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Maioria das áreas segue contaminada

Cetesb já identificou 316 locais contaminados, dos
quais 234 ainda continuam poluindo meio ambiente


Cadu Proieti
Do Diário do Grande ABC

18/04/2012 | 07:00


Nos últimos dez anos, a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) identificou 316 áreas contaminadas no Grande ABC. Dessas, 234 continuam poluindo o meio ambiente. Isso significa que, a cada quatro pontos notificados, três ainda despejam elementos químicos no solo.

Os dados constam do relatório anual divulgado pela Cetesb ontem, referente a 2011. Do total de áreas, 54 receberam remediação e passam por monitoramento e outros 28 locais já foram reabilitados.

Os pontos identificados com contaminação devem, obrigatoriamente, passar por trabalho de recuperação ambiental. Os proprietários têm prazo de três anos e meio para atingir o índice de remediação considerado ideal pela estatal. Em seguida, a área passa pela fase de monitoramento, que dura um ano e meio.

Se após todo o processo o local estiver livre de agentes poluidores, é listado como reabilitado. Aqueles que não cumprem o prazo são multados pela companhia. Dependendo do nível de contaminação, a área pode ser lacrada.

"O processo é demorado. Em alguns casos prorrogamos o prazo, quando dificuldades técnicas são comprovadas. Um exemplo é quando a geologia da área impossibilita a entrada dos tubos no solo. Isso acaba atrasando alguns procedimentos", relatou Elton Gloeden, gerente do Departamento de Áreas Contaminadas da Cetesb.

REABILITADOS
Na comparação com 2010, o número de locais contaminados que foram reabilitados aumentou de 18 para 28 em 2011, resultando em crescimento de 55%. "Isso é algo significativo, porque mostra que alguns processos iniciados há anos estão sendo concluídos", explicou Gloeden.

O gerente da estatal também entende como positivo o aumento no número de áreas contaminadas, de 215 para 234. "Nosso mapeamento é contínuo. Então, a tendência é este número crescer sempre."

Os terrenos são identificados pela Cetesb através de vistorias em locais com histórico de contaminação, fiscalização obrigatória para emissão de licença ambiental, além de denúncias e reclamações da população.

POSTOS
Dos 316 espaços listados no relatório de áreas contaminadas e reabilitadas da Cetesb, 219 são postos de combustível, sendo equivalente a 69,3%. De acordo com Gloeden, antigamente, o sistema de armazenagem deste tipo de estabelecimento era precário. Com isso, o número de contaminação identificada é maior.

Região possui três terrenos em estado crítico

 


No Grande ABC existem três áreas contaminadas consideradas críticas pela Cetesb. O Conjunto Residencial Barão de Mauá, em Mauá, a Indústrias Químicas Matarazzo, São Caetano, e o Jardim das Oliveiras, em São Bernardo, enquadram-se nos locais onde há risco à população e, por isso, é necessário procedimento de gerenciamento diferenciado.

 

 

"Estas áreas possuem contaminações enormes, atingindo águas subterrâneas profundas, com expressiva quantidade de elementos químicos. São casos de difícil remediação. É preciso cuidado especial, porque afeta diretamente o cotidiano das pessoas que vivem no entorno", relatou Elton Gloeden, gerente do Departamento de Áreas Contaminadas, da Cetesb.

Conjunto Residencial Barão de Mauá foi construído em terreno pertencente à empresa de amortecedores Cofap. No local funcionava aterro clandestino de resíduos sólidos industriais. Nem todos os edifícios foram erguidos sobre os poluentes. Em abril de 2000, operário que realizava manutenção em uma bomba das caixas-d'água subterrâneas do condomínio morreu após explosão causada pela alta concentração de gases.

A Indústrias Químicas Matarazzo iniciou atividades em São Caetano em 1932, possuindo como atividades principais a fabricação de componentes químicos, que ocasionaram em grande volume de contaminação no solo. Desde 1987, nenhum trabalho é exercido no local, estando a maioria dos galpões demolidos.

O assentamento irregular Jardim das Oliveiras, situado em área de proteção aos mananciais, foi ocupado sobre antigo lixão de resíduos industriais no início dos anos 1990. O terreno abriga cerca de 800 famílias. A situação do local está sendo resolvida na Justiça.



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