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Exportação de autopeças cresce 23,6% em 2005
Eric Fujita
Do Diário do Grande ABC
15/02/2006 | 07:45
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O setor de autopeças acompanhou o ritmo das montadoras em 2005 ao registrar aumentos significativos nas exportações. Os embarques de componentes ao exterior cresceram 23,6% na comparação com o ano anterior, destaca o balanço divulgado nesta terça pelo Sindipeças (Sindicato Nacional dos Fabricantes de Autopeças). Esse maior dinamismo das exportações contribuiu para alavancar em 6% o faturamento das empresas do setor.

Só no ano passado, a indústria brasileira de autopeças movimentou US$ 7,49 bilhões em exportações, contra os US$ 6,06 bilhões registrados em 2004. A elevação aconteceu mesmo num cenário de queda livre nos preços do dólar. Esse desempenho seguiu igual trajetória observado sobre os fabricantes de veículos, que tiveram incremento de 21,47% nas exportações realizadas em 2005.

“Fizemos a lição de casa e procuramos no mercado externo compradores para os nossos produtos, compensando as sucessivas quedas nas vendas internas”, avalia o presidente do Sindipeças, Paulo Butori, em nota divulgada à imprensa.

O balanço também destaca que o setor de autopeças exportou mais componentes do que importou. De um ano para o outro, o saldo positivo passou de US$ 462 milhões para US$ 832 milhões – um acréscimo de 80%. As importações de componentes tiveram incremento de 18,75% no ano passado, ante 2004. Pularam de US$ 5,6 bilhões para US$ 6,65 bilhões.

O levantamento, no entanto, não apontou valores de quanto as fabricantes de autopeças faturaram em 2005. O Sindipeças consultou 52 empresas associadas em todo o país, um universo equivalente a 35% do segmento.

A pesquisa faz parte de um acompanhamento mensal do desempenho do setor. Outra análise mais abrangente, com o balanço financeiro, deverá ser divulgado pelo Sindipeças no início de março.

Motivos – Mesmo com o dólar baixo, o aumento das exportações de autopeças ocorreu em atendimento aos contratos já firmados com os clientes, na avaliação do consultor automotivo David Wong, diretor da Booz, Allen & Hamilton. “Além disso, o Brasil continua competitivo em alguns subsetores da indústria (de autopeças) apesar da queda do câmbio. Isso favorece um bom desempenho”, explicou. Entre esses segmentos, está o de transformação de metais, diz o consultor.



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