2006, a primeira fase da votação 16,75% não compareceram aos colégios eleitorais. No segundo turno foram 18,99%, ou 2,8 milhões a mais de abstenções.

Para se ter ideia da influência das recusas voluntárias ao voto, no primeiro turno da corrida presidencial deste ano as abstenções ficaram à frente da presidenciável do PV, Marina Silva, e roubaria a terceira colocação da verde. Enquanto 24,6 milhões de eleitores brasileiros deixaram de exercer seu direito, a verde recebeu 19,6 milhões de votos.

O feriado prolongado é agravante e pode resultar em mais faltas no segundo turno. Candidato a vice-presidente na chapa tucana, Índio da Costa (DEM) fez apelo à classe média para não viajar - essa parcela da população tem inclinação de voto a José Serra (PSDB). "As pessoas que querem eleger o Serra devem ficar nas suas cidades e votar. É um final de semana em troca de quatro anos de governo que significa o futuro do Brasil", disse o democrata.

Mas a preocupação não é só do tucanato. O governo Lula orgulha-se de que a atual gestão fora responsável pela ascensão de 32 milhões de brasileiros à classe média, os quais podem ser potenciais eleitores de Dilma Rousseff (PT).

A inquietude sobre as possíveis abstenções por viagem levou o coordenador regional da campanha petista, o prefeito de São Bernardo Luiz Marinho (PT), a defender inclusive que o partido veicule propagandas de conscientização para que o eleitor exerça seu direito ao voto . "Por conta de uma viagem (o eleitor) deixa de se posicionar por quatro anos ou mais do País."

A cientista política Maria do Socorro Souza Braga, da Ufscar (Universidade Federal de São Carlos), rechaça benefícios para qualquer um dos lados se a fuga dos eleitores for maior no segundo turno. E levanta uma tese sobre os motivos de as abstenções serem maiores na segunda etapa das eleições. "Às vezes o eleitor observa que as pesquisas apontam para um vencedor e não comparece às urnas, pois acha que a disputa já está definida."

Foi isso que ocorreu em 2002 e 2006 com as vitórias de Lula, ambas com votação acima dos 60%. Na eleição 2010 a disputa está acirrada, com pequena vantagem de Dilma sobre Serra. "O que pode estimular o eleitor a votar", prevê a especialista.



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Feriado pode contribuir para fuga do eleitor

Beto Silva
Do Diário do Grande ABC

18/10/2010 | 07:08


Se o histórico de abstenções das últimas eleições for mantido, o segundo turno do pleito presidencial que será realizado dia 31 terá mais faltas do que o primeiro. Essa foi a tendência das últimas duas disputas ao Palácio do Planalto. O feriado de 2 de novembro (Dia de Finados, numa terça-feira), que torna o fim de semana de votação prolongado, pode contribuir com a alta de eleitores que não irão às urnas.

Na eleição de 2002, o primeiro turno registrou abstenção de 17,74%, enquanto a segunda fase de escolha do presidente apresentou 20,46%. Diferença de 3,1 milhões de eleitores de um turno para o outro. Já no pleito de 2006, a primeira fase da votação 16,75% não compareceram aos colégios eleitorais. No segundo turno foram 18,99%, ou 2,8 milhões a mais de abstenções.

Para se ter ideia da influência das recusas voluntárias ao voto, no primeiro turno da corrida presidencial deste ano as abstenções ficaram à frente da presidenciável do PV, Marina Silva, e roubaria a terceira colocação da verde. Enquanto 24,6 milhões de eleitores brasileiros deixaram de exercer seu direito, a verde recebeu 19,6 milhões de votos.

O feriado prolongado é agravante e pode resultar em mais faltas no segundo turno. Candidato a vice-presidente na chapa tucana, Índio da Costa (DEM) fez apelo à classe média para não viajar - essa parcela da população tem inclinação de voto a José Serra (PSDB). "As pessoas que querem eleger o Serra devem ficar nas suas cidades e votar. É um final de semana em troca de quatro anos de governo que significa o futuro do Brasil", disse o democrata.

Mas a preocupação não é só do tucanato. O governo Lula orgulha-se de que a atual gestão fora responsável pela ascensão de 32 milhões de brasileiros à classe média, os quais podem ser potenciais eleitores de Dilma Rousseff (PT).

A inquietude sobre as possíveis abstenções por viagem levou o coordenador regional da campanha petista, o prefeito de São Bernardo Luiz Marinho (PT), a defender inclusive que o partido veicule propagandas de conscientização para que o eleitor exerça seu direito ao voto . "Por conta de uma viagem (o eleitor) deixa de se posicionar por quatro anos ou mais do País."

A cientista política Maria do Socorro Souza Braga, da Ufscar (Universidade Federal de São Carlos), rechaça benefícios para qualquer um dos lados se a fuga dos eleitores for maior no segundo turno. E levanta uma tese sobre os motivos de as abstenções serem maiores na segunda etapa das eleições. "Às vezes o eleitor observa que as pesquisas apontam para um vencedor e não comparece às urnas, pois acha que a disputa já está definida."

Foi isso que ocorreu em 2002 e 2006 com as vitórias de Lula, ambas com votação acima dos 60%. Na eleição 2010 a disputa está acirrada, com pequena vantagem de Dilma sobre Serra. "O que pode estimular o eleitor a votar", prevê a especialista.

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