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EUA realizarão teste de cinco dias para enfrentar atentado


Da AFP

10/05/2003 | 14:09


A partir de segunda-feira, os Estados Unidos vão começar uma série de exercícios que devem durar cinco dias para se preparar para a eventualidade de seu território sofrer vários atentados de grande proporção simultaneamente.

A operação, batizada "Top-Off 2", foi organizada com cuidado para se obter credibilidade. Dois atentados de grande proporção estão "programados" em um momento que não foi comunicado nem à população nem às agências federais e locais envolvidas, para conservar o efeito surpresa.

As autoridades prevêem a explosão em Seattle (Washington, noroeste) de uma "bomba suja" que dissemine partículas radiativas e lance um ataque bacteriológico em Chicago (Illinois, norte).

Nessas duas grandes cidades já foram divulgados panfletos publicitários com a intenção de não semear o pânico. "É uma simulação, uma prova, um exercício", insistiu o secretário de segurança interna, Tom Ridge, quando anunciou publicamente, há menos de uma semana, o desenvolvimento deste em um exercício de grande envergadura, o segundo realizado nos Estados Unidos desde maio de 2000.

Na segunda-feira, por volta de meio-dia em Seattle, um terrorista explodirá um artefato radiológico. As forças de segurança vão reagir - pelo menos no papel - em seguida. A operação "Top-Off 2" começa.

Os serviços de inteligência se põem a trabalhar. Fazem comprovações para tentar determinar a origem do terrorista e se está vinculado a alguma organização conhecida.

Entretanto, ao mesmo tempo, outros terroristas, aparentemente ligados ao primeiro, vão disseminar em Chicago um agente bacteriológico. No dia seguinte, muita gente apresenta sintomas similares aos da gripe e começa a ser admitida em hospitais.

O médicos entram em ação, tentando conter a epidemia, e todos os estados se mobilizam. Tom Ridge, na Casa Branca, informa permanentemente o presidente George W. Bush.

Na quinta e sexta-feira, o FBI (polícia federal) detém vários terroristas depois de uma pesquisa em Chicago. Fim da operação. Os Estados Unidoss respiram aliviados. Tudo isso sempre no papel.

Durante a apresentação da operação, Ridge teve o cuidado de dizer que o cenário e alcance dos estragos "estão fundamentados numa situação hipotética", refletem entretanto ameaça consideradas como "plausíveis" depois dos atentados bem reais de 11 de setembro de 2001, contra Nova York e Washington.

Para Ted Macklin, braço direito de Tom Ridge, "a possibilidade de vários ataques terroristas coordenados contra os Estados Unidos se tornou realidade" depois desta data.

Cerca de vinte departamentos federais, a Cruz Vermelha americana, assim como as autoridades da fronteira canadense viverão em clima de guerra durante esses cinco dias.

O custo do exercício está avaliado em US$ 16 milhões. A operação vai reunir cerca de 8,5 mil participantes, 500 metas - muitas delas classificadas como "segredos de defesa" - devem ser alcançadas durante a operação.

As conclusões deste exercício não serão divulgadas, em princípio, para evitar que os adversários em potencial usem a informação, segundo o Departamento de Segurança Interna.



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EUA realizarão teste de cinco dias para enfrentar atentado

Da AFP

10/05/2003 | 14:09


A partir de segunda-feira, os Estados Unidos vão começar uma série de exercícios que devem durar cinco dias para se preparar para a eventualidade de seu território sofrer vários atentados de grande proporção simultaneamente.

A operação, batizada "Top-Off 2", foi organizada com cuidado para se obter credibilidade. Dois atentados de grande proporção estão "programados" em um momento que não foi comunicado nem à população nem às agências federais e locais envolvidas, para conservar o efeito surpresa.

As autoridades prevêem a explosão em Seattle (Washington, noroeste) de uma "bomba suja" que dissemine partículas radiativas e lance um ataque bacteriológico em Chicago (Illinois, norte).

Nessas duas grandes cidades já foram divulgados panfletos publicitários com a intenção de não semear o pânico. "É uma simulação, uma prova, um exercício", insistiu o secretário de segurança interna, Tom Ridge, quando anunciou publicamente, há menos de uma semana, o desenvolvimento deste em um exercício de grande envergadura, o segundo realizado nos Estados Unidos desde maio de 2000.

Na segunda-feira, por volta de meio-dia em Seattle, um terrorista explodirá um artefato radiológico. As forças de segurança vão reagir - pelo menos no papel - em seguida. A operação "Top-Off 2" começa.

Os serviços de inteligência se põem a trabalhar. Fazem comprovações para tentar determinar a origem do terrorista e se está vinculado a alguma organização conhecida.

Entretanto, ao mesmo tempo, outros terroristas, aparentemente ligados ao primeiro, vão disseminar em Chicago um agente bacteriológico. No dia seguinte, muita gente apresenta sintomas similares aos da gripe e começa a ser admitida em hospitais.

O médicos entram em ação, tentando conter a epidemia, e todos os estados se mobilizam. Tom Ridge, na Casa Branca, informa permanentemente o presidente George W. Bush.

Na quinta e sexta-feira, o FBI (polícia federal) detém vários terroristas depois de uma pesquisa em Chicago. Fim da operação. Os Estados Unidoss respiram aliviados. Tudo isso sempre no papel.

Durante a apresentação da operação, Ridge teve o cuidado de dizer que o cenário e alcance dos estragos "estão fundamentados numa situação hipotética", refletem entretanto ameaça consideradas como "plausíveis" depois dos atentados bem reais de 11 de setembro de 2001, contra Nova York e Washington.

Para Ted Macklin, braço direito de Tom Ridge, "a possibilidade de vários ataques terroristas coordenados contra os Estados Unidos se tornou realidade" depois desta data.

Cerca de vinte departamentos federais, a Cruz Vermelha americana, assim como as autoridades da fronteira canadense viverão em clima de guerra durante esses cinco dias.

O custo do exercício está avaliado em US$ 16 milhões. A operação vai reunir cerca de 8,5 mil participantes, 500 metas - muitas delas classificadas como "segredos de defesa" - devem ser alcançadas durante a operação.

As conclusões deste exercício não serão divulgadas, em princípio, para evitar que os adversários em potencial usem a informação, segundo o Departamento de Segurança Interna.

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