Política

Mauá precisa de paz


Liminar concedida ontem à tarde pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, permite ao prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), reassumir o cargo, do qual está afastado desde 9 de maio, quando foi preso em flagrante pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Prato Feito, por não conseguir explicar a origem de R$ 87 mil encontrados em sua residência. A decisão do STF é mais um capítulo na turbulenta novela em que se transformou a administração mauaense, que hoje se encontra muito próxima do colapso.

A posse como prefeita de Alaíde Damo (MDB), na esteira da prisão de Atila, jogou o município no fundo do poço. A cidade vive em estado de calamidade financeira, decretado porque não há dinheiro em caixa para pagar as despesas mais elementares. A GCM (Guarda Civil Municipal), por exemplo, só não está parada porque a vizinha São Bernardo emprestou dez viaturas para a corporação.

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Boa parte da energia da gestão capitaneada pela emedebista foi gasta em expurgar aliados de Atila apinhados na Prefeitura. Assim, restou pouco tempo para administrar a cidade. Espera-se que o socialista, ao retomar o assento, aja com a razão, não com o fígado. O eleitor, que apostou na dupla para tirar Mauá do atoleiro em que foi metida pela péssima gestão do então petista Donisete Braga, merece que todos os esforços sejam feitos para recolocar o município nos trilhos.

As primeiras declarações do presidente da Câmara e pai de Atila, Admir Jacomussi (PRP), de que a volta do grupo ao comando do Executivo não vai ser conduzida por “vingança”, é bom sinal. A retomada da administração depende de serenidade. Dividida politicamente, a cidade desperdiçou praticamente um ano inteiro de trabalho. Não pode se dar ao luxo de perder mais um. Tudo o que os moradores desejam, não há nenhuma dúvida disso, é que o prefeito, seja ele quem for, governe despido de vaidades e com o propósito de implantar o que foi prometido em campanha. Chega de picuinhas. Mauá é muito mais importante que qualquer disputa política.

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