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Mercenários brasileiros são recrutados para lutar no Iraque


Da AFP

06/02/2005 | 15:57


Cerca de 500 ex-militares brasileiros se alistaram para atuar como mercenários no Iraque, recrutados em segredo principalmente nos Estados de São Paulo e Goiás por uma empresa com sede na Flórida (Estados Unidos), revelou neste domingo o jornal 'O Globo'.

"O objetivo dos recrutadores são militares ou ex-militares brasileiros dispostos a ir para o Iraque em troca de um salário mensal que oscilaria entre US$ 6,6 mil e US$ 8 mil" e com a missão vigiar instalações militares em território iraquiano, revela o jornal.

"Na situação em que vivemos, qualquer coisa vale a pena. Um dia vou ter que morrer, não?", relatou um dos candidatos, um ex-segurança particular que esteve um ano no exército e que não quis ser identificado por medo de represálias.

A busca por esses homens começou no ano passado através de dois alemães que se apresentaram como representantes do Departamento de Segurança Global da Iveco International Corporation, Frank Salewski, 39 anos, e Heiko Helmut Seilbold, 34, e que estão sendo investigados pelas autoridades de Brasília.

Os candidatos devem preencher um formulário de cinco páginas, com perguntas em inglês e em português, para provar sua disposição "em arriscar a vida em troca de dólares". A distribuição dos formulários foi feita sigilosamente, por indicação dos candidatos, a quem foi garantida estadia por apenas seis meses, em acampamentos militares americanos e com comida similar a dos soldados americanos.

O jornal informa que apenas na capital Goiânia, cerca de 100 mercenários se alistaram, inclusive militares em atividade. Com base em informações de seu correspondente em Washington, o jornal acrescenta que cerca de 18 mil mercenários atuam no Iraque contratados pelos governos americano e iraquiano, assim como por embaixadas e empresas de outros países.

Também destaca que os recrutadores agem principalmente na América Latina, onde buscam ex-guerrilheiros, ex-soldados e paramilitares, majoritariamente da Colômbia, El Salvador, Nicarágua e Chile, que aspiram melhores pagamentos e a possibilidade de morar nos Estados Unidos.



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