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Armando Marques reassume o comando da arbitragem nacional
Nilton Valentim
Do Diário do Grande ABC
Com Agências
13/04/2002 | 00:00
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O ex-juiz Armando Marques reassume a presidência da Comissão Nacional de Arbitragem na segunda-feira, garantiu nesta sexta o presidente interino, Édson Rezende, que volta à comissão executiva da entidade. Armando Marques foi absolvido, por 5 votos a 3, na noite de quinta-feira, pelo STJD (Superior Tribunal Justiça Desportiva), da acusação de ter pressionado o juiz Alfredo Santos Loebeling para alterar a súmula do jogo Figueirense x Caxias, dia 22 de dezembro, em Florianópolis, pela Série B do Campeonato Brasileiro, que foi encerrado antes do tempo devido à invasão de campo pela torcida do time de Santa Catarina. Loebeling, por outro lado, se deu mal e foi punido com 180 dias de suspensão.

Marques, como de costume, não quis falar com a imprensa e após o anúncio do veredicto agiu com arrogância, empurrando os microfones das redes de TV e rádio que acompanhavam o julgamento. Loebeling, por outro lado, demonstrou serenidade e disse que respeita a decisão. "Acho que este tribunal é sério e tem de ser respeitado", afirmou.

Nesta sexta à tarde, em um programa da ESPN Brasil, ele anunciou que decidira encerrar a carreira. "Conversei com minha família e decidi que não volto a apitar. Me senti um bandido naquele tribunal. Mas, condenado, dormi tranqüilo, porque falei o que pensava", disse.

Figueirense – Depois de perder a vaga na Série A do Campeonato Brasileiro de 2002, o Figueirense decidiu recorrer à Fifa, ao STJD e, se não obtiver sucesso nessas tentativas, à Justiça Comum. Na quinta-feira à noite, o tribunal decidiu, por 6 votos a 2, retirar da equipe catarinense os pontos da partida em que venceu o Caxias-RS, por 1 a 0, mas que não terminou por invasão da torcida. Sexta, o governador de Santa Catarina, Esperidião Amin, manifestou apoio ao clube contra a decisão do STJD.




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