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Vereador do PPS oficia Paço por saída de Cleuza Repulho

Julinho Fuzari pede que secretária de Educação de São Bernardo seja exonerada depois de conclusão do MP


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

08/04/2014 | 06:23


O vereador Julinho Fuzari (PPS) protocolou ontem na Prefeitura de São Bernardo ofício solicitando a exoneração da secretária de Educação, Cleuza Repulho (PT), apontada pelo Ministério Público como integrante de grupo que superfaturou licitações para compra de tênis e mochilas em 2009. O Gaeco ABC (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), vinculado ao MP, pediu prisão preventiva da petista.

No documento, encaminhado diretamente ao prefeito Luiz Marinho (PT), Julinho justifica a medida pela conclusão dos trabalhos do Gaeco, que indicou desvio de pelo menos R$ 4 milhões e prática de cartel no processo licitatório. “Como vereador, tenho função de fiscalizar os atos do Executivo”, alegou o popular-socialista.

Além de Cleuza, o parlamentar oposicionista requereu a saída de Sérgio Moreira, braço-direito da secretária de Educação, ex-servidor da Pasta que atuou diretamente nos editais fraudados e que hoje está lotado no setor de compras de Saúde da FUABC (Fundação do ABC). Os três procuradores municipais citados no processo e que também tiveram prisão preventiva decretada estão na lista de exonerações protocolada pelo vereador.

Na sexta-feira à tarde, o Gaeco ABC denunciou formalmente Cleuza, Sérgio Moreira, três procuradores e 15 empresários à Justiça. Os crimes indicados foram formação de quadrilha, uso de documentação falsificada, dispensa ilegal de licitação, abertura de possibilidade de modificação de contrato sem autorização e peculato (apropriação indébita de dinheiro público).

Ontem, novamente a administração Marinho não se posicionou sobre o tema – mesma postura tem sido tomada desde o início das investigações no MP. A secretária deu expediente normalmente na Pasta de Educação.

CASO

Segundo o MP, grupo de empresários agiu em conluio para burlar licitações de compra de tênis e mochilas. Eles combinaram preços e vencedor, e tinham em Sérgio Moreira o elo na administração pública para consolidação do esquema.

O primeiro passo para efetivação da fraude foi inversão do certame, colocando critério subjetivo (análise de amostras) antes da coleta de propostas – alteração foi consentida por Cleuza. Essa avaliação dos itens era feita por Sérgio Moreira, advogado e sem formação especializada na área têxtil.

Após divulgação do resultado, a vencedora comprava produtos das concorrentes, com valores menores do que os oferecidos pelas licitantes.


Indecisa, base espera volta de Marinho

A base de sustentação ao prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), deve definir hoje, na tradicional reunião entre governo e os 20 vereadores governistas, qual posicionamento que será tomado com relação à secretária de Educação, Cleuza Repulho (PT), que teve pedido de prisão preventiva decretada pelo Ministério Público.

O mais provável é a consolidação do convite à titular da Pasta para se explicar na Câmara. Entretanto, nenhuma posição oficial foi definida porque o chefe do Executivo só volta amanhã da viagem feita a Israel na sexta-feira. Sem Marinho, nem mesmo o PT se arrisca a discutir leque de possibilidades ao caso Cleuza.

Com o cancelamento da reunião com governistas que estava agendada para sexta-feira e a conclusão dos trabalhos do Gaeco ABC (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), cresceu o movimento a favor da convocação da chefe da Educação da cidade. Inicialmente a tese era defendida por pelo menos 12 vereadores descontentes com a postura do Paço, mas há quem garanta que até petistas estão dispostos a solicitar a presença de Cleuza.

A reunião de hoje será conduzida pelo secretário de Governo, José Albino (PT), e a administração petista se articula para que nenhum outro governista assine a CPI dos Uniformes no Legislativo – o documento conta com oito assinaturas, sendo uma delas do situacionista José Alves da Silva, o Índio (PR).

“Devido à repercussão, é possível que algum vereador queira levar o debate. Estamos preparados para essa discussão”, discorreu o líder do governo na Casa, José Ferreira (PT).



