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Waldomiro Diniz responderá a novo inquérito na polícia



16/04/2004 | 00:29


O ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil Waldomiro Diniz responderá a mais um inquérito policial sobre supostas irregularidades ocorridas durante sua gestão na presidência da Loterj (Loteria do Estado do Rio de Janeiro). A investigação, requerida pelo Ministério Público Estadual, correrá na 1ª Delegacia Policial (Praça Mauá) e apurará supostos desvios de verbas publicitárias e contratação de funcionários-fantasma que trabalhariam para o PL e repassariam a maior parte dos salários para pastores evangélicos.

Nesta quinta-feira, em depoimento no Ministério Público Estadual, Waldomiro duvidou da possibilidade de desvios. "Ele alegou que, se os desvios fossem nos valores denunciados, de R$ 50 mil a R$ 100 mil, não haveria serviço, porque era muito perto do seu valor total, e assim seriam detectados", disse a promotora Dora Beatriz Wilson da Costa, que presidiu um procedimento investigatório sobre o caso no MPE, encerrado nesta quinta-feira com o depoimento de Waldomiro e o pedido de inquérito na Polícia Civil. Waldomiro depôs das 10h às 11h, em sigilo a pedido de seus advogados, para evitar o assédio de jornalistas.

De acordo com denúncia do assessor parlamentar Jorge Dias, alguns dos outdoors contratados pela Loterj eram pagos, mas não instalados, e a diferença era repassada aos pastores Carlos Rodrigues (ex-bispo da Igreja Universal do Reino de Deus e deputado federal pelo PL-RJ), Valdeci de Paiva (deputado que foi assassinado) e João Domingos (ex-subchefe da Secretaria Estadual do Gabinete Civil no governo de Anthony Garotinho). Da fraude, participaria a empresa Job Niterói, subcontratada da agência Giovanni.

Todos os acusados negam ter participado ou se beneficiado das supostas irregularidades. "É muito fácil detectar se houve desvio, é só pegar a contabilidade da Loterj na época", declarou a promotora.

Sobre às denúncias da existência de servidores-fantasma durante sua gestão na autarquia, Waldomiro disse que é "muito comum" que funcionários sejam contratados por um órgão público e deslocados para outro. Mais uma vez, o ex-presidente da Loterj negou ter sido indicado para o cargo pelo deputado Rodrigues - acusação que em sido repetida desde o início do escândalo - e afirmou que foi o então governador e atual Secretário de Segurança Pública Garotinho (hoje no PMDB) que o convidou.

Garotinho repete que Waldomiro foi indicado para o posto pelo hoje ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu. "Eu já poderia oferecer denúncia ou arquivar o procedimento, mas seria prematuro fazê-lo sem a materialidade, por isso pedi o inquérito", disse a promotora.

Investigações - Waldomiro responde a várias outras investigações. Entre elas, há pelo menos 19 inquéritos na Superintendência da Polícia Federal no Rio investigando irregularidades em bingos instalados durante a sua gestão na Loterj; outro na PF em Brasília, sobre as denúncias da revista Época de que teria feito tráfico de influência no governo federal, que parou após denúncia à Justiça; um aberto na PF a pedido de procuradoras da República junto à 5ª Vara Federal Criminal do Rio, sobre lavagem de dinheiro e envolvimento com a máfia italiana; e um na Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas, sobre corrupção na autarquia que presidiu.



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