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Arthur e seus 4.000 brinquedos

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Morador do bairro Jardim, em Santo André, chef reúne itens que vão desde réplicas a bonecos de ação de filmes famosos


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

30/09/2014 | 07:00


O bairro Jardim, na região central de Santo André, é conhecido por ser uma área nobre, com variedade em gastronomia e diversão. É nele que vive o chef de cozinha Arthur Sauerbronn, 33 anos, que, além da afinidade com a culinária, é colecionador de brinquedos.

O chef é dono de cerca de 4.000 itens, que variam entre miniaturas, réplicas e bonecos de ação. Há um sabre de luz da saga Star Wars, três lanternas do super-herói Lanterna Verde, miniaturas do Pokémon, o escudo do Capitão América e o cinturão do Batman.

Segundo Sauerbronn, a coleção começou por causa do irmão mais velho. “Tinha 9 anos e acabava ficando com os brinquedos que ele ia descartando porque não queria mais. Desde essa idade eu tinha medo de quebrar os brinquedos. Comecei a cuidar e, quando cheguei aos 15 anos, já tinha uma pequena coleção, com todos os itens guardados”, disse.

A partir de 2001, com a chegada do site Mercado Livre na internet, a coleção começou a aumentar. “Isso aconteceu com mais pessoas, porque começamos a ter acesso a itens que antes seria impensável comprar. Fora que quem queria vender algo conseguiu alcançar um público bem maior”, afirmou.

Entre os itens mais raros mantidos no apartamento estão bonecos originais da saga Star Wars e do Comandos em Ação, que estão totalmente lacrados na caixa original, o que valoriza ainda mais o produto. “Por exemplo, ele não tem aquele furinho da embalagem para colocar nas gôndolas. Ou seja, caso o venda, o valor pode ser bem maior só por causa deste detalhe, porque os compradores consideram que ele ficou menos tempo exposto e, consequentemente, foi menos tocado”, explicou.

Apesar de não comercializar os principais itens da sua coleção, algumas coisas Sauerbronn compra com o intuito de vender. Exemplo são miniaturas adquiridas durante a Comic Con, famosa feira de cultura pop nos Estados Unidos. O simples fato de ter o selo do evento pode elevar o preço do boneco em até US$ 200 (o equivalente a R$ 490 na cotação do dólar de ontem).

Mesmo com tantos itens, o chef quer mais. “Tenho uma coleção de bonecos de Toy Art composta por cerca de 160 exemplares. Entre eles tem diversos personagens da Marvel. Ainda me faltam seis.”

Além dos brinquedos, Sauerbronn também mantém coleção de gibis e livros, que ocupam totalmente uma estante, além de cerca de 100 dados, isqueiros e baralhos. “Colecionar não é brincar. Desde os 15 anos não brinco com os meus itens. Isso porque a melhor coisa de tê-los é montar o catálogo, ver o que está faltando, caçar o item e comprá-lo pelo preço mais barato possível”, disse o chef.

Celso Dourado é jardineiro de parque há dez anos

O Parque Celso Daniel é uma das principais áreas verdes de Santo André e recebe diariamente famílias e praticantes de atividades físicas. Há dez anos o jardineiro Celso Fialho Dourado, 48 anos, trabalha na manutenção e conservação do espaço.

Na Prefeitura andreense, Dourado soma 27 anos de serviços. “Antigamente trabalhava na roçagem de grama na rua, mas sofri um acidente e me transferiram para o parque”, explicou.

O trabalho que desenvolve no espaço não se resume apenas à vegetação. “A parte de conservação e retirada de mato nos canteiros são minhas responsabilidades. Mas, quando a lixeira está cheia, também recolho e, às vezes, até lavo os banheiros. Todo mundo tem que ajudar.”

Além do setor profissional, o parque desempenha um papel maior na vida de Dourado. Foi ali que ele conheceu a ex-mulher, e onde marcou o primeiro encontro com a atual.“A minha ex também trabalhava aqui. Hoje somos separados e temos uma filha linda de 9 anos. A minha atual mulher conheci por causa das redes sociais e resolvi marcar um encontro com ela. Não podia escolher outro lugar que não fosse o parque.”

