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Intrusa entre as picapes


Marcelo Monegato
Enviado a Florianópolis

28/04/2010 | 07:00


 

A Peugeot está de volta ao mundo das picapes no Brasil. Após por aqui se aventurar sem muito sucesso com a versão do 504 com caçamba, importada da Argentina na década de 1990 com motor 2.3 diesel, a marca francesa apresentou oficialmente a Hoggar (pronuncia-se ogár), a mais nova integrante da família 207. O modelo chega às concessionárias a partir do dia 15 com preço a partir de R$ 31,4 mil para a versão 1.4 X-Line, de R$ 35.350 para a 1.4 XR - que deverá abocanhar 60% das vendas do modelo - e de R$ 43,5 mil para a 1.6 Escapade. A picape terá três anos de garantia para motor e câmbio.

A Hoggar foi totalmente desenvolvida em solo brasileiro durante três anos - um pouco além do programado -, e terá três opções de acabamento e duas de motor, ambas bicombustíveis: 1.4 8V para X-Line e XR, e 1.6 16V para a topo de linha Escapade. No entanto, seu principal atrativo está no talento para o trabalho. A Hoggar - nome de uma cadeia de montanhas no deserto do Saara, na África - tem a maior caçamba e capacidade de carga útil da categoria, com 1.151 litros e 742 quilos, respectivamente, na opção X-Line - a XR leva 660 quilos e a Escapade, 650 quilos. Destaque para a tampa removível.

A responsabilidade por boa parte desse DNA operário da picapinha é da plataforma híbrida, formada pela parte dianteira do 207 nacional e da traseira da Partner alongada em 30 cm - o que faz da Hoggar a grandalhona do clã 207, com 65,3 cm a mais que o hatch.

A Hoggar não foge do padrão 207 em termos de design e conforto. A sintonia com os demais integrantes da família é total. Por fora, saltam aos olhos a grande entrada de ar frontal e o conjunto óptico. No caso da Escapade, o quebra-mato metálico rouba a cena.

A lateral traz linhas retas - sem vincos -, com destaque para os step sides laterais que facilitam o acesso à caçamba e que têm a função extra de renovar o ar dentro da cabine.

Na traseira, além do para-choque redesenhado, com dois apoios de pés para melhorar o acesso à caçamba, as lanternas são inéditas, com três elipses que distinguem as funções (freio, luzes indicativas, marcha à ré) envoltos por moldura vermelha triangular. As caixas de rodas invadem pouco a caçamba, facilitando a acomodação da carga.

O acabamento interno mescla bem plástico e tecido, com encaixe preciso das peças. Ponto positivo para os ajustes de altura do banco do motorista e da coluna de direção, disponíveis em todas as versões, e negativo para os comandos dos vidros elétricos, localizados entre os bancos.

A opção de entrada, X-Line, que deverá ter 15% do mix de vendas, não tem no recheio seu ponto forte. A XR, por sua vez, oferece direção hidráulica, faróis de neblina, lanternas com máscara escurecida e pneus de uso misto. A configuração aventureira Escapade, que deverá responder por 25% das vendas, é a mais completinha, com ar-condicionado, vidros e travas elétricos, rodas de liga leve de 15 polegadas (pneus de uso misto) e retrovisores elétricos.

Poucos opcionais estão disponíveis. Air bag duplo, por exemplo, está ao alcance apenas da opção Escapade, por R$ 1.700.

RODANDO - Na versão 1.4 XR, o motor de 82 cv responde bem com a caçamba vazia. No entanto, quando carregada, é possível que falte um pouco de fôlego. As relações das primeira e segunda marchas foram encurtadas, o que proporciona boas saídas. A dirigibilidade é boa, a suspensão firme e não há muito ruído internamente.

A versão 1.6 Escapade agrada pelo bom torque em baixas rotações e mantém a boa dirigilidade mesmo com a caçamba vazia. Os engates das marchas são precisos e suaves.

CONCORRÊNCIA FEROZ - Quando decidiu retornar ao segmento das picapes, a Peugeot sabia que se tratava de um belo filão: 162.641 picapinhas foram emplacadas em 2009, segundo a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

A marca pretende vender 1.500 unidades da Hoggar por mês. Mas, a partir de 2011, o objetivo é morder pelo menos 10% do bolo das picapes pequenas.



