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Mostra revela traço de Pagu


Gislaine Gutierre
Do Diário do Grande ABC

03/05/2004 | 18:04


A jornalista, escritora, poetisa e militante comunista Patrícia Galvão (1910-1962), a Pagu, tem mais uma de suas facetas exibidas a partir desta terça, com a abertura da exposição Desenhos de Pagu, no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo. A mostra reúne desenhos, fotos e reportagens de época extraídas do livro Croquis de Pagu – 1929 – E Outros Momentos Felizes que Foram Devorados Reunidos (Unisanta/Cortez, 128 págs., R$ 15 em preço promocional), de Lúcia Maria Teixeira Furlani, cujo lançamento ocorre também nesta terça.

Prometem comparecer ao evento os filhos de Pagu, Geraldo Galvão Ferraz e Rudá de Andrade, além dos autores da minissérie Um Só Coração, Alcides Nogueira e Maria Adelaide do Amaral, e dos atores Paschoal da Conceição e Miriam Freeland, que interpretaram, respectivamente, Oswald de Andrade e Pagu na produção global.

O principal prato desse banquete da musa modernista são os desenhos do Caderno de Croquis, que ela produziu entre 1929 e 1930 e que permaneceram guardados por 75 anos. São trabalhos desenvolvidos em plena efervescência antropofágica, na juventude de seus quase 20 anos. Há cenários de São Paulo, Rio de Janeiro, Santos, Itanhaém, Bahia e Espírito Santo além de outros não-identificados, e ainda uma representação despojada da Sagrada Família.

“Dentro dessa mulher, longe de condicionamentos e repressões estéticas, literárias, sexuais, sociais e culturais, topamos com a leveza dos traços, quase infantis, característicos de uma Arte Moderna, que retratam a sensibilidade de sua alma”, disse a autora do livro por meio de seu site.

“A paródia, encontraríamos depois em seu Álbum de Pagu – Vida, também de 1929. Essas duas produções têm como autora uma mulher-menina, integrada na natureza, que solta papagaios, volta para casa sem batom e tem fome de futuro”, afirma Lúcia.

O livro de Lúcia, que dá base à mostra, reúne tanto os desenhos do Caderno de Croquis, quanto os poemas e ilustrações de Pagu do Álbum. A obra também conta com fotos inéditas da militante comunista e alguns recortes de jornais que falam de momentos felizes da vida de Patrícia, daí a referência no subtítulo do livro.

Na exposição, o público poderá conferir 22 dos desenhos do Caderno de Croquis mais 15 imagens do Álbum e oito reportagens de época, além de um desenho feito com bico-de-pena, de e para a pintora modernista Tarsila do Amaral. Haverá, ainda, fotos de Pagu, como a datada de 1929 em que aparece vestindo um casaco de pele, e a que posa ao lado do marido Oswald de Andrade e o filho do casal, Rudá.

Desenhos de Pagu – Exposição. Abertura nesta terça, às 19h30. No Museu da Imagem e do Som (MIS) – av. Europa, 158. Tel.: 3062-9197. Visitação de terça a sexta-feira, das 14h às 22h; sábados e domingos, das 11h às 20h. Entrada franca. Até 30 de maio.



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Mostra revela traço de Pagu

Gislaine Gutierre
Do Diário do Grande ABC

03/05/2004 | 18:04


A jornalista, escritora, poetisa e militante comunista Patrícia Galvão (1910-1962), a Pagu, tem mais uma de suas facetas exibidas a partir desta terça, com a abertura da exposição Desenhos de Pagu, no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo. A mostra reúne desenhos, fotos e reportagens de época extraídas do livro Croquis de Pagu – 1929 – E Outros Momentos Felizes que Foram Devorados Reunidos (Unisanta/Cortez, 128 págs., R$ 15 em preço promocional), de Lúcia Maria Teixeira Furlani, cujo lançamento ocorre também nesta terça.

Prometem comparecer ao evento os filhos de Pagu, Geraldo Galvão Ferraz e Rudá de Andrade, além dos autores da minissérie Um Só Coração, Alcides Nogueira e Maria Adelaide do Amaral, e dos atores Paschoal da Conceição e Miriam Freeland, que interpretaram, respectivamente, Oswald de Andrade e Pagu na produção global.

O principal prato desse banquete da musa modernista são os desenhos do Caderno de Croquis, que ela produziu entre 1929 e 1930 e que permaneceram guardados por 75 anos. São trabalhos desenvolvidos em plena efervescência antropofágica, na juventude de seus quase 20 anos. Há cenários de São Paulo, Rio de Janeiro, Santos, Itanhaém, Bahia e Espírito Santo além de outros não-identificados, e ainda uma representação despojada da Sagrada Família.

“Dentro dessa mulher, longe de condicionamentos e repressões estéticas, literárias, sexuais, sociais e culturais, topamos com a leveza dos traços, quase infantis, característicos de uma Arte Moderna, que retratam a sensibilidade de sua alma”, disse a autora do livro por meio de seu site.

“A paródia, encontraríamos depois em seu Álbum de Pagu – Vida, também de 1929. Essas duas produções têm como autora uma mulher-menina, integrada na natureza, que solta papagaios, volta para casa sem batom e tem fome de futuro”, afirma Lúcia.

O livro de Lúcia, que dá base à mostra, reúne tanto os desenhos do Caderno de Croquis, quanto os poemas e ilustrações de Pagu do Álbum. A obra também conta com fotos inéditas da militante comunista e alguns recortes de jornais que falam de momentos felizes da vida de Patrícia, daí a referência no subtítulo do livro.

Na exposição, o público poderá conferir 22 dos desenhos do Caderno de Croquis mais 15 imagens do Álbum e oito reportagens de época, além de um desenho feito com bico-de-pena, de e para a pintora modernista Tarsila do Amaral. Haverá, ainda, fotos de Pagu, como a datada de 1929 em que aparece vestindo um casaco de pele, e a que posa ao lado do marido Oswald de Andrade e o filho do casal, Rudá.

Desenhos de Pagu – Exposição. Abertura nesta terça, às 19h30. No Museu da Imagem e do Som (MIS) – av. Europa, 158. Tel.: 3062-9197. Visitação de terça a sexta-feira, das 14h às 22h; sábados e domingos, das 11h às 20h. Entrada franca. Até 30 de maio.

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