O jardineiro mantém um carinho especial pelo local de trabalho. “Ele tem um grande significado afetivo para mim. Não tem nada melhor, para um jardineiro, que trabalhar num lugar tão cheio de natureza, onde encontro pessoas novas e faço amizade todos os dias.”

Rua das Figueiras é famosa pelas baladas e barzinhos

A Rua das Figueiras é a via das baladas e barzinhos de Santo André. As opções são muitas e inclui os temáticos, aqueles para assistir aos jogos e encontrar os amigos e também os românticos, especialmente para casais.

Há dez anos, a Kauffman se mantém como uma das principais casas noturnas, sendo a mais tradicional, segundo o proprietário Alexandre Inácio de Souza, 35 anos. “Atualmente é a casa mais velha da Figueiras. Nossa faixa etária vai dos 18 aos 40 anos. Isso porque nosso carro chefe são shows de samba, passando pelo de raiz até o pagode”, explicou.

Além do ritmo tipicamente brasileiro, a casa também aposta nos sons populares entre os jovens, como o funk e o sertanejo universitário. “Esses artistas atraem a presença dos mais novos porque são os ritmos do momento. Então, tentamos sempre trazer músicos desses estilos à casa também.”

Nos fins de semana, a Kauffman chega a receber em torno de 1.500 pessoas. Segundo Souza, que comprou o estabelecimento há dois anos, a localização é atrativo. “Não há dúvidas de que a Figueiras é a principal rua de divertimento para o público de Santo André. É o melhor local para se ter uma casa noturna. Porém, a movimentação aqui já foi maior. Hoje temos mais fiscalização da polícia, o que é bom para a segurança, mas as multas acabaram afastando algumas pessoas.”

Ele também destacou a concorrência entre as casas noturnas. “Atualmente são sete estabelecimentos por aqui e, apesar de cada um ter seu público, todos querem os artistas do momento. Ao mesmo tempo, isso acaba estimulando”, disse.  



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Arthur e seus 4.000 brinquedos

Morador do bairro Jardim, em Santo André, chef reúne itens que vão desde réplicas a bonecos de ação de filmes famosos

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

30/09/2014 | 07:00


O bairro Jardim, na região central de Santo André, é conhecido por ser uma área nobre, com variedade em gastronomia e diversão. É nele que vive o chef de cozinha Arthur Sauerbronn, 33 anos, que, além da afinidade com a culinária, é colecionador de brinquedos.

O chef é dono de cerca de 4.000 itens, que variam entre miniaturas, réplicas e bonecos de ação. Há um sabre de luz da saga Star Wars, três lanternas do super-herói Lanterna Verde, miniaturas do Pokémon, o escudo do Capitão América e o cinturão do Batman.

Segundo Sauerbronn, a coleção começou por causa do irmão mais velho. “Tinha 9 anos e acabava ficando com os brinquedos que ele ia descartando porque não queria mais. Desde essa idade eu tinha medo de quebrar os brinquedos. Comecei a cuidar e, quando cheguei aos 15 anos, já tinha uma pequena coleção, com todos os itens guardados”, disse.

A partir de 2001, com a chegada do site Mercado Livre na internet, a coleção começou a aumentar. “Isso aconteceu com mais pessoas, porque começamos a ter acesso a itens que antes seria impensável comprar. Fora que quem queria vender algo conseguiu alcançar um público bem maior”, afirmou.

Entre os itens mais raros mantidos no apartamento estão bonecos originais da saga Star Wars e do Comandos em Ação, que estão totalmente lacrados na caixa original, o que valoriza ainda mais o produto. “Por exemplo, ele não tem aquele furinho da embalagem para colocar nas gôndolas. Ou seja, caso o venda, o valor pode ser bem maior só por causa deste detalhe, porque os compradores consideram que ele ficou menos tempo exposto e, consequentemente, foi menos tocado”, explicou.

