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Como a caneta é fabricada?

Usada por milhões de pessoas no mundo, ela passa por muitas máquinas até ficar pronta

Caroline Ropero
Do Diário do Grande ABC
23/06/2013 | 07:00
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A caneta é composta por peças de plástico e metal, que passam por diferentes máquinas até que fique pronta. O tubinho que leva a tinta, por exemplo, é feito de polipropileno, tipo de plástico resistente a substâncias químicas; por isso, é capaz de manter contato com a tinta sem estragar.

Como o polipropileno é sensível ao calor, passa por equipamento que o aquece e o molda até deixá-lo com formato de tubo. Depois, vai para outra máquina que injeta a tinta dentro dele, feita de corantes e solventes (água ou óleo).

O corpo da caneta (tubo maior) também é feito de plástico resistente. Já as tampinhas são fabricadas com poliestireno, outro tipo de plástico flexível e fácil de colorir. Os materiais passam por processos semelhantes ao do tubinho: são aquecidos e moldados até ficarem com a forma desejada.

Tem ainda a esfera (bolinha pequena que fica na ponta) de metal, que passa por máquina para ficar perfeitamente redonda. Depois de pronta, é colocada dentro da pontinha da caneta, de maneira que consiga se mover sem escapar do buraquinho e sem tampá-lo.

Por causa da esfera a caneta leva o nome de esferográfica. Ao escrevermos, a bolinha gira, transferindo a tinta do tubinho para o papel. Assim, se cair e bater a ponta no chão, pode parar de funcionar.

Após serem finalizadas, todas as peças vão para um equipamento que monta a caneta. Monitores ficam de olho para verificar se tudo está dando certo.


Pena era usada para escrever

Há milhares de anos, os egípcios usavam varetas de bambu para escrever. Já os chineses criaram pequenos pincéis. O objeto mais usado no passado, porém, foi a caneta feita de pena de aves (em geral, de gansos). Bastava molhar a ponta na tinta e escrever. A moda durou até o fim do século 19.

Em 1884, o norte-americano Lewis Waterman criou a primeira versão da caneta-tinteiro a ser vendida. Para funcionar, tinha de injetar tinta no pequeno reservatório do objeto. O problema é que costumava vazar, borrar a escrita, além de a tinta secar muito rápido.

No século 19 também surgiu a ideia de usar a caneta com uma esfera na ponta: a esferográfica. Quem aperfeiçoou o invento foi o húngaro Laszlo Josef Biro. Com a ajuda do irmão Georg, que era químico, desenvolveu o objeto, considerado mais prático do que a caneta-tinteiro. Nos anos 1940, a patente (direito sobre o produto) passou a ser do francês Marcel Bich, criador da marca BIC.


Saiba mais

Já viu caneta sem tinta? A Inkless Metal Pen é assim. Feita de metal, tem cor prateada. O risco que produz parece o de lápis, mas não pode ser apagado. É vendida em lojas da Europa e Estados Unidos. Não tem previsão de chegar ao Brasil.

O norte-americano Paul C. Fisher inventou a Caneta Espacial Fisher, capaz de escrever em gravidade zero, de cabeça para baixo e até dentro da água.

A caneta esferográfica chegou ao Brasil no fim dos anos 1940, importada pela loja Galeria das Canetas, em São Paulo. Passou a ser fabricada aqui em 1961.


Luan Cristian Nazaré Martins, 9 anos, de São Caetano, viu num programa de TV que antes de inventarem a caneta esferográfica era comum escrever com penas. “Precisavam molhar a ponta dela na tinta o tempo todo”, explica. O menino tem curiosidade de experimentar o antigo modo de escrever, mas acredita que era mais difícil do que usar as canetas atuais. “Prefiro as de hoje porque têm várias cores.”


Consultoria de Tonny Peixoto, diretor de produção da categoria de papelaria da BIC.
 




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