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Vereador do PPS oficia Paço por saída de Cleuza Repulho

Julinho Fuzari pede que secretária de Educação de São Bernardo seja exonerada depois de conclusão do MP

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

08/04/2014 | 06:23


O vereador Julinho Fuzari (PPS) protocolou ontem na Prefeitura de São Bernardo ofício solicitando a exoneração da secretária de Educação, Cleuza Repulho (PT), apontada pelo Ministério Público como integrante de grupo que superfaturou licitações para compra de tênis e mochilas em 2009. O Gaeco ABC (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), vinculado ao MP, pediu prisão preventiva da petista.

No documento, encaminhado diretamente ao prefeito Luiz Marinho (PT), Julinho justifica a medida pela conclusão dos trabalhos do Gaeco, que indicou desvio de pelo menos R$ 4 milhões e prática de cartel no processo licitatório. “Como vereador, tenho função de fiscalizar os atos do Executivo”, alegou o popular-socialista.

Além de Cleuza, o parlamentar oposicionista requereu a saída de Sérgio Moreira, braço-direito da secretária de Educação, ex-servidor da Pasta que atuou diretamente nos editais fraudados e que hoje está lotado no setor de compras de Saúde da FUABC (Fundação do ABC). Os três procuradores municipais citados no processo e que também tiveram prisão preventiva decretada estão na lista de exonerações protocolada pelo vereador.

Na sexta-feira à tarde, o Gaeco ABC denunciou formalmente Cleuza, Sérgio Moreira, três procuradores e 15 empresários à Justiça. Os crimes indicados foram formação de quadrilha, uso de documentação falsificada, dispensa ilegal de licitação, abertura de possibilidade de modificação de contrato sem autorização e peculato (apropriação indébita de dinheiro público).

Ontem, novamente a administração Marinho não se posicionou sobre o tema – mesma postura tem sido tomada desde o início das investigações no MP. A secretária deu expediente normalmente na Pasta de Educação.

CASO

Segundo o MP, grupo de empresários agiu em conluio para burlar licitações de compra de tênis e mochilas. Eles combinaram preços e vencedor, e tinham em Sérgio Moreira o elo na administração pública para consolidação do esquema.

O primeiro passo para efetivação da fraude foi inversão do certame, colocando critério subjetivo (análise de amostras) antes da coleta de propostas – alteração foi consentida por Cleuza. Essa avaliação dos itens era feita por Sérgio Moreira, advogado e sem formação especializada na área têxtil.

Após divulgação do resultado, a vencedora comprava produtos das concorrentes, com valores menores do que os oferecidos pelas licitantes.


Indecisa, base espera volta de Marinho

A base de sustentação ao prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), deve definir hoje, na tradicional reunião entre governo e os 20 vereadores governistas, qual posicionamento que será tomado com relação à secretária de Educação, Cleuza Repulho (PT), que teve pedido de prisão preventiva decretada pelo Ministério Público.

O mais provável é a consolidação do convite à titular da Pasta para se explicar na Câmara. Entretanto, nenhuma posição oficial foi definida porque o chefe do Executivo só volta amanhã da viagem feita a Israel na sexta-feira. Sem Marinho, nem mesmo o PT se arrisca a discutir leque de possibilidades ao caso Cleuza.

Com o cancelamento da reunião com governistas que estava agendada para sexta-feira e a conclusão dos trabalhos do Gaeco ABC (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), cresceu o movimento a favor da convocação da chefe da Educação da cidade. Inicialmente a tese era defendida por pelo menos 12 vereadores descontentes com a postura do Paço, mas há quem garanta que até petistas estão dispostos a solicitar a presença de Cleuza.

A reunião de hoje será conduzida pelo secretário de Governo, José Albino (PT), e a administração petista se articula para que nenhum outro governista assine a CPI dos Uniformes no Legislativo – o documento conta com oito assinaturas, sendo uma delas do situacionista José Alves da Silva, o Índio (PR).

“Devido à repercussão, é possível que algum vereador queira levar o debate. Estamos preparados para essa discussão”, discorreu o líder do governo na Casa, José Ferreira (PT).

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