Apesar de não comercializar os principais itens da sua coleção, algumas coisas Sauerbronn compra com o intuito de vender. Exemplo são miniaturas adquiridas durante a Comic Con, famosa feira de cultura pop nos Estados Unidos. O simples fato de ter o selo do evento pode elevar o preço do boneco em até US$ 200 (o equivalente a R$ 490 na cotação do dólar de ontem).

Mesmo com tantos itens, o chef quer mais. “Tenho uma coleção de bonecos de Toy Art composta por cerca de 160 exemplares. Entre eles tem diversos personagens da Marvel. Ainda me faltam seis.”

Além dos brinquedos, Sauerbronn também mantém coleção de gibis e livros, que ocupam totalmente uma estante, além de cerca de 100 dados, isqueiros e baralhos. “Colecionar não é brincar. Desde os 15 anos não brinco com os meus itens. Isso porque a melhor coisa de tê-los é montar o catálogo, ver o que está faltando, caçar o item e comprá-lo pelo preço mais barato possível”, disse o chef.

Celso Dourado é jardineiro de parque há dez anos

O Parque Celso Daniel é uma das principais áreas verdes de Santo André e recebe diariamente famílias e praticantes de atividades físicas. Há dez anos o jardineiro Celso Fialho Dourado, 48 anos, trabalha na manutenção e conservação do espaço.

Na Prefeitura andreense, Dourado soma 27 anos de serviços. “Antigamente trabalhava na roçagem de grama na rua, mas sofri um acidente e me transferiram para o parque”, explicou.

O trabalho que desenvolve no espaço não se resume apenas à vegetação. “A parte de conservação e retirada de mato nos canteiros são minhas responsabilidades. Mas, quando a lixeira está cheia, também recolho e, às vezes, até lavo os banheiros. Todo mundo tem que ajudar.”

Além do setor profissional, o parque desempenha um papel maior na vida de Dourado. Foi ali que ele conheceu a ex-mulher, e onde marcou o primeiro encontro com a atual.“A minha ex também trabalhava aqui. Hoje somos separados e temos uma filha linda de 9 anos. A minha atual mulher conheci por causa das redes sociais e resolvi marcar um encontro com ela. Não podia escolher outro lugar que não fosse o parque.”

O jardineiro mantém um carinho especial pelo local de trabalho. “Ele tem um grande significado afetivo para mim. Não tem nada melhor, para um jardineiro, que trabalhar num lugar tão cheio de natureza, onde encontro pessoas novas e faço amizade todos os dias.”

Rua das Figueiras é famosa pelas baladas e barzinhos

A Rua das Figueiras é a via das baladas e barzinhos de Santo André. As opções são muitas e inclui os temáticos, aqueles para assistir aos jogos e encontrar os amigos e também os românticos, especialmente para casais.

Há dez anos, a Kauffman se mantém como uma das principais casas noturnas, sendo a mais tradicional, segundo o proprietário Alexandre Inácio de Souza, 35 anos. “Atualmente é a casa mais velha da Figueiras. Nossa faixa etária vai dos 18 aos 40 anos. Isso porque nosso carro chefe são shows de samba, passando pelo de raiz até o pagode”, explicou.

Além do ritmo tipicamente brasileiro, a casa também aposta nos sons populares entre os jovens, como o funk e o sertanejo universitário. “Esses artistas atraem a presença dos mais novos porque são os ritmos do momento. Então, tentamos sempre trazer músicos desses estilos à casa também.”

Nos fins de semana, a Kauffman chega a receber em torno de 1.500 pessoas. Segundo Souza, que comprou o estabelecimento há dois anos, a localização é atrativo. “Não há dúvidas de que a Figueiras é a principal rua de divertimento para o público de Santo André. É o melhor local para se ter uma casa noturna. Porém, a movimentação aqui já foi maior. Hoje temos mais fiscalização da polícia, o que é bom para a segurança, mas as multas acabaram afastando algumas pessoas.”

Ele também destacou a concorrência entre as casas noturnas. “Atualmente são sete estabelecimentos por aqui e, apesar de cada um ter seu público, todos querem os artistas do momento. Ao mesmo tempo, isso acaba estimulando”, disse.  

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