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Fundação Sto.André erra e mantém aluno reprovado


Sérgio Vieira
Do Diário do Grande ABC

30/08/2007 | 09:39


A Fundação Santo André, autarquia municipal ligada à Prefeitura, está na mira da oposição na cidade. Uma série de denúncias contra a administração do centro universitário e da gestão financeira tem sido alvo de críticas e pedidos de investigação por parte do vereador Paulinho Serra (PSDB). A maré tem estado tão ruim que até mesmo um aluno, que foi aprovado no ano passado, constava nos registros da universidade como reprovado.

Aprovado no curso de Ciências Econômicas em setembro, Antônio Almeida de Sousa permaneceu durante quase um ano como retido do curso. Nenhum diretor da Fundação Santo André quis falar sobre o assunto. Mas, por meio de nota, a Faeco (Faculdade de Economia) reconheceu o erro, que só foi corrigido após a intervenção do Diário.

“Os dados do referido aluno já foram atualizados e o problema comunicado aos responsáveis pelo setor”, diz, em nota, a Fundação Santo André.

Pelo sistema da faculdade, Sousa constava como reprovado em quatro das seis disciplinas do quarto ano do curso de Ciências Econômicas: Econometria, Economia Brasileira, Política e Planejamento Econômico e Elaboração e Análise de Projetos.

INDIGNAÇÃO

Procurado, o ex-aluno e agora economista demonstrou indignação com o fato. “É um absurdo. Fiz todas as provas e fui aprovado. A faculdade não poderia me deixar tanto tempo como reprovado.”

Sousa alega que, pelo fato de ter sido aprovado no concurso do TCM (Tribunal de Contas do Município) de São Paulo, pediu a antecipação da colação de grau, mesmo faltando cerca de três meses para conclusão do curso. A faculdade confirma a versão. “Os procedimentos foram adotados e tem amparo na Lei de Diretrizes e Bases, artigo 47, parágrafo 2º. Foi constituída banca especial para exame nas quatro disciplinas e apresentada monografia de conclusão do curso”, relata o documento. Mas a Fundação não informou quem integrou a banca nem a nota final obtida por Sousa.

Paulinho Serra agora quer uma comissão para apurar as suspeitas de irregularidades. “É mais um ato de incompetência de uma fundação que pratica tantos desmandos. A Câmara precisa investigar essa instituição. Vamos cobrar isso.”


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Fundação Sto.André erra e mantém aluno reprovado

Sérgio Vieira
Do Diário do Grande ABC

30/08/2007 | 09:39


A Fundação Santo André, autarquia municipal ligada à Prefeitura, está na mira da oposição na cidade. Uma série de denúncias contra a administração do centro universitário e da gestão financeira tem sido alvo de críticas e pedidos de investigação por parte do vereador Paulinho Serra (PSDB). A maré tem estado tão ruim que até mesmo um aluno, que foi aprovado no ano passado, constava nos registros da universidade como reprovado.

Aprovado no curso de Ciências Econômicas em setembro, Antônio Almeida de Sousa permaneceu durante quase um ano como retido do curso. Nenhum diretor da Fundação Santo André quis falar sobre o assunto. Mas, por meio de nota, a Faeco (Faculdade de Economia) reconheceu o erro, que só foi corrigido após a intervenção do Diário.

“Os dados do referido aluno já foram atualizados e o problema comunicado aos responsáveis pelo setor”, diz, em nota, a Fundação Santo André.

Pelo sistema da faculdade, Sousa constava como reprovado em quatro das seis disciplinas do quarto ano do curso de Ciências Econômicas: Econometria, Economia Brasileira, Política e Planejamento Econômico e Elaboração e Análise de Projetos.

INDIGNAÇÃO

Procurado, o ex-aluno e agora economista demonstrou indignação com o fato. “É um absurdo. Fiz todas as provas e fui aprovado. A faculdade não poderia me deixar tanto tempo como reprovado.”

Sousa alega que, pelo fato de ter sido aprovado no concurso do TCM (Tribunal de Contas do Município) de São Paulo, pediu a antecipação da colação de grau, mesmo faltando cerca de três meses para conclusão do curso. A faculdade confirma a versão. “Os procedimentos foram adotados e tem amparo na Lei de Diretrizes e Bases, artigo 47, parágrafo 2º. Foi constituída banca especial para exame nas quatro disciplinas e apresentada monografia de conclusão do curso”, relata o documento. Mas a Fundação não informou quem integrou a banca nem a nota final obtida por Sousa.

Paulinho Serra agora quer uma comissão para apurar as suspeitas de irregularidades. “É mais um ato de incompetência de uma fundação que pratica tantos desmandos. A Câmara precisa investigar essa instituição. Vamos cobrar isso.”

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