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Projeto muda e obra de ginásio pára em Mauá


Rodrigo Cipriano
Do Diário do Grande ABC

29/01/2005 | 16:09


Uma suposta falha no projeto paralisou as obras do ginásio de esportes de Mauá, o poliesportivo Celso Daniel, inaugurado a toque de caixa em 30 de dezembro passado pelo ex-prefeito Oswaldo Dias (PT). Segundo a Prefeitura e a Engevil, empreiteira responsável pela construção, a quantidade de material de construção prevista para a obra foi subdimensionada. A obra consumiu mais recursos do que a previsão do contrato inicial. A GPA, que projetou o poliesportivo, nega. Por conta do impasse, o centro está inacabado e não há previsão de quando as obras serão retomadas.

No ginásio, o cenário é de abandono. Sacos de cimento estão empilhados sob uma escadaria nos fundos do poliesportivo. Um espaço que deveria ser ocupado por um jardim, está tomado por entulho e um rastro de lixo. Mesmo inacabado, o centro inacabado foi entregue à população.

No entanto, para que os moradores da cidade efetivamente desfrutem da estrutura existente, há muito a ser feito. Apesar de a Prefeitura ter investido R$ 4,9 milhões na construção do poliesportivo – a obra estava orçada inicialmente em R$ 3,9 milhões – ainda falta concluir a pintura. As duas piscinas estão prontas mas não foi instalada a fiação elétrica.

“Desde a semana passada fazemos um levantamento detalhado do que falta ser feito no ginásio”, diz o secretário de Obras de Mauá, Admir Jacomussi. O estudo deve ser finalizado na segunda semana de fevereiro, após o Carnaval. O mesmo levantamento estaria sendo realizado pela empreiteira Engevil, segundo o secretário. “Por enquanto, não sabemos sequer quanto vai custar a conclusão da obra do centro”, diz Jacomussi.

A empresa de arquitetura GPA, responsável pelo projeto, também foi chamada pela Prefeitura a prestar esclarecimentos sobre as supostas falhas no planejamento do ginásio poliesportivo. Em 2003, a empresa apresentou a estrutura na quinta edição da Bienal Internacional de Arquitetura e Design.

Segundo a GPA, foram realizadas mudanças que não constam do projeto original. A empresa, no entanto, não soube informar se teria sido a Engevil quem promoveu as mudanças ou se o pedido partido da Secretaria de Obras de Mauá. A GPA não revela quais teriam sido essas alterações, mas garante que não foram submetidas à consulta prévia da empresa. Por isso, não se sente responsabilizada pelas supostas falhas.

Procurado pela reportagem, o vereador José Luiz Cassimiro (PT), ex-secretário de Governo de Oswaldo Dias e ex-líder do PT na Câmara, não quis se pronunciar sobre o assunto. A atual gestão, do liberal Diniz Lopes, afirma que vai resolver o impasse na Justiça.

A ação, movida pela Prefeitura de Mauá, apura o responsável pela paralisação das obras do poliesportivo. Segundo o advogado Márcio Camarosano, especialista em administração pública, a Prefeitura deve fazer um aditamento no contrato com a empreiteira para exigir a conclusão da obra. Com isso, Mauá arcaria com todos os custos de procedimentos e materiais que a medida acarretaria.

Esta não é a primeira vez que a Prefeitura de Mauá tem de fazer aditamento de contrato por conta de mudanças no projeto. Quando construiu o viaduto que liga a praça 22 de Novembro à avenida Capitão João a obra ficou R$ 1 milhão mais cara do que previsto originalmente. Ao todo, foram gastos R$ 4 milhões. A obra teve início em 2001 com entrega prevista para maio de 2002. Só em abril de 2003 o acesso ficou pronto. Um erro no projeto de engenharia – que subdimensionou a quantidade de ferro necessária – foi responsável pelo atraso e encarecimento da obra. Quando as obras já tinham sido iniciadas, foi necessário mudar o projeto.



