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Usuário teme situação na UPA Santa Luzia

Pacientes com sintomas de Covid aguardam por atendimento junto aos demais moradores


Yasmin Assagra
Diário do Grande ABC

05/12/2020 | 09:12


A situação na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Santa Luzia, em Ribeirão Pires, continua a ser motivo de preocupação para pacientes e demais usuários. Isso porque, segundo relatos, não é de hoje que o local apresenta problemas internos, principalmente ligados à Covid-19, como a falta de distanciamento físico e proximidade entre pessoas com os sintomas da doença e demais usuários.

Conforme reportagem publicada ontem pelo Diário, Ribeirão Pires é o município com maior crescimento no número de casos em sete dias do Estado pela segunda semana consecutiva. A cidade contabilizou 2.646 novos casos na última semana, 27,83% mais do que no período anterior.

A equipe de reportagem do Diário esteve ontem na cidade e conversou com alguns moradores, que estavam fora da UPA, já que, segundo eles, os acompanhantes dos pacientes devem aguardar do lado de fora.

A autônoma Renata Felix, 30 anos, comentou que esperava o marido – preferiu não citar o nome –, que precisava tomar medicação para amigdalite. “Nós estávamos nos falando por mensagem e ele acabou de reforçar para eu ficar de máscara, que lá dentro ninguém tinha controle de nada. Principalmente na parte de medicação. Gostaria de ficar lá com ele, mas a situação está bem complicada”, disse.

As irmãs Marlene e Marcelle Rodrigues, 28 e 34, respectivamente, levaram a avó, que estava se sentindo mal, e a aguardavam na calçada. “Essa questão dos pacientes com Covid não posso confirmar, mas o que podemos dizer é sobre a aglomeração, pois essa unidade sempre é cheia e deveriam tomar mais cuidado. O vírus não é brincadeira”, destaca Marcelle.

Apesar de o túnel de desinfecção ficar na porta da unidade e de uma cabine de atendimento direcionada a pacientes com suspeita de Covid, dentro da unidade todos fazem o mesmo caminho.

Questionada sobre a situação, a Prefeitura informou que tanto a UPA Santa Luzia quanto as demais unidades de saúde da rede municipal seguem protocolos específicos no período de pandemia. Sobre a espera pelos atendimentos, a administração comentou que os pacientes com os sintomas de Covid aguardam em área restrita, na recepção, e que os testes são feitos também em sala separada.

“Os pacientes são encaminhados à tomografia, seguindo todo o protocolo de segurança, tanto para o paciente quanto para o profissional da saúde. A referência para as internações de casos suspeitos ou confirmados de Covid-19 na rede municipal é o hospital de campanha”, destacou, em nota. 



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Usuário teme situação na UPA Santa Luzia

Pacientes com sintomas de Covid aguardam por atendimento junto aos demais moradores

Yasmin Assagra
Diário do Grande ABC

05/12/2020 | 09:12


A situação na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Santa Luzia, em Ribeirão Pires, continua a ser motivo de preocupação para pacientes e demais usuários. Isso porque, segundo relatos, não é de hoje que o local apresenta problemas internos, principalmente ligados à Covid-19, como a falta de distanciamento físico e proximidade entre pessoas com os sintomas da doença e demais usuários.

Conforme reportagem publicada ontem pelo Diário, Ribeirão Pires é o município com maior crescimento no número de casos em sete dias do Estado pela segunda semana consecutiva. A cidade contabilizou 2.646 novos casos na última semana, 27,83% mais do que no período anterior.

A equipe de reportagem do Diário esteve ontem na cidade e conversou com alguns moradores, que estavam fora da UPA, já que, segundo eles, os acompanhantes dos pacientes devem aguardar do lado de fora.

A autônoma Renata Felix, 30 anos, comentou que esperava o marido – preferiu não citar o nome –, que precisava tomar medicação para amigdalite. “Nós estávamos nos falando por mensagem e ele acabou de reforçar para eu ficar de máscara, que lá dentro ninguém tinha controle de nada. Principalmente na parte de medicação. Gostaria de ficar lá com ele, mas a situação está bem complicada”, disse.

As irmãs Marlene e Marcelle Rodrigues, 28 e 34, respectivamente, levaram a avó, que estava se sentindo mal, e a aguardavam na calçada. “Essa questão dos pacientes com Covid não posso confirmar, mas o que podemos dizer é sobre a aglomeração, pois essa unidade sempre é cheia e deveriam tomar mais cuidado. O vírus não é brincadeira”, destaca Marcelle.

Apesar de o túnel de desinfecção ficar na porta da unidade e de uma cabine de atendimento direcionada a pacientes com suspeita de Covid, dentro da unidade todos fazem o mesmo caminho.

Questionada sobre a situação, a Prefeitura informou que tanto a UPA Santa Luzia quanto as demais unidades de saúde da rede municipal seguem protocolos específicos no período de pandemia. Sobre a espera pelos atendimentos, a administração comentou que os pacientes com os sintomas de Covid aguardam em área restrita, na recepção, e que os testes são feitos também em sala separada.

“Os pacientes são encaminhados à tomografia, seguindo todo o protocolo de segurança, tanto para o paciente quanto para o profissional da saúde. A referência para as internações de casos suspeitos ou confirmados de Covid-19 na rede municipal é o hospital de campanha”, destacou, em nota. 

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