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Condoleezza Rice pede que Israel tome 'decisõs difíceis'


Do Diário OnLine
Com Agências

06/02/2005 | 18:00


A nova secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, incentivou Israel neste domingo, durante visita a Jerusalém, a tomar "decisões difíceis" para permitir um avanço da paz no Oriente Médio e a criação de um Estado palestino. "Vamos pedir que nossos aliados e amigos em Israel façam com que o Estado hebreu continue tomando decisões difíceis para promover a paz (...) e o surgimento de um Estado palestino democrático", declarou Rice antes de se reunir com o colega israelense Sylvan Shalom.

Rice desembarcou em Jerusalém dois dias de uma reunião de cúpula entre o premiê israelense Ariel Sharon e o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmud Abbas, em Sharm el-Sheikh. "O perído atual é cheio de oportunidades, que deveremos aproveitar", declarou Rice.

No momento, dirigentes israelenses e palestinos acertam os últimos detalhes para a reunião de cúpula de Sharm El-Sheik, onde devem se encontrar o primeiro-ministro israelense Ariel Sharon e Mahmud Abbas, pela primeira vez desde sua eleição como presidente da Autoridade Palestina.

Esta reunião de cúpula será realizada sob o patrocínio do presidente egípcio Hosni Mubarak e na presença do rei da Jordânia, Abdullah II. Será também a primeira reunião deste nível em mais de quatro anos entre dirigentes israelenses e palestinos.

Antes de sua chegada, a Condoleezza Rice garantiu que Washington desempenharia um papel mais ativo no processo de paz no Oriente Médio, depois de uma relativa ausência dos Estados Unidos durante os últimos três anos de vida do líder palestino Yasser Arafat, que morreu em novembro.

Israel e Estados Unidos consideravam Arafat um "obstáculo" para toda solução negociada". Ao contrário de Mahmud Abbas, um moderado favorável ao fim das violência que, ao chegar ao poder, despertou uma corrente de otimismo na região e em Washington. "Chegou claramente a hora de aproveitar esta oportunidade que as partes no conflito nos dão, através do plano de retirada de Gaza e das eleições realizadas nos territórios palestinos", declarou recentemente a Condoleeza Rice.

A secretária de Estado norte-americana referiu-se ao plano de retirada da Faixa de Gaza e das 21 colônias israelense instaladas na região. Para discutir o assunto, Rice reune-se com o presidente israelense Moshé Katzav, depois com Sharon. Na segunda-feira irá aos territórios palestinos para se encontrar com Abbas e o primeiro-ministro Ahmed Qorei.

O último encontro entre um secretário de Estado e um presidente da ANP foi em abril de 2002, quando Colin Powell foi a Ramallah se encontrar com Yasser Arafat. Depois, o líder da OLP passou a ser boicotado pelos Estados Unidos.

Segundo a rádio militar israelense, ainda que Sharon tenha manifestado publicamente sua satisfação com a vista da Condoleezza Rice, também teme que um maior envolvimento de Washington resulte em pressões sobre o estado hebreu. "O primeiro-ministro teme que os Estados Unidos queiram arrancar concessões a Israel para permitir uma aproximação entre Washington e europeus", acrescentou a rádio militar.

Sharon havia expressado suas reservas, sempre segundo a rádio, a uma proposta americana de criar um grupo para administrar crises com o objetivo de garantir a continuidade das negociações de paz, inclusive em caso de explosão de violência.

Um conselheiro afirmou várias vezes que Sharon se opõe à abertura de discussões sobre a aplicação do Mapa da Paz, o plano de paz internacional, antes de Abbas demonstrar na prática que está decidido a "desmantelar e desarmar organizações terroristas", entre elas o Hamas.

Para ilustrar sua boa vontade, Sharon fez uma série de "gestos", como o acordo entre israelenses e palestinos para criar uma comissão encarregada de discutir os critérios de libertação de prisioneiros palestinos depois da reunião de cúpula.

Antes de partir para Jerusalém, Rice encerrou uma visita de dois dias à Turquia, onde multiplicou as garantias em relação à manutenção da unidade iraquiana e a luta contra os separatistas curdos refugiados no Iraque, duas questões sensíveis para os turcos.

"Vamos trabalhar nas dificuldades subjacentes com as quais estamos confrontados. Os amigos às vezes têm diferenças, mas o importante é que concordem que são amigos sempre", declarou Rice durante uma coletiva de imprensa.

"Reitero o compromisso dos Estados Unidos com um Iraque unificado e que esteja em paz com seus vizinhos, um Iraque no qual todos os iraquianos sejam bem-vindos e respeitados", acrescentou.

O ministro turco das Relações Exteriores, Abdullah Gul, que se reuniu com Rice, recebeu favoravelmente estas declarações, tentando minimizar as tensões provocadas pela questão iraquiana e afirmando que a "associação estratégica" Estados Unidos-Turquia continua vigente.

"Acho que vamos seguir de perto as questões que discutimos e vamos fazer consultas muito mais intensas como aliados", afirmou Gul, depois de elogiar a "aliança (turco-norte-americana) que passou por testes através de sua história". Rice quis dar segurança à opinião pública turca, que teme que os curdos iraquianos fundem, se os Estados Unidos não se opuserem, um Estado independente no norte do país, uma situação que poderá reanimar as intenções separatistas de sua própria minoria curda no sudeste anatólio.

Estas preocupações foram reforçadas depois que milhares de curdos expulsos da cidade petroleira de Kirkuk (norte do Iraque) pelo regime de Saddam Hussein foram autorizados a votar nessa cidade, na semana passada.

Contrária a uma tomada de controle da cidade pelos curdos, que poderiam torná-la sua capital, a Turquia também se inquieta com a sorte dos turcomanos de Kirkuk, uma minoria de língua turca, cujos interesses defende ao apoiar um estatuto especial para esta aglomeração multiétnica



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