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Comissão deve votar impeachment dia 12

Sérgio Vieira/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Oposição recuou e não inclui delação de Delcídio
no processo para evitar a morosidade da votação


Sérgio Vieira
Enviado a Brasília

23/03/2016 | 07:00


A comissão especial da Câmara Federal que analisa o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) atua com o horizonte de votar relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) no dia 12 de abril. Mesmo com a proximidade do feriado de Páscoa, o que faria com que Brasília já estivesse às moscas em cenário normal, houve intensa atividade no Legislativo. A terceira sessão foi realizada ontem no plenário, convocada pelo presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ), desde o início dos trabalhos do bloco. Dilma tem apenas mais sete sessões para apresentar defesa. Em ritmo acelerado, hoje será firmada a quarta plenária.

A leitura entre os parlamentares é que, a partir da instalação da comissão, cresceu significativamente o número de apoiadores à saída da petista. Dos 65 nomes que integram o colegiado, o que se fala entre os quadros que discutem o impeachment é que já há maioria para aval ao afastamento da presidente e, com isso, a decisão deve ir para plenário. Mesmo assim, ainda é necessário que o Senado ratifique o crivo. Na comissão, a votação se dá por maioria simples (ou seja, 33 votos). Já no plenário da Câmara, para que Dilma seja afastada é preciso a aprovação de dois terços dos deputados (342 dos 513 nomes).

“Não tenho dúvida que já há maioria por aqui. Iniciamos a comissão com menos de 30 (adeptos) e hoje temos a certeza que contamos com mais de 35. A expectativa é que até meados de abril o plenário da Câmara já tenha votado o parecer da comissão e, assim, permitir que o Brasil tome novo rumo”, analisou o deputado Alex Manente (PPS), único representante do Grande ABC na comissão e favorável ao impeachment.

Na semana passada, o PRB rompeu oficialmente com o governo. A expectativa maior é pela decisão do PMDB no dia 29. Caso decida de fato sair da base, dificilmente o Planalto conseguirá aglutinar os votos suficientes para Dilma se manter no cargo, uma vez que siglas de menor expressão que hoje fazem parte da sustentação devem desembarcar do apoio.

A oposição, segundo Alex, desistiu de incluir no processo a delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), ex-líder da gestão Dilma no Senado. “A estratégia da oposição é votar na comissão e Senado de maneira célere. E a agilidade precisa ser baseada no não aditamento de novos fatos. Se fosse incluída (delação), teria que iniciar todo o processo novamente, com mais dez sessões para defesa da presidente”, afirmou o popular-socialista.

Dilma será julgada pelo artigo 85 da Constituição Federal, que trata de improbidade administrativa, por conta das chamadas ‘pedaladas fiscais’ – sem autorização do Congresso, a chefe do Executivo utilizou recursos de bancos públicos para suprir rombo no Orçamento.  



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Comissão deve votar impeachment dia 12

Oposição recuou e não inclui delação de Delcídio
no processo para evitar a morosidade da votação

Sérgio Vieira
Enviado a Brasília

23/03/2016 | 07:00


A comissão especial da Câmara Federal que analisa o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) atua com o horizonte de votar relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) no dia 12 de abril. Mesmo com a proximidade do feriado de Páscoa, o que faria com que Brasília já estivesse às moscas em cenário normal, houve intensa atividade no Legislativo. A terceira sessão foi realizada ontem no plenário, convocada pelo presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ), desde o início dos trabalhos do bloco. Dilma tem apenas mais sete sessões para apresentar defesa. Em ritmo acelerado, hoje será firmada a quarta plenária.

A leitura entre os parlamentares é que, a partir da instalação da comissão, cresceu significativamente o número de apoiadores à saída da petista. Dos 65 nomes que integram o colegiado, o que se fala entre os quadros que discutem o impeachment é que já há maioria para aval ao afastamento da presidente e, com isso, a decisão deve ir para plenário. Mesmo assim, ainda é necessário que o Senado ratifique o crivo. Na comissão, a votação se dá por maioria simples (ou seja, 33 votos). Já no plenário da Câmara, para que Dilma seja afastada é preciso a aprovação de dois terços dos deputados (342 dos 513 nomes).

“Não tenho dúvida que já há maioria por aqui. Iniciamos a comissão com menos de 30 (adeptos) e hoje temos a certeza que contamos com mais de 35. A expectativa é que até meados de abril o plenário da Câmara já tenha votado o parecer da comissão e, assim, permitir que o Brasil tome novo rumo”, analisou o deputado Alex Manente (PPS), único representante do Grande ABC na comissão e favorável ao impeachment.

Na semana passada, o PRB rompeu oficialmente com o governo. A expectativa maior é pela decisão do PMDB no dia 29. Caso decida de fato sair da base, dificilmente o Planalto conseguirá aglutinar os votos suficientes para Dilma se manter no cargo, uma vez que siglas de menor expressão que hoje fazem parte da sustentação devem desembarcar do apoio.

A oposição, segundo Alex, desistiu de incluir no processo a delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), ex-líder da gestão Dilma no Senado. “A estratégia da oposição é votar na comissão e Senado de maneira célere. E a agilidade precisa ser baseada no não aditamento de novos fatos. Se fosse incluída (delação), teria que iniciar todo o processo novamente, com mais dez sessões para defesa da presidente”, afirmou o popular-socialista.

Dilma será julgada pelo artigo 85 da Constituição Federal, que trata de improbidade administrativa, por conta das chamadas ‘pedaladas fiscais’ – sem autorização do Congresso, a chefe do Executivo utilizou recursos de bancos públicos para suprir rombo no Orçamento.  

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