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Festa no Interior

Hoje o assunto não refere-se às comemorações de Santo Antonio, São Pedro e São João


Carlos Ferrari

22/06/2011 | 00:00


Hoje o assunto não refere-se às comemorações de Santo Antonio, São Pedro e São João. Trata-se, porém, de uma bela festa da democracia e do movimento de pessoas cegas do Estado de São Paulo.

Aqueles que não acompanham a coisa tão de perto devem então se perguntar: "Que tal movimento é esse, e como isso funciona?". Partindo desse princípio, peço licença para antes de falar da festa que deu título a essa coluna, voltar um pouco no tempo e, em algumas linhas, contar rapidamente como tudo começou.

Não vou me ater a uma liderança ou a um momento histórico específico para tratar do início da caminhada; quero, porém, dizer que ela se deu por meio de pessoas cegas e tantos outros familiares e profissionais envolvidos direta ou indiretamente com o assunto, e que tinham a convicção plena de que esse segmento não poderia ficar à margem da sociedade. Olhando para história é possível afirmar que as coisas caminharam muito rápido. As pessoas cegas, que até a primeira metade do século passado tinham por perspectiva, salvo algumas exceções, apenas ‘a boa vontade' de um ou outro gestor público ou de grupos socialmente comprometidos, hoje se organizam tendo consciência da importância de seu protagonismo nos debates das questões que lhes dizem respeito. Falo nesse texto do movimento de cegos, mas cabe ressaltar que em todos os outros segmentos de pessoas com deficiência esse fenômeno também aconteceu.

Voltando à festa, começa na cidade de Itapetininga, interior de São Paulo, nesta quarta-feira, dia 22, o 2º Fórum Paulista de Entidades de e para Cegos. Estarão lá aproximadamente 40 organizações do Estado, discutindo em pleno feriado políticas públicas que permitam cada vez mais ao segmento oportunizar, a tantas pessoas historicamente excluídas, acesso a direitos que, embora já sejam assegurados em nossa legislação, ainda são desconhecidos por boa parte das pessoas.

O evento é mais uma iniciativa da Organização Nacional de Cegos do Brasil, entidade jovem que é fruto da unificação de várias outras entidades nacionais que tentaram, por muitos anos, representar o segmento, porém sem obter sucesso, visto que não caminhavam juntas. O grande diferencial da organização de pessoas cegas no Brasil nos dias de hoje é o envolvimento de todos em torno de objetivos comuns. A festa da democracia organizada para o próximo feriado só teve sucesso, porque também contou com o compromisso de entidades como a Avape (Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência) e a Associação Laramara, que construíram estratégias e buscaram apoiadores para que o evento se efetivasse.

Estarei lá e convido a todos para que estejam conosco. Você pode saber mais sobre o evento em: www.oncb.org.br.



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Festa no Interior

Hoje o assunto não refere-se às comemorações de Santo Antonio, São Pedro e São João

Carlos Ferrari

22/06/2011 | 00:00


Hoje o assunto não refere-se às comemorações de Santo Antonio, São Pedro e São João. Trata-se, porém, de uma bela festa da democracia e do movimento de pessoas cegas do Estado de São Paulo.

Aqueles que não acompanham a coisa tão de perto devem então se perguntar: "Que tal movimento é esse, e como isso funciona?". Partindo desse princípio, peço licença para antes de falar da festa que deu título a essa coluna, voltar um pouco no tempo e, em algumas linhas, contar rapidamente como tudo começou.

Não vou me ater a uma liderança ou a um momento histórico específico para tratar do início da caminhada; quero, porém, dizer que ela se deu por meio de pessoas cegas e tantos outros familiares e profissionais envolvidos direta ou indiretamente com o assunto, e que tinham a convicção plena de que esse segmento não poderia ficar à margem da sociedade. Olhando para história é possível afirmar que as coisas caminharam muito rápido. As pessoas cegas, que até a primeira metade do século passado tinham por perspectiva, salvo algumas exceções, apenas ‘a boa vontade' de um ou outro gestor público ou de grupos socialmente comprometidos, hoje se organizam tendo consciência da importância de seu protagonismo nos debates das questões que lhes dizem respeito. Falo nesse texto do movimento de cegos, mas cabe ressaltar que em todos os outros segmentos de pessoas com deficiência esse fenômeno também aconteceu.

Voltando à festa, começa na cidade de Itapetininga, interior de São Paulo, nesta quarta-feira, dia 22, o 2º Fórum Paulista de Entidades de e para Cegos. Estarão lá aproximadamente 40 organizações do Estado, discutindo em pleno feriado políticas públicas que permitam cada vez mais ao segmento oportunizar, a tantas pessoas historicamente excluídas, acesso a direitos que, embora já sejam assegurados em nossa legislação, ainda são desconhecidos por boa parte das pessoas.

O evento é mais uma iniciativa da Organização Nacional de Cegos do Brasil, entidade jovem que é fruto da unificação de várias outras entidades nacionais que tentaram, por muitos anos, representar o segmento, porém sem obter sucesso, visto que não caminhavam juntas. O grande diferencial da organização de pessoas cegas no Brasil nos dias de hoje é o envolvimento de todos em torno de objetivos comuns. A festa da democracia organizada para o próximo feriado só teve sucesso, porque também contou com o compromisso de entidades como a Avape (Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência) e a Associação Laramara, que construíram estratégias e buscaram apoiadores para que o evento se efetivasse.

Estarei lá e convido a todos para que estejam conosco. Você pode saber mais sobre o evento em: www.oncb.org.br.

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