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Inscrição para frente de trabalho de Sto.André gera fila e confusão

Claudinei Plaza Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

População critica desorganização no atendimento e falta de informação


Flavia Kurotori
especial para o Diário

11/09/2018 | 07:18


A busca por emprego na Frente Social de Trabalho de Santo André gerou fila e confusão no Cras (Centro de Referência de Assistência Social) da Vila Luzita, na manhã de ontem. Isto aconteceu porque, segundo informações da população que estava no local, mais de 800 pessoas aguardavam para se inscrever, no entanto, funcionários do centro distribuíram apenas 150 senhas para atendimento – informação que não havia sido divulgada pela Prefeitura.

“O aviso dizia que ia iniciar o cadastro hoje (ontem), mas faltou organização”, pontuou Jéssica Ferreira Machado, 23 anos, moradora da Vila Luzita e desempregada há oito meses. “Havia muitas pessoas, inclusive com crianças, que não conseguiram ser atendidas. Muita gente chegou de madrugada e outras, chegaram a dormir no local para garantir lugar na fila”, destacou.

Surpresos com o limite diário de fichas, os cidadãos que aguardavam questionaram os colaboradores do Cras. Estes, por sua vez, orientaram que uma lista fosse feita para os próximos dias. “Eles (os funcionários do centro) liberaram uma folha para inscrição, como um agendamento, para fazer o cadastro amanhã (hoje) e que aqueles que não tivessem com o nome da lista, não seriam atendidos”, contou Jéssica. “Mas, quando a maioria foi embora porque estava aliviada que teria atendimento certo amanhã (hoje), eles voltaram atrás e disseram que irão atender apenas quem estiver na fila. É uma confusão anunciada porque ninguém sabe qual será o critério de atendimento”.

Desempregada há dois anos, Maria Aparecida Ferreira, 54, residente do Parque Miami, chegou às 5h, porém, mesmo após quatro horas aguardando, não conseguiu se candidatar às oportunidades. “Consegui uma senha (nome na lista) para quarta-feira, mas estava uma bagunça e ninguém estava disposto a conversar”, afirmou.

“Várias pessoas, inclusive eu, estão planejando ir hoje (ontem) a partir das 18h para garantir que iremos conseguir fazer o cadastro”, completou Jéssica. Na noite de ontem, o Diário foi até o local e constatou fila de pelo menos dez pessoas dispostas a passarem a noite em frente ao Cras na Vila Luzita para serem atendidas preferencialmente, em busca de oportunidade.

Questionada, a Prefeitura informou que adotou, nos equipamentos da Secretaria de Cidadania e Assistência Social, o método de senhas “em sinal de respeito aos munícipes, para que não fiquem esperando, sem perspectivas de atendimento para aquele dia” e que elas são distribuídas segundo capacidade de atendimento de cada local.

COMO FUNCIONA
Vale lembrar que a Frente Social de Trabalho andreense oferece postos para pessoas em situação de vulnerabilidade ou risco social. Estão disponíveis vagas nas áreas de zeladoria e limpeza, entre outras. A carga horária é de oito horas, sendo duas destinadas à realização de cursos profissionalizantes. Atualmente, são 300 chances disponíveis – sendo 5% para pessoas com deficiência –, todavia, a gestão assegura que são mais de 2.000 oportunidades ao todo, conforme necessidade de reposição das vagas. As inscrições vão até o dia 21 em 31 equipamentos da cidade. Os interessados devem comparecer munidos de documento oficial com foto e número de CPF.

A seleção será feita de acordo de acordo com a pontuação obtida, segundo critérios socioeconômicos, tais como fator de dependência familiar, renda familiar per capita, escolaridade, entre outros.

Podem participar do programa maiores de 18 anos, que residam em Santo André há mais de dois anos e estejam desempregados há mais de seis meses. Também devem pertencer à família cuja renda mensal per capta seja igual ou menor que metade do salário mínimo (atualmente em R$ 937), além de estar em dia com os direitos civis, políticos e eleitorais. Os selecionados terão auxílio de um salário mínimo, cesta básica, refeição no local de trabalho, ajuda de custo integral para transporte público e seguro para acidentes pessoais. O contrato é de um ano, podendo ser renovado por mais dois ou três anos. 



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