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Intrusa entre as picapes

Marcelo Monegato
Enviado a Florianópolis

28/04/2010 | 07:00


 

A Peugeot está de volta ao mundo das picapes no Brasil. Após por aqui se aventurar sem muito sucesso com a versão do 504 com caçamba, importada da Argentina na década de 1990 com motor 2.3 diesel, a marca francesa apresentou oficialmente a Hoggar (pronuncia-se ogár), a mais nova integrante da família 207. O modelo chega às concessionárias a partir do dia 15 com preço a partir de R$ 31,4 mil para a versão 1.4 X-Line, de R$ 35.350 para a 1.4 XR - que deverá abocanhar 60% das vendas do modelo - e de R$ 43,5 mil para a 1.6 Escapade. A picape terá três anos de garantia para motor e câmbio.

A Hoggar foi totalmente desenvolvida em solo brasileiro durante três anos - um pouco além do programado -, e terá três opções de acabamento e duas de motor, ambas bicombustíveis: 1.4 8V para X-Line e XR, e 1.6 16V para a topo de linha Escapade. No entanto, seu principal atrativo está no talento para o trabalho. A Hoggar - nome de uma cadeia de montanhas no deserto do Saara, na África - tem a maior caçamba e capacidade de carga útil da categoria, com 1.151 litros e 742 quilos, respectivamente, na opção X-Line - a XR leva 660 quilos e a Escapade, 650 quilos. Destaque para a tampa removível.

A responsabilidade por boa parte desse DNA operário da picapinha é da plataforma híbrida, formada pela parte dianteira do 207 nacional e da traseira da Partner alongada em 30 cm - o que faz da Hoggar a grandalhona do clã 207, com 65,3 cm a mais que o hatch.

A Hoggar não foge do padrão 207 em termos de design e conforto. A sintonia com os demais integrantes da família é total. Por fora, saltam aos olhos a grande entrada de ar frontal e o conjunto óptico. No caso da Escapade, o quebra-mato metálico rouba a cena.

A lateral traz linhas retas - sem vincos -, com destaque para os step sides laterais que facilitam o acesso à caçamba e que têm a função extra de renovar o ar dentro da cabine.

Na traseira, além do para-choque redesenhado, com dois apoios de pés para melhorar o acesso à caçamba, as lanternas são inéditas, com três elipses que distinguem as funções (freio, luzes indicativas, marcha à ré) envoltos por moldura vermelha triangular. As caixas de rodas invadem pouco a caçamba, facilitando a acomodação da carga.

O acabamento interno mescla bem plástico e tecido, com encaixe preciso das peças. Ponto positivo para os ajustes de altura do banco do motorista e da coluna de direção, disponíveis em todas as versões, e negativo para os comandos dos vidros elétricos, localizados entre os bancos.

A opção de entrada, X-Line, que deverá ter 15% do mix de vendas, não tem no recheio seu ponto forte. A XR, por sua vez, oferece direção hidráulica, faróis de neblina, lanternas com máscara escurecida e pneus de uso misto. A configuração aventureira Escapade, que deverá responder por 25% das vendas, é a mais completinha, com ar-condicionado, vidros e travas elétricos, rodas de liga leve de 15 polegadas (pneus de uso misto) e retrovisores elétricos.

Poucos opcionais estão disponíveis. Air bag duplo, por exemplo, está ao alcance apenas da opção Escapade, por R$ 1.700.

RODANDO - Na versão 1.4 XR, o motor de 82 cv responde bem com a caçamba vazia. No entanto, quando carregada, é possível que falte um pouco de fôlego. As relações das primeira e segunda marchas foram encurtadas, o que proporciona boas saídas. A dirigibilidade é boa, a suspensão firme e não há muito ruído internamente.

A versão 1.6 Escapade agrada pelo bom torque em baixas rotações e mantém a boa dirigilidade mesmo com a caçamba vazia. Os engates das marchas são precisos e suaves.

CONCORRÊNCIA FEROZ - Quando decidiu retornar ao segmento das picapes, a Peugeot sabia que se tratava de um belo filão: 162.641 picapinhas foram emplacadas em 2009, segundo a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

A marca pretende vender 1.500 unidades da Hoggar por mês. Mas, a partir de 2011, o objetivo é morder pelo menos 10% do bolo das picapes pequenas.

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