Fechar
Publicidade

Sábado, 30 de Maio

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

MP desconfia do tamanho
da mala roubada na Sosp

Vídeo do sistema de segurança mostra objeto que confronta
relato; tamanho é considerado incomum para um notebook


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

05/11/2011 | 07:06


Após análise do sistema de segurança interno do estacionamento Multipark, nas dependências da Secretaria de Obras e Serviços Públicos de Santo André, o Ministério Público concluiu que a mala roubada, pertencente ao empresário Alberto Jorge Filho, proprietário da construtora São José, tem tamanho desproporcional com a relatada durante o depoimento. O tamanho do objeto é considerado incomum pela promotoria para comportarr um notebook. A mala é grande, esportiva e com alças longas.

O MP investiga o caso para averiguar se o crime contém conotação de corrupção contra a administração pública. O construtor compareceu ao local para reunião com o secretário de Obras, Alberto Casalinho, e alegou, na oitiva, que tentava desembaraçar documentação de empreendimento imobiliário comercial e residencial na Avenida Industrial, 780, no qual a empresa São José está envolvida. De acordo com Alberto Jorge, ele carregava um laptop e R$ 3.000 para despesas pessoais. Porém, oito pessoas disseram ao MP ter ouvido que o valor do roubo girou em torno de R$ 70 mil.

Outra percepção da promotoria condiz com a preocupação insólita de Casalinho ao obter ciência do assalto. Apesar de no início das investigações afirmar que nem conhecia a vítima e não saber se a pessoa iria ao departamento de Obras, o secretário aparece na gravação, logo após o roubo, interessado no episódio e sobe, na sequência, junto com o construtor para a secretaria. A contradição entre o empresário e o titular da Pasta, segundo o MP, é uma das principais incoerências no processo. A relação só foi constatada depois de o empresário revelar que conversou "centenas" de vezes com Casalinho.

Jorge Filho justificou que a razão do encontro seria para atenuar a contrapartida requerida pela Prefeitura de Santo André para que sua empresa pudesse viabilizar a obra, hoje ainda com pendência de regularização, principalmente devido à suspeita de contaminação do terreno. A estimativa da contrapartida diante do empreendimento ficaria em R$ 2,250 milhões.

A promotoria informou que vai continuar normalmente as diligências, mesmo com a tentativa do secretário em brecar as investigações. Casalinho entrou na Justiça com pedido de habeas corpus, mediante liminar, para interromper os depoimentos, sob a alegação de que tem sofrido constrangimento de sua imagem e violação de privacidade. Entretanto, o Tribunal de Justiça inviabilizou a solicitação. O mérito do caso será julgado em aproximadamente três meses.

Segundo o MP, o próximo passo é analisar extrato bancário e conta telefônica do construtor e averiguar as motivações de uma Land Rover, pertencente ao sócio de Jorge Filho, retornar ao local com segurança oito dias após o assalto, demonstrando situação comprometedora.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

MP desconfia do tamanho
da mala roubada na Sosp

Vídeo do sistema de segurança mostra objeto que confronta
relato; tamanho é considerado incomum para um notebook

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

05/11/2011 | 07:06


Após análise do sistema de segurança interno do estacionamento Multipark, nas dependências da Secretaria de Obras e Serviços Públicos de Santo André, o Ministério Público concluiu que a mala roubada, pertencente ao empresário Alberto Jorge Filho, proprietário da construtora São José, tem tamanho desproporcional com a relatada durante o depoimento. O tamanho do objeto é considerado incomum pela promotoria para comportarr um notebook. A mala é grande, esportiva e com alças longas.

O MP investiga o caso para averiguar se o crime contém conotação de corrupção contra a administração pública. O construtor compareceu ao local para reunião com o secretário de Obras, Alberto Casalinho, e alegou, na oitiva, que tentava desembaraçar documentação de empreendimento imobiliário comercial e residencial na Avenida Industrial, 780, no qual a empresa São José está envolvida. De acordo com Alberto Jorge, ele carregava um laptop e R$ 3.000 para despesas pessoais. Porém, oito pessoas disseram ao MP ter ouvido que o valor do roubo girou em torno de R$ 70 mil.

Outra percepção da promotoria condiz com a preocupação insólita de Casalinho ao obter ciência do assalto. Apesar de no início das investigações afirmar que nem conhecia a vítima e não saber se a pessoa iria ao departamento de Obras, o secretário aparece na gravação, logo após o roubo, interessado no episódio e sobe, na sequência, junto com o construtor para a secretaria. A contradição entre o empresário e o titular da Pasta, segundo o MP, é uma das principais incoerências no processo. A relação só foi constatada depois de o empresário revelar que conversou "centenas" de vezes com Casalinho.

Jorge Filho justificou que a razão do encontro seria para atenuar a contrapartida requerida pela Prefeitura de Santo André para que sua empresa pudesse viabilizar a obra, hoje ainda com pendência de regularização, principalmente devido à suspeita de contaminação do terreno. A estimativa da contrapartida diante do empreendimento ficaria em R$ 2,250 milhões.

A promotoria informou que vai continuar normalmente as diligências, mesmo com a tentativa do secretário em brecar as investigações. Casalinho entrou na Justiça com pedido de habeas corpus, mediante liminar, para interromper os depoimentos, sob a alegação de que tem sofrido constrangimento de sua imagem e violação de privacidade. Entretanto, o Tribunal de Justiça inviabilizou a solicitação. O mérito do caso será julgado em aproximadamente três meses.

Segundo o MP, o próximo passo é analisar extrato bancário e conta telefônica do construtor e averiguar as motivações de uma Land Rover, pertencente ao sócio de Jorge Filho, retornar ao local com segurança oito dias após o assalto, demonstrando situação comprometedora.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;