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Produção de shiitake ajuda famílias carentes


Valéria Cabrera
Do Diário do Grande ABC

28/02/2004 | 18:49


Uma pequena produção de shiitake – espécie de cogumelo – começou a mudar a vida de 15 famílias carentes de Rio Grande da Serra. Pessoas que estavam sem emprego e não tinham perspectivas aprenderam os detalhes do cultivo do produto num projeto idealizado e financiado pela Prefeitura e agora já têm condições para montar negócios próprios e gerar renda.

O cultivo desse tipo de cogumelo no município começou em abril do ano passado e a primeira colheita já está acontecendo. Em janeiro, foram 200 kg. Essa quantidade deve ser ultrapassada neste mês, segundo os produtores, mas os números ainda não foram fechados. A colheita prosseguirá até maio, quando outras famílias serão selecionadas para começarem uma nova turma.

Dois núcleos de produção foram criados em abril do ano passado, o Caracu e o Rio Pequeno. De acordo com o secretário de Cidadania e Ação Social de Rio Grande da Serra, Carlos Augusto César, o Cafu, as áreas de cultivo foram cedidas para a Prefeitura, que investiu cerca de R$ 17 mil na compra de toras de eucalipto (onde os cogumelos crescem), de sementes e na contratação de um profissional para ensinar as técnicas de plantio. “Hoje, já existem outros dez pontos particulares no município”, disse.

O projeto teve início com 30 famílias. Como o processo é lento – levou oito meses para que os primeiros shiitakes fossem colhidos –, algumas famílias desistiram, permacenendo apenas 15. “No começo, ninguém acreditava no projeto. Nem sabíamos o que era esse tal de shiitake”, contou a dona de casa Maria das Dores Simplício, 54 anos, uma das produtoras mais animadas, ao lado de seu marido, José Roberto Simplício, 59, e da filha Claúdia Simplício, 31.

Além de participar do projeto da Prefeitura, a família deu início a sua própria produção. No quintal da casa onde moram, já existem 600 toras preparadas. Na última sexta-feira, José Roberto começou a construir um barracão para abrigar seu cultivo. “Pretendo ter 12 mil toras em pouco tempo”, afirmou. Cada tora produz uma média de 200 gramas de shiitake.

A filha do casal sabe todos os passos da produção, mas atualmente se dedica a embalar os cogumelos colhidos. “Antes de começar a participar do projeto, estava desempregada, vivendo de bicos. Não tinha motivação para trabalhar, mas agora tudo mudou.”



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Produção de shiitake ajuda famílias carentes

Valéria Cabrera
Do Diário do Grande ABC

28/02/2004 | 18:49


Uma pequena produção de shiitake – espécie de cogumelo – começou a mudar a vida de 15 famílias carentes de Rio Grande da Serra. Pessoas que estavam sem emprego e não tinham perspectivas aprenderam os detalhes do cultivo do produto num projeto idealizado e financiado pela Prefeitura e agora já têm condições para montar negócios próprios e gerar renda.

O cultivo desse tipo de cogumelo no município começou em abril do ano passado e a primeira colheita já está acontecendo. Em janeiro, foram 200 kg. Essa quantidade deve ser ultrapassada neste mês, segundo os produtores, mas os números ainda não foram fechados. A colheita prosseguirá até maio, quando outras famílias serão selecionadas para começarem uma nova turma.

Dois núcleos de produção foram criados em abril do ano passado, o Caracu e o Rio Pequeno. De acordo com o secretário de Cidadania e Ação Social de Rio Grande da Serra, Carlos Augusto César, o Cafu, as áreas de cultivo foram cedidas para a Prefeitura, que investiu cerca de R$ 17 mil na compra de toras de eucalipto (onde os cogumelos crescem), de sementes e na contratação de um profissional para ensinar as técnicas de plantio. “Hoje, já existem outros dez pontos particulares no município”, disse.

O projeto teve início com 30 famílias. Como o processo é lento – levou oito meses para que os primeiros shiitakes fossem colhidos –, algumas famílias desistiram, permacenendo apenas 15. “No começo, ninguém acreditava no projeto. Nem sabíamos o que era esse tal de shiitake”, contou a dona de casa Maria das Dores Simplício, 54 anos, uma das produtoras mais animadas, ao lado de seu marido, José Roberto Simplício, 59, e da filha Claúdia Simplício, 31.

Além de participar do projeto da Prefeitura, a família deu início a sua própria produção. No quintal da casa onde moram, já existem 600 toras preparadas. Na última sexta-feira, José Roberto começou a construir um barracão para abrigar seu cultivo. “Pretendo ter 12 mil toras em pouco tempo”, afirmou. Cada tora produz uma média de 200 gramas de shiitake.

A filha do casal sabe todos os passos da produção, mas atualmente se dedica a embalar os cogumelos colhidos. “Antes de começar a participar do projeto, estava desempregada, vivendo de bicos. Não tinha motivação para trabalhar, mas agora tudo mudou.”

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