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Deputados votam o relatório da CPI do Narcotráfico


Das Agências

05/12/2000 | 00:26


A Comissao Parlamentar de Inquérito do Narcotráfico da Câmara dos Deputados vota nesta tarde de terça-feira, sob pressao, no plenário da Casa, o relatório final de quase dois anos de investigaçoes realizadas em 11 Estados. O deputado Padre Roque Zimmerman (PT-PR), um dos sub-relatores das investigaçoes realizadas no Paraná, afirmou ontem que ameaças de morte e retaliaçao contra integrantes da comissao aumentaram a partir do fim da semana passada, quando começaram a vazar alguns dos mais de 400 nomes que a CPI promete apontar no relatório.

Desde segunda, os deputados optaram pelo silêncio. O relator Morone Torgan (PFL-CE) comunicou, por intermédio da Assessoria de Imprensa, que só voltará a se pronunciar a partir do fim da tarde desta terça, quando o relatório estiver votado. A assessoria de Torgan informou que "nao há possibilidade" de um novo adiamento na conclusao dos trabalhos. Desde o fim de 1999, a entrega do relatório foi adiada por sete vezes consecutivas.

No início deste ano, investigaçoes realizadas no Paraná atingiram diretamente o entao secretário de Segurança Pública, Cândido Manoel Martins, e o chefe de polícia, Ricardo Noronha.

As denúncias atingiam deputados como José Gerardo, cassado no Maranhao, e Augusto Farias (PPB-AL), grandes empresários como Alexandre Negrao, cartolas de futebol como Luiz Roberto Zinni, cientistas até entao respeitados, como o médico legista Fortunado Badan Palhares, policiais e políticos do Brasil inteiro.

Deputados da CPI confirmam o pedido de indiciamento de autoridades em quase todo o país. Entre eles, estarao os deputados federais José Aleksandro da Silva (PSL-AC), Farias e o presidente da Assembléia Legislativa do Espírito Santo, José Carlos Gratz (PFL).

A partir das ligaçoes do traficante Fernandinho Beira-Mar, a CPI deverá citar 49 acusados no Rio de Janeiro. No Paraná, serao denunciados o ex-secretário de Segurança, o ex-chefe de polícia e mais de 60 nomes ainda nao revelados.



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Deputados votam o relatório da CPI do Narcotráfico

Das Agências

05/12/2000 | 00:26


A Comissao Parlamentar de Inquérito do Narcotráfico da Câmara dos Deputados vota nesta tarde de terça-feira, sob pressao, no plenário da Casa, o relatório final de quase dois anos de investigaçoes realizadas em 11 Estados. O deputado Padre Roque Zimmerman (PT-PR), um dos sub-relatores das investigaçoes realizadas no Paraná, afirmou ontem que ameaças de morte e retaliaçao contra integrantes da comissao aumentaram a partir do fim da semana passada, quando começaram a vazar alguns dos mais de 400 nomes que a CPI promete apontar no relatório.

Desde segunda, os deputados optaram pelo silêncio. O relator Morone Torgan (PFL-CE) comunicou, por intermédio da Assessoria de Imprensa, que só voltará a se pronunciar a partir do fim da tarde desta terça, quando o relatório estiver votado. A assessoria de Torgan informou que "nao há possibilidade" de um novo adiamento na conclusao dos trabalhos. Desde o fim de 1999, a entrega do relatório foi adiada por sete vezes consecutivas.

No início deste ano, investigaçoes realizadas no Paraná atingiram diretamente o entao secretário de Segurança Pública, Cândido Manoel Martins, e o chefe de polícia, Ricardo Noronha.

As denúncias atingiam deputados como José Gerardo, cassado no Maranhao, e Augusto Farias (PPB-AL), grandes empresários como Alexandre Negrao, cartolas de futebol como Luiz Roberto Zinni, cientistas até entao respeitados, como o médico legista Fortunado Badan Palhares, policiais e políticos do Brasil inteiro.

Deputados da CPI confirmam o pedido de indiciamento de autoridades em quase todo o país. Entre eles, estarao os deputados federais José Aleksandro da Silva (PSL-AC), Farias e o presidente da Assembléia Legislativa do Espírito Santo, José Carlos Gratz (PFL).

A partir das ligaçoes do traficante Fernandinho Beira-Mar, a CPI deverá citar 49 acusados no Rio de Janeiro. No Paraná, serao denunciados o ex-secretário de Segurança, o ex-chefe de polícia e mais de 60 nomes ainda nao revelados.

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