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Tucano não vê problema na gestão Grana

Presidente, Ricardo Torres mencionou que, até agora, não existem elementos sólidos para contrapor


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

30/06/2013 | 07:08


Sem demonstrar contrariedade, o presidente do PSDB de Santo André, Ricardo Torres, sustentou que, até agora, não há o que contestar no governo Carlos Grana (PT) nesses seis primeiros meses. Esse posicionamento se dá após o dirigente descumprir a promessa de manter linha fiscalizatória sobre a gestão petista. Recentemente, houve desfiliação em massa do partido ao alegar que o mandatário municipal não vive o cotidiano da política local por atuar como assessor em São Paulo.

Torres argumentou que para fundamentar qualquer tipo de ação contra a administração necessita de elementos concretos para contrapor aos seus atos, o que, por enquanto, não foi viabilizado. “Ainda é cedo para sentir os efeitos (do PT no poder). Não faremos oposição por oposição. População já demonstrou que não quer revanchismo”, disse, ao completar que únicas críticas, no momento, são referentes às práticas petistas no cenário federal - estão há 10 anos no comando do Palácio do Planalto.

Fomentando discurso nacional, Torres alegou que o PSDB discorda dos conchavos políticos, Mensalão – esquema de pagamento de vantagem indevida a deputados da base – e falta de compromisso com o dinheiro público, sustentando que essa “postura é natural” no PT. Segundo o presidente, em Santo André, o procedimento de gestão “não será diferente”. “É questão de tempo para eles (petistas) evidenciarem esse método de conduta (na chefia da Prefeitura).”

O dirigente usou a justificativa ao avaliar que os 12 anos consecutivos do PT à frente do Paço andreense, do início de 1997 até o fim de 2008, foram “arrasadores para a cidade pelo lado negativo” – o período abrangeu as administrações de Celso Daniel, morto em 2002, e João Avamileno. “Prova disso é que perderam a eleição (de 2008) para um novato (Aidan Ravin, PTB, então vereador de primeiro mandato).” O petebista venceu o petista Vanderlei Siraque no pleito.

O PSDB nunca governou Santo André. No processo eleitoral de outubro, pela primeira vez na história, não lançou candidatura própria, resultando na falta de representatividade no Legislativo. Torres foi vice de Raimundo Salles (PDT), que ficou em terceiro colocado na disputa. Antes de fechar o acordo com os pedetistas, entretanto, tentou selar parceria para compor chapa com Aidan – articulação naufragou. A então detentora do posto, Dinah Zekcer, não aceitou abrir para o dirigente.

Apesar da inércia vivenciada atualmente na legenda, para o presidente, o PSDB continua sendo a proposta alternativa ao do PT. “Não espere discussões inócuas. Iremos nos pronunciar quando for oportuno, sem oposição visceral. Nosso objetivo é projeto para a cidade com legítimo representante, não promover casuísmos”, sinalizou Torres. No ano passado, o então vereador Paulinho Serra, hoje no PSD, tentou encabeçar o voo solo do tucanato, porém teve suas asas cortadas. As direções municipal e estadual barraram o projeto.

Desde o pleito de 2012, o PSDB não se posicionou desfavoravelmente a qualquer passo do prefeito, embora o petista tenha sofrido nas mãos da oposição na Câmara até o fim de abril.

PELO GOVERNO

O secretário de Gabinete do Paço, Tiago Nogueira (PT), considerou que as declarações de Torres ressoam como elogio ao governo, tendo em vista que “na administração atual não há problemas”. “A oposição vai se surpreender com a qualidade da gestão Grana em termos de eficiência, controle dos gastos, transparência e ações em concordância com as orientações do MP (Ministério Público)”, afirmou, acrescentando que a oposição ficará sem discurso. “Eles vão perder força.”



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Tucano não vê problema na gestão Grana

Presidente, Ricardo Torres mencionou que, até agora, não existem elementos sólidos para contrapor

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

30/06/2013 | 07:08


Sem demonstrar contrariedade, o presidente do PSDB de Santo André, Ricardo Torres, sustentou que, até agora, não há o que contestar no governo Carlos Grana (PT) nesses seis primeiros meses. Esse posicionamento se dá após o dirigente descumprir a promessa de manter linha fiscalizatória sobre a gestão petista. Recentemente, houve desfiliação em massa do partido ao alegar que o mandatário municipal não vive o cotidiano da política local por atuar como assessor em São Paulo.

Torres argumentou que para fundamentar qualquer tipo de ação contra a administração necessita de elementos concretos para contrapor aos seus atos, o que, por enquanto, não foi viabilizado. “Ainda é cedo para sentir os efeitos (do PT no poder). Não faremos oposição por oposição. População já demonstrou que não quer revanchismo”, disse, ao completar que únicas críticas, no momento, são referentes às práticas petistas no cenário federal - estão há 10 anos no comando do Palácio do Planalto.

Fomentando discurso nacional, Torres alegou que o PSDB discorda dos conchavos políticos, Mensalão – esquema de pagamento de vantagem indevida a deputados da base – e falta de compromisso com o dinheiro público, sustentando que essa “postura é natural” no PT. Segundo o presidente, em Santo André, o procedimento de gestão “não será diferente”. “É questão de tempo para eles (petistas) evidenciarem esse método de conduta (na chefia da Prefeitura).”

O dirigente usou a justificativa ao avaliar que os 12 anos consecutivos do PT à frente do Paço andreense, do início de 1997 até o fim de 2008, foram “arrasadores para a cidade pelo lado negativo” – o período abrangeu as administrações de Celso Daniel, morto em 2002, e João Avamileno. “Prova disso é que perderam a eleição (de 2008) para um novato (Aidan Ravin, PTB, então vereador de primeiro mandato).” O petebista venceu o petista Vanderlei Siraque no pleito.

O PSDB nunca governou Santo André. No processo eleitoral de outubro, pela primeira vez na história, não lançou candidatura própria, resultando na falta de representatividade no Legislativo. Torres foi vice de Raimundo Salles (PDT), que ficou em terceiro colocado na disputa. Antes de fechar o acordo com os pedetistas, entretanto, tentou selar parceria para compor chapa com Aidan – articulação naufragou. A então detentora do posto, Dinah Zekcer, não aceitou abrir para o dirigente.

Apesar da inércia vivenciada atualmente na legenda, para o presidente, o PSDB continua sendo a proposta alternativa ao do PT. “Não espere discussões inócuas. Iremos nos pronunciar quando for oportuno, sem oposição visceral. Nosso objetivo é projeto para a cidade com legítimo representante, não promover casuísmos”, sinalizou Torres. No ano passado, o então vereador Paulinho Serra, hoje no PSD, tentou encabeçar o voo solo do tucanato, porém teve suas asas cortadas. As direções municipal e estadual barraram o projeto.

Desde o pleito de 2012, o PSDB não se posicionou desfavoravelmente a qualquer passo do prefeito, embora o petista tenha sofrido nas mãos da oposição na Câmara até o fim de abril.

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O secretário de Gabinete do Paço, Tiago Nogueira (PT), considerou que as declarações de Torres ressoam como elogio ao governo, tendo em vista que “na administração atual não há problemas”. “A oposição vai se surpreender com a qualidade da gestão Grana em termos de eficiência, controle dos gastos, transparência e ações em concordância com as orientações do MP (Ministério Público)”, afirmou, acrescentando que a oposição ficará sem discurso. “Eles vão perder força.”

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