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Longa-metragem ‘O Paciente’, que estreia quinta nos cinemas, mostra os últimos dias de Tancredo Neves


Miriam Gimenes

11/09/2018 | 07:22


Um dia antes de assumir a presidência da república, Tancredo Neves estava ansioso. A uma ‘plateia’ formada por familiares e funcionários, ensaiou o discurso inaugural daquele que seria o governo da redemocratização do País, que ‘voltava a sorrir’ após 21 anos de Ditadura Militar. Mas uma dor abdominal dilacerante o levou a ser internado às pressas e assim começou seu calvário.

Este é o enredo do filme O Paciente – O Caso de Tancredo Neves, que estreia quinta-feira nos cinemas. Com direção de Sérgio Rezende, a trama é baseada no livro homônimo de Luis Mir, que escreveu a publicação após se debruçar no prontuário médico do político mineiro em suas passagens pelo Hospital de Base de Brasília e depois Instituto do Coração, em São Paulo, onde morreu, aos 75 anos, em 21 de abril de 1985. <EM>

Tancredo, que no longa é interpretado de forma genial por Othon Bastos, foi eleito de forma indireta, mas firmou com o povo brasileiro o compromisso e suceder o general Figueiredo e restaurar a democracia. Ao se ver impossibilitado de cumprir tal ‘promessa’, tentou de todas as formas impedir a sua internação, a princípio em razão de uma apendicite.

E esse clima de desespero, não só dele, como também da família, liderada com pulso firme por Risoleta Neves (Esther Goes), políticos e a população, toma conta do longa, que mais parece um diário dos últimos dias do paciente. “A internação do presidente no Hospital de Base de Brasília sacudiu o País. É importante a gente olhar para esse momento da história, pois acredito que tenha sido determinante para o cenário político atual. É a história do nosso País e é importante entendê-la para mudá-la”, sugere Sergio Rezende. Em uma das passagens, há a recriação fiel da polêmica foto de Tancredo com a equipe médica, já que muitos acreditavam que ele já estaria morto.

Uma briga de egos, principalmente entre os médicos – vale chamar atenção para uma das principais cenas do filme, em que inúmeros políticos exigem estar na sala da primeira cirurgia das cinco que foi submetido, para terem ‘em primeira’ mão notícias do presidente’ – acabaram por ceifar, de verdade, a vida do presidente, após mais de 30 dias de internação. “Tancredo Neves uniu o Brasil em dois momentos: na esperança da democracia e na tragédia de sua morte, cujas circunstâncias jamais foram totalmente esclarecidas”. Se as teorias da conspiração falavam até de assassinato, o longa deixa claro que, na verdade, o que ocasionou sua partida foi uma sucessão de erros médicos. “Ele poderia ter tomado posse. Não havia sangramento, não havia urgência, ele foi mal diagnosticado”, sentencia o autor do livro, Luis Mir. Não à toa, na lápide do político mineiro, no cemitério em São João del-Rei, estão as inscrições: ‘Aqui jaz, muito a contragosto, Tancredo de Almeida Neves’.  



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