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Ribeirão: testemunhas sobre desvio de adubo não depõem


Gislayne Jacinto
Do Diário do Grande ABC

23/02/2003 | 19:00


A promotora de Justiça Criminal de Ribeirão Pires Thelma Thais Cavarzere disse ter estranhado o fato de o vice-prefeito da cidade, Jair Diniz (PT), e outras quatro testemunhas de acusação – que são servidores da Prefeitura – não terem comparecido em audiência marcada para a semana passada no Fórum. As testemunhas seriam ouvidas no caso que investiga denúncia contra Diniz por suposto desvio de sacos de adubo da Prefeitura em 2000, quando ele ocupava interinamente o cargo de prefeito. A denúncia é de que o adubo foi para a sua residência.

Segundo a promotora, o vice-prefeito não justificou a ausência. Das cinco testemunhas, compareceu somente uma delas. A promotora disse que as outras quatro testemunhas serão intimadas para ir ao Fórum no dia 1º de abril, às 15h50. Segundo Thelma, se elas não forem depor correm o risco até de serem presas. “A Justiça já determinou a condução coercitiva dos quatro funcionários para a próxima audiência, no dia 1º de abril”, afirmou Thelma.

“Se não há nada a esconder, porque não vieram com tranqüilidade dizer a verdade perante o juiz? Do que é que eles estão fugindo?”, afirmou a promotora, que pede a condenação de Diniz a uma pena que vai de dois a 12 anos de reclusão. “Uma condenação criminal viabiliza a posterior propositura de ação civil pública que processe o vice-prefeito por improbidade administrativa”, disse a promotora. Se isso ocorrer, o vice-prefeito pode perder os direitos políticos.

As testemunhas que não compareceram na audiência são Jaime Dias dos Santos, Vander Cardoso Silva, Paulo Rodrigues Simões e José Joaquim da Silva. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, com exceção de Simões, que não foi localizado, os demais servidores afirmaram que não foram intimados.

A promotora disse que o ofício requisitando o comparecimento à audiência foi encaminhado à Prefeitura para que ela os comunicasse. O ofício, segundo ela, é o de número 4.268/02.

O vice-prefeito informou, por meio da assessoria de imprensa, que não vai se posicionar e indicou o seu advogado, Daniel Escudeiro, para falar do assunto. O advogado afirmou que Diniz não compareceu à audiência porque, na ocasião, “não se sentiu bem”. “Eu recomendei que ele não fosse já, que o fato não repercute em prejuízo nenhum. O fato de não ter comparecido não prejudica o andamento do processo. Isso vai ser justificado no processo no momento oportuno”, disse o advogado. “Meu cliente é inocente e não praticou crime nenhum. Isso vai ser bem comprovado.”

A promotora afirmou que o único a depor no último dia 13 foi o ex-assessor do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra José Aparecido da Silva, o denunciante. Ele denunciou que dois servidores da Prefeitura teriam entregue na residência do vice-prefeito oito sacos de adubo. Eles teriam sido levados na Kombi placa BFW 2015, no início de setembro de 2000. No processo, constam 13 fotos.

Thelma afirmou que José Aparecido, durante a audiência, disse que sofreu ameaças de morte e ofertas de dinheiro depois de ter trazido o caso a público, e que a sua família teve de deixar Ribeirão Pires. Ele não foi localizado para falar do assunto.



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Ribeirão: testemunhas sobre desvio de adubo não depõem

Gislayne Jacinto
Do Diário do Grande ABC

23/02/2003 | 19:00


A promotora de Justiça Criminal de Ribeirão Pires Thelma Thais Cavarzere disse ter estranhado o fato de o vice-prefeito da cidade, Jair Diniz (PT), e outras quatro testemunhas de acusação – que são servidores da Prefeitura – não terem comparecido em audiência marcada para a semana passada no Fórum. As testemunhas seriam ouvidas no caso que investiga denúncia contra Diniz por suposto desvio de sacos de adubo da Prefeitura em 2000, quando ele ocupava interinamente o cargo de prefeito. A denúncia é de que o adubo foi para a sua residência.

Segundo a promotora, o vice-prefeito não justificou a ausência. Das cinco testemunhas, compareceu somente uma delas. A promotora disse que as outras quatro testemunhas serão intimadas para ir ao Fórum no dia 1º de abril, às 15h50. Segundo Thelma, se elas não forem depor correm o risco até de serem presas. “A Justiça já determinou a condução coercitiva dos quatro funcionários para a próxima audiência, no dia 1º de abril”, afirmou Thelma.

“Se não há nada a esconder, porque não vieram com tranqüilidade dizer a verdade perante o juiz? Do que é que eles estão fugindo?”, afirmou a promotora, que pede a condenação de Diniz a uma pena que vai de dois a 12 anos de reclusão. “Uma condenação criminal viabiliza a posterior propositura de ação civil pública que processe o vice-prefeito por improbidade administrativa”, disse a promotora. Se isso ocorrer, o vice-prefeito pode perder os direitos políticos.

As testemunhas que não compareceram na audiência são Jaime Dias dos Santos, Vander Cardoso Silva, Paulo Rodrigues Simões e José Joaquim da Silva. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, com exceção de Simões, que não foi localizado, os demais servidores afirmaram que não foram intimados.

A promotora disse que o ofício requisitando o comparecimento à audiência foi encaminhado à Prefeitura para que ela os comunicasse. O ofício, segundo ela, é o de número 4.268/02.

O vice-prefeito informou, por meio da assessoria de imprensa, que não vai se posicionar e indicou o seu advogado, Daniel Escudeiro, para falar do assunto. O advogado afirmou que Diniz não compareceu à audiência porque, na ocasião, “não se sentiu bem”. “Eu recomendei que ele não fosse já, que o fato não repercute em prejuízo nenhum. O fato de não ter comparecido não prejudica o andamento do processo. Isso vai ser justificado no processo no momento oportuno”, disse o advogado. “Meu cliente é inocente e não praticou crime nenhum. Isso vai ser bem comprovado.”

A promotora afirmou que o único a depor no último dia 13 foi o ex-assessor do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra José Aparecido da Silva, o denunciante. Ele denunciou que dois servidores da Prefeitura teriam entregue na residência do vice-prefeito oito sacos de adubo. Eles teriam sido levados na Kombi placa BFW 2015, no início de setembro de 2000. No processo, constam 13 fotos.

Thelma afirmou que José Aparecido, durante a audiência, disse que sofreu ameaças de morte e ofertas de dinheiro depois de ter trazido o caso a público, e que a sua família teve de deixar Ribeirão Pires. Ele não foi localizado para falar do assunto.

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