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Após 94 dias, termina
greve na UFABC

Docentes retomam as atividades na próxima segunda-feira;
o calendário de reposição das aulas ainda não foi definido


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

07/09/2012 | 07:00


Depois de 94 dias de greve, professores da UFABC (Universidade Federal do ABC) deliberaram o fim da paralisação e retorno das atividades dos 5.000 docentes na segunda-feira. Na próxima semana começa a ser definido calendário de reposição e data para retomada das aulas.

A decisão foi defendida pela ampla maioria de professores presentes - 141; nove foram contra o término da paralisação e três se abstiveram do voto.

O fim da greve em pelo menos 14 das 59 instituições de Ensino Superior do País leva em conta o fato de o governo já ter encaminhado ao Senado projeto de lei com a última proposta apresentada à categoria, com oferta de aumento entre 25% e 40% até 2015.

O acordo foi assinado apenas com o Proifes (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior), que representa sete instituições de ensino.

Na avaliação do presidente da Adufabc (Associação dos Docentes da UFABC), Armando Caputi, o fim da greve deixa sabor de derrota pelo fato de o governo não ter dialogado em cima da contraproposta elaborada pelo Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior).

Conforme explica Caputi, entre os pontos do projeto de lei que deveriam ser melhor discutidos estão a desestruturação da carreira docente - passa a ter 13 níveis com percentual entre os degraus que varia entre 1% e 12% -, a restrição de acesso ao cargo de professor titular livre e salário do professor ingressante em 2015 equivalente ao que docentes das universidades estaduais recebem atualmente, de R$ 2.018,77.

A assembleia realizada ontem aprovou ainda a manutenção de articulação entre UFABC e Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), com campus em Diadema, junto a parlamentares para que haja alterações no projeto de lei.

REPOSIÇÃO

Foi agendada para segunda-feira reunião sobre a elaboração de calendário que reponha o quadrimestre perdido entre professores, estudantes e técnicos administrativos. Na quarta-feira, o assunto será pauta da reunião do Consepe (Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão), responsável por determinar data para recomeço das aulas.

UNIFESP

Na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) os docentes votaram pela continuidade da paralisação, que já dura 113 dias, com indicativo ao Andes para que a greve seja suspensa no dia 17. Mais uma assembleia foi agendada para sexta-feira.

Outra pauta aprovada foi a elaboração de manifesto em repúdio ao projeto de lei enviado ao Congresso.

Para professor, paralisação fortaleceu identidade acadêmica 

A avaliação do presidente da Adufabc, Armando Caputi, quanto ao impacto da greve na universidade é positiva. Para ele, além de fortalecer a identidade da comunidade acadêmica, com união entre docentes, alunos e servidores, o movimento trouxe mudança de postura frente ao governo.

Durante a assembleia, professores aprovaram posicionamento contra imposição do governo a respeito de decisões que interfiram na rotina da universidade. Dessa forma, enquanto não houver abertura de diálogo entre professores e Ministério da Educação, os docentes se colocam contra a abertura de discussões sobre expansão da instituição de ensino para Mauá, bem como da ampliação do número de vagas - que hoje é de 1.916 - no vestibular.



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