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Frutas, verduras e legumes encarecem cesta


Bárbara Ladeia
Tauana Marin

17/04/2009 | 07:00


Os vilões da cesta básica nesta semana foram as hortaliças, frutas e legumes - grupo das frutas, verduras e legumes -, que elevaram o preço do conjunto de alimentos de primeira necessidade em 1,03% no Grande ABC. Isso significa que o consumidor da região pagará R$ 3,37 a mais pela cesta.

Desde a semana passada, a Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), vem indicando que as condições climáticas adversas - com excesso de chuvas e calor intenso -, verificadas em março provocariam a redução da oferta de hortifrutigranjeiros e o consequente reajuste nos preços.

Com isso, os produtos comercializados na Ceagesp em março apresentaram elevação de 6,97% em seus custos. Na região os resultados não foram diferentes.

Levantamento feito pela Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André), entre os dias 23 e 29 de março, apontou variação de 7,83% nos preços de hortaliças, frutas e legumes. O resultado afetou consideravelmente o custo médio da cesta básica que era