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GM amplia fábrica de Mogi das Cruzes


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

30/06/2010 | 07:05


A General Motors do Brasil iniciou oficialmente ontem na fábrica de Mogi das Cruzes a produção de subconjuntos automotivos para o segundo modelo de sua família de veículos Viva - carro que será produzido em São Caetano e chegará ao mercado no último trimestre. O primeiro dessa família, lançado em outubro, foi o Ágile.

A unidade de Mogi, que recebe R$ 50 milhões de investimentos da montadora até 2012, consolida-se, dessa forma, como fornecedora de peças para carros Chevrolet em linha de montagem ou que serão lançados. Desde que foi criada, há 11 anos, a planta vinha concentrando a fabricação de itens para reposição.

A GM vem, com a mudança de perfil desse complexo fabril, liberando espaço em São Caetano para a ampliação da capacidade produtiva na fábrica da região, que recebe aporte de R$ 2,05 bilhões (de 2008 a 2012) para modernização, expansão e renovação da linha de veículos.

O modelo que será lançado no fim do ano deve gerar acréscimo de 35 mil veículos anuais na produção do Grande ABC. Depois, sairão das instalações mais três lançamentos, dois em 2011 e o terceiro em 2012.

Para dar suporte às atividades e necessidades de peças da fábrica da região, Mogi já recebeu (do total de R$ 50 milhões) R$ 30 milhões em 2009, passando a produzir peças como painéis, caixas de rodas, estrutura de parabrisa, portas e assoalhos para o Vectra, Astra, Classic e picape S10. Já para o segundo modelo da família Viva, a unidade fabril será responsável por painéis, caixas de roda, colunas, cobertura de portas e longarinas. Além disso, sairão de lá itens para o Vectra montado na Polônia e para o Classic da Argentina.

Segundo o diretor de manufatura, José Eugênio Pinheiro, a quantidade de subconjuntos produzidos deve crescer - neste ano serão 5 milhões -, conforme é colocado em andamento o plano de ampliação. Para isso, haverá a transferência parcial do depósito de itens, dessa cidade para Sorocaba, que é o principal centro distribuidor da empresa.

O município de Mogi foi escolhido para abrigar o complexo de peças da GM pelo fato de atender requisitos de logística nas operações. Fica a 40 quilômetros de São Caetano e a 45 quilômetros de São José dos Campos.

MERCADO
A expectativa do vice-presidente da GM, José Carlos Pinheiro Neto, é que o setor automobilístico nacional chegue ao fim do ano com 3,3 milhões de veículos produzidos, 6% mais que o volume de 2009.

Para este mês, ele projeta que a indústria alcançará 260 mil unidades, 3,5% acima das 251 mil de maio, embora bem aquém do alcançado em março (350 mil), último mês em que vigorou o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido para os carros.

A montadora espera ainda superar o ritmo de vendas de toda a indústria no ano todo. O diretor geral de comunicação, relações públicas e governamentais, Marcos Munhoz, afirma que o plano é vender 650 mil carros, 9% mais que os 595 mil do ano passado.

AÇO
A GM ainda não importa aço para a produção de veículos, mas avalia a possibilidade de iniciar a aquisição dessa matéria-prima do Exterior. O diretor de manufatura, José Eugênio Pinheiro, cita que a empresa aguarda o próximo movimento de preços das siderúrgicas para fechar posição em relação a essa questão. "Estamos analisando o impacto no custo final", afirma.



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GM amplia fábrica de Mogi das Cruzes

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

30/06/2010 | 07:05


A General Motors do Brasil iniciou oficialmente ontem na fábrica de Mogi das Cruzes a produção de subconjuntos automotivos para o segundo modelo de sua família de veículos Viva - carro que será produzido em São Caetano e chegará ao mercado no último trimestre. O primeiro dessa família, lançado em outubro, foi o Ágile.

A unidade de Mogi, que recebe R$ 50 milhões de investimentos da montadora até 2012, consolida-se, dessa forma, como fornecedora de peças para carros Chevrolet em linha de montagem ou que serão lançados. Desde que foi criada, há 11 anos, a planta vinha concentrando a fabricação de itens para reposição.

A GM vem, com a mudança de perfil desse complexo fabril, liberando espaço em São Caetano para a ampliação da capacidade produtiva na fábrica da região, que recebe aporte de R$ 2,05 bilhões (de 2008 a 2012) para modernização, expansão e renovação da linha de veículos.

O modelo que será lançado no fim do ano deve gerar acréscimo de 35 mil veículos anuais na produção do Grande ABC. Depois, sairão das instalações mais três lançamentos, dois em 2011 e o terceiro em 2012.

Para dar suporte às atividades e necessidades de peças da fábrica da região, Mogi já recebeu (do total de R$ 50 milhões) R$ 30 milhões em 2009, passando a produzir peças como painéis, caixas de rodas, estrutura de parabrisa, portas e assoalhos para o Vectra, Astra, Classic e picape S10. Já para o segundo modelo da família Viva, a unidade fabril será responsável por painéis, caixas de roda, colunas, cobertura de portas e longarinas. Além disso, sairão de lá itens para o Vectra montado na Polônia e para o Classic da Argentina.

Segundo o diretor de manufatura, José Eugênio Pinheiro, a quantidade de subconjuntos produzidos deve crescer - neste ano serão 5 milhões -, conforme é colocado em andamento o plano de ampliação. Para isso, haverá a transferência parcial do depósito de itens, dessa cidade para Sorocaba, que é o principal centro distribuidor da empresa.

O município de Mogi foi escolhido para abrigar o complexo de peças da GM pelo fato de atender requisitos de logística nas operações. Fica a 40 quilômetros de São Caetano e a 45 quilômetros de São José dos Campos.

MERCADO
A expectativa do vice-presidente da GM, José Carlos Pinheiro Neto, é que o setor automobilístico nacional chegue ao fim do ano com 3,3 milhões de veículos produzidos, 6% mais que o volume de 2009.

Para este mês, ele projeta que a indústria alcançará 260 mil unidades, 3,5% acima das 251 mil de maio, embora bem aquém do alcançado em março (350 mil), último mês em que vigorou o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido para os carros.

A montadora espera ainda superar o ritmo de vendas de toda a indústria no ano todo. O diretor geral de comunicação, relações públicas e governamentais, Marcos Munhoz, afirma que o plano é vender 650 mil carros, 9% mais que os 595 mil do ano passado.

AÇO
A GM ainda não importa aço para a produção de veículos, mas avalia a possibilidade de iniciar a aquisição dessa matéria-prima do Exterior. O diretor de manufatura, José Eugênio Pinheiro, cita que a empresa aguarda o próximo movimento de preços das siderúrgicas para fechar posição em relação a essa questão. "Estamos analisando o impacto no custo final", afirma.

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