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Pequim é obrigado a agir com prudência em Taiwan


Do Diário do Grande ABC

19/03/2000 | 15:10


O regime chinês deu fim a seu discurso beligerante depois da vitória registrada neste sábado pelo candidato separatista Chen Shui-bian nas eleiçoes presidenciais taiuanesas, constaram neste domingo os analistas.

Depois de multiplicar nos últimos dias as advertências aos eleitores de Taiwan, Pequim reagiu com moderaçao à vitória de Chen, evitando fechar as portas para o diálogo.

A China se dispoe a "escutar o que o novo dirigente de Taiwan tem a dizer, observar o que fará e ver para onde vai conduzir as relaçoes entre ambos os lados do estreito de Taiwan", indicou ontem o regime comunista, em um comunicado oficial. "A reaçao chinesa é mais positiva do que se podia esperar", declarou David Zweig, da Universidade de Ciências e Tecnologias de Hong Kong. "A China adotou uma atitude de espera e observaçao".

Os especialistas enfatizam que as reiteradas ameaças de intervir militarmente contra Taiwan tiveram um efeito contrapruducente para Pequim. "Agora tudo dependerá de de Chen Shui-bian", advertiu Guo Zhenyan, professor do Instituto Chinês de Estudos Internacionais, um organismo subordinado ao governo chinês.

Eleiçao - Taiwan se afastou um pouco mais da China depois da histórica vitória deste sábado. A eleiçao do separatista Chen Shui-bian marca uma mudança histórica para a pequena ilha de Taiwan, dominada até agora pelo todo-podoros Kuomintang, o partido nacionalista no poder há meio século.

A imprensa local, em sua totalidade, saudou a maturidade dos taiuaneses, que levaram a oposiçao até a presidência, ignorando as ameaças chinesas. "Nao temos medo das ameaças de Pequim. A vitória de Chen prova a integridade e a coragem do povo taiuanês", manifestou ontem à noite ante uma multidao exultante um direigente do Partido Democrático e Progressista (DDP) de Chen.

"Um verdadeiro nacionalismo taiuanês está a ponto de nascer", avaliou Jean-Pierre Cabestan, diretor do Centro Francês de Estudos sobre a China Contemporânea, radicado en Hong Kong. Um nacionalismo ambígüo, à imagem e semelhança da vitória de Chen, seu credo e seus eleitores.

A maioria dos taiuaneses, no entanto, é favorável à manutençao do atual statu quo com Pequim, e rejeitam qualquer iniciativa, incluindo uma declaraçao de independência, que poderia provocar uma guerra com a China.

Mas agora Chen é um presidente com um apoio relativo de pelo menos 40% dos votos, observaram muitos jornais de Taipé.

Consciente da situaçao, Chen já anunciou que renuncia a qualquer atividade de seu partido para ser presidente de todos os taiwaneses. Uma decisao indispensável, que o deixa de maos livres para definir sua atitude em relaçao à China.

Em seu primeiro discurso neste sábado, o presidente eleito rejeitou tacitamente o conceito "um país, dois sistemas" proposto por Pequim para conseguir a reunificaçao de Taiwan com a "pátria-mae" China.



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