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Atila desafia adversidades e resgata favoritismo no pleito

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABc

14/11/2020 | 23:27


O prefeito de Mauá e candidato à reeleição, Atila Jacomussi (PSB), conseguiu superar as adversidades políticas que enfrentou durante seu mandato e chega ao dia da eleição como favorito na corrida, a ponto de a campanha socialista enxergar no horizonte vitória ainda no primeiro turno.

Eleito em 2016, Atila conseguiu governar por pouco mais de um ano, até que, em maio de 2018, foi preso pela primeira vez, no âmbito da Operação Prato Feito, que desmontou esquema de desvios de recursos em contratos de merenda escolar. No fim daquele ano, voltou a ser detido em desdobramento das investigações, desta vez suspeito de pagar mensalinho a parte dos vereadores em troca de apoio político. Meses depois, foi deposto pela Câmara.

Autodenominado prefeito do povo, Atila conseguiu resgatar a popularidade após sair das duas prisões e até de um impeachment. Reverteu os dois reveses na Justiça – conquistou liberdade nas duas ocasiões e anulou a cassação nos tribunais. Também reconquistou o direito de retornar à cadeira nas vezes em que foi solto.

Contudo, a crise política que a cidade mergulhou após após as detenções de Atila deixou marcas e resultou na fragmentação de candidaturas oposicionistas: são 13 prefeituráveis, o maior número de candidatos a prefeito que a cidade já registrou desde a redemocratização. O segundo lugar, no entanto, segue embolado, em disputa acirrada entre o vereador Marcelo Oliveira (PT), João Veríssimo (PSD) e o ex-prefeito Donisete Braga (PDT). O hoje pedetista, inclusive, perdeu a reeleição para Atila em 2016 e sequer chegou perto de vencer no primeiro turno mesmo sem ter prisões ou acusações de participação em escândalos de corrupção no currículo.

De um lado, Marcelo tenta absorver o eleitorado do PT, que governou a cidade por quatro mandatos, e busca se consolidar no segundo turno com apelo às gestões do ex-prefeito Oswaldo Dias (PT). Não à toa, o ex-chefe do Executivo chegou a ser escolhido como candidato a vice na chapa petista, mas teve de ser substituído pela mulher, Celma Dias (PT), por receio de ser barrado pela Lei da Ficha Limpa – possui condenações por irregularidades em contratos em suas gestões.

Na busca por ser o principal rival de Atila, Veríssimo, que foi secretário de Governo durante as passagens da vice-prefeita Alaíde Damo (MDB), imprimiu à campanha forte apelo ao combate à corrupção. Ex-magistrado, o pessedita escolheu como marca da campanha o nome oficial de Juiz João. No tucanato, Zé Lourencini reivindica ser o único prefeiturável que nunca se aliou a Atila ou a Alaíde.
Diferentemente do passado, Vanessa Damo (MDB) ressurge no cenário em patamar bem inferior ao do pleito de 2012, quando foi ao segundo turno contra Donisete. 



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Atila desafia adversidades e resgata favoritismo no pleito

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABc

14/11/2020 | 23:27


O prefeito de Mauá e candidato à reeleição, Atila Jacomussi (PSB), conseguiu superar as adversidades políticas que enfrentou durante seu mandato e chega ao dia da eleição como favorito na corrida, a ponto de a campanha socialista enxergar no horizonte vitória ainda no primeiro turno.

Eleito em 2016, Atila conseguiu governar por pouco mais de um ano, até que, em maio de 2018, foi preso pela primeira vez, no âmbito da Operação Prato Feito, que desmontou esquema de desvios de recursos em contratos de merenda escolar. No fim daquele ano, voltou a ser detido em desdobramento das investigações, desta vez suspeito de pagar mensalinho a parte dos vereadores em troca de apoio político. Meses depois, foi deposto pela Câmara.

Autodenominado prefeito do povo, Atila conseguiu resgatar a popularidade após sair das duas prisões e até de um impeachment. Reverteu os dois reveses na Justiça – conquistou liberdade nas duas ocasiões e anulou a cassação nos tribunais. Também reconquistou o direito de retornar à cadeira nas vezes em que foi solto.

Contudo, a crise política que a cidade mergulhou após após as detenções de Atila deixou marcas e resultou na fragmentação de candidaturas oposicionistas: são 13 prefeituráveis, o maior número de candidatos a prefeito que a cidade já registrou desde a redemocratização. O segundo lugar, no entanto, segue embolado, em disputa acirrada entre o vereador Marcelo Oliveira (PT), João Veríssimo (PSD) e o ex-prefeito Donisete Braga (PDT). O hoje pedetista, inclusive, perdeu a reeleição para Atila em 2016 e sequer chegou perto de vencer no primeiro turno mesmo sem ter prisões ou acusações de participação em escândalos de corrupção no currículo.

De um lado, Marcelo tenta absorver o eleitorado do PT, que governou a cidade por quatro mandatos, e busca se consolidar no segundo turno com apelo às gestões do ex-prefeito Oswaldo Dias (PT). Não à toa, o ex-chefe do Executivo chegou a ser escolhido como candidato a vice na chapa petista, mas teve de ser substituído pela mulher, Celma Dias (PT), por receio de ser barrado pela Lei da Ficha Limpa – possui condenações por irregularidades em contratos em suas gestões.

Na busca por ser o principal rival de Atila, Veríssimo, que foi secretário de Governo durante as passagens da vice-prefeita Alaíde Damo (MDB), imprimiu à campanha forte apelo ao combate à corrupção. Ex-magistrado, o pessedita escolheu como marca da campanha o nome oficial de Juiz João. No tucanato, Zé Lourencini reivindica ser o único prefeiturável que nunca se aliou a Atila ou a Alaíde.
Diferentemente do passado, Vanessa Damo (MDB) ressurge no cenário em patamar bem inferior ao do pleito de 2012, quando foi ao segundo turno contra Donisete. 

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