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Projeto muda e obra de ginásio pára em Mauá

Rodrigo Cipriano
Do Diário do Grande ABC

29/01/2005 | 16:09


Uma suposta falha no projeto paralisou as obras do ginásio de esportes de Mauá, o poliesportivo Celso Daniel, inaugurado a toque de caixa em 30 de dezembro passado pelo ex-prefeito Oswaldo Dias (PT). Segundo a Prefeitura e a Engevil, empreiteira responsável pela construção, a quantidade de material de construção prevista para a obra foi subdimensionada. A obra consumiu mais recursos do que a previsão do contrato inicial. A GPA, que projetou o poliesportivo, nega. Por conta do impasse, o centro está inacabado e não há previsão de quando as obras serão retomadas.

No ginásio, o cenário é de abandono. Sacos de cimento estão empilhados sob uma escadaria nos fundos do poliesportivo. Um espaço que deveria ser ocupado por um jardim, está tomado por entulho e um rastro de lixo. Mesmo inacabado, o centro inacabado foi entregue à população.

No entanto, para que os moradores da cidade efetivamente desfrutem da estrutura existente, há muito a ser feito. Apesar de a Prefeitura ter investido R$ 4,9 milhões na construção do poliesportivo – a obra estava orçada inicialmente em R$ 3,9 milhões – ainda falta concluir a pintura. As duas piscinas estão prontas mas não foi instalada a fiação elétrica.

“Desde a semana passada fazemos um levantamento detalhado do que falta ser feito no ginásio”, diz o secretário de Obras de Mauá, Admir Jacomussi. O estudo deve ser finalizado na segunda semana de fevereiro, após o Carnaval. O mesmo levantamento estaria sendo realizado pela empreiteira Engevil, segundo o secretário. “Por enquanto, não sabemos sequer quanto vai custar a conclusão da obra do centro”, diz Jacomussi.

A empresa de arquitetura GPA, responsável pelo projeto, também foi chamada pela Prefeitura a prestar esclarecimentos sobre as supostas falhas no planejamento do ginásio poliesportivo. Em 2003, a empresa apresentou a estrutura na quinta edição da Bienal Internacional de Arquitetura e Design.

Segundo a GPA, foram realizadas mudanças que não constam do projeto original. A empresa, no entanto, não soube informar se teria sido a Engevil quem promoveu as mudanças ou se o pedido partido da Secretaria de Obras de Mauá. A GPA não revela quais teriam sido essas alterações, mas garante que não foram submetidas à consulta prévia da empresa. Por isso, não se sente responsabilizada pelas supostas falhas.

Procurado pela reportagem, o vereador José Luiz Cassimiro (PT), ex-secretário de Governo de Oswaldo Dias e ex-líder do PT na Câmara, não quis se pronunciar sobre o assunto. A atual gestão, do liberal Diniz Lopes, afirma que vai resolver o impasse na Justiça.

A ação, movida pela Prefeitura de Mauá, apura o responsável pela paralisação das obras do poliesportivo. Segundo o advogado Márcio Camarosano, especialista em administração pública, a Prefeitura deve fazer um aditamento no contrato com a empreiteira para exigir a conclusão da obra. Com isso, Mauá arcaria com todos os custos de procedimentos e materiais que a medida acarretaria.

Esta não é a primeira vez que a Prefeitura de Mauá tem de fazer aditamento de contrato por conta de mudanças no projeto. Quando construiu o viaduto que liga a praça 22 de Novembro à avenida Capitão João a obra ficou R$ 1 milhão mais cara do que previsto originalmente. Ao todo, foram gastos R$ 4 milhões. A obra teve início em 2001 com entrega prevista para maio de 2002. Só em abril de 2003 o acesso ficou pronto. Um erro no projeto de engenharia – que subdimensionou a quantidade de ferro necessária – foi responsável pelo atraso e encarecimento da obra. Quando as obras já tinham sido iniciadas, foi necessário mudar o projeto.

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