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Desembargador ocupará Pasta de Educação do governo estadual

Rovena Rosa/Abr Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

José Renato Nalini, que é ex-presidente do TJ-SP, terá desafio da reorganização pela frente


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

23/01/2016 | 07:00


O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou ontem, durante evento na cidade de Santo Anastácio, no Interior, o ex-presidente do TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) José Renato Nalini, 70 anos, como secretário de Estado da Educação. A Pasta estava sem titular desde o dia 4 de dezembro, quando Herman Voorwald pediu demissão do cargo após Alckmin suspender a reorganização da rede estadual, que entraria em vigor neste ano, mas causou polêmica e deve ser debatida novamente ao longo de 2016. Nalini só se pronunciará quando a nomeação for publicada no Diário Oficial. 

O recém-nomeado secretário aposentou-se do TJ-SP em dezembro. Formado em Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade de Direito da PUC-Campinas, é mestre e doutor em Direito Constitucional pela Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo). O desembargador também é professor universitário e leciona desde 1969.

O fato de ser nome atuante no Judiciário traz insegurança a militantes da área da Educação. “Não temos informações precisas sobre o novo secretário, mas já sabemos que ele não tem conhecimento sobre a rede de Educação básica. Esse fato, para nós, é algo desagradável”, disse o integrante da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) em Mauá Wanderlei Aparecido Moreira.

“Nossa avaliação preliminar indica que ele não tem experiência alguma com o setor. Outro ponto que nos deixa preocupados é que quando ele estava no TJ, deu declarações de que é contra a greve do servidor público e que o perfil dele é bem rígido, muitas vezes até sem diálogo”, falou o diretor estadual da Apeoesp, Paulo José das Neves.

Apesar do receio, o TJ, na gestão de Nalini, não bateu de frente com a causa estudantil. Na ocasião em que alunos ocuparam escolas contra a reorganização que pretendia fechar 94 prédios e transferir 311 mil estudantes, o TJ negou o pedido do governador para a reintegração de posse das unidades ocupadas e convocou reuniões de conciliação entre as partes envolvidas.

Para o doutor em Educação e professor da Faculdade de Educação da USP Ocimar Alavarse, um dos principais desafios do novo secretário será recuperar a capacidade de interlocução da Pasta. “Em 2015, durante a greve dos professores e o processo de reorganização das escolas, essa característica ficou de fora. Ele terá de recuperar o diálogo, ainda mais não sendo da área.”

Alavarse vê como um agravante o fato de Nalini assumir o cargo quase no início do ano letivo. “A secretaria ficou dezembro e boa parte de janeiro sem responsável e quem vive na área da Educação escolar sabe que esses são meses muito importantes para definição de atividades do ano letivo. Ele assumirá praticamente em fevereiro e diante de quadro de desgaste profundo da Secretaria de Educação.” 



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Desembargador ocupará Pasta de Educação do governo estadual

José Renato Nalini, que é ex-presidente do TJ-SP, terá desafio da reorganização pela frente

Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

23/01/2016 | 07:00


O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou ontem, durante evento na cidade de Santo Anastácio, no Interior, o ex-presidente do TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) José Renato Nalini, 70 anos, como secretário de Estado da Educação. A Pasta estava sem titular desde o dia 4 de dezembro, quando Herman Voorwald pediu demissão do cargo após Alckmin suspender a reorganização da rede estadual, que entraria em vigor neste ano, mas causou polêmica e deve ser debatida novamente ao longo de 2016. Nalini só se pronunciará quando a nomeação for publicada no Diário Oficial. 

O recém-nomeado secretário aposentou-se do TJ-SP em dezembro. Formado em Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade de Direito da PUC-Campinas, é mestre e doutor em Direito Constitucional pela Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo). O desembargador também é professor universitário e leciona desde 1969.

O fato de ser nome atuante no Judiciário traz insegurança a militantes da área da Educação. “Não temos informações precisas sobre o novo secretário, mas já sabemos que ele não tem conhecimento sobre a rede de Educação básica. Esse fato, para nós, é algo desagradável”, disse o integrante da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) em Mauá Wanderlei Aparecido Moreira.

“Nossa avaliação preliminar indica que ele não tem experiência alguma com o setor. Outro ponto que nos deixa preocupados é que quando ele estava no TJ, deu declarações de que é contra a greve do servidor público e que o perfil dele é bem rígido, muitas vezes até sem diálogo”, falou o diretor estadual da Apeoesp, Paulo José das Neves.

Apesar do receio, o TJ, na gestão de Nalini, não bateu de frente com a causa estudantil. Na ocasião em que alunos ocuparam escolas contra a reorganização que pretendia fechar 94 prédios e transferir 311 mil estudantes, o TJ negou o pedido do governador para a reintegração de posse das unidades ocupadas e convocou reuniões de conciliação entre as partes envolvidas.

Para o doutor em Educação e professor da Faculdade de Educação da USP Ocimar Alavarse, um dos principais desafios do novo secretário será recuperar a capacidade de interlocução da Pasta. “Em 2015, durante a greve dos professores e o processo de reorganização das escolas, essa característica ficou de fora. Ele terá de recuperar o diálogo, ainda mais não sendo da área.”

Alavarse vê como um agravante o fato de Nalini assumir o cargo quase no início do ano letivo. “A secretaria ficou dezembro e boa parte de janeiro sem responsável e quem vive na área da Educação escolar sabe que esses são meses muito importantes para definição de atividades do ano letivo. Ele assumirá praticamente em fevereiro e diante de quadro de desgaste profundo da Secretaria de Educação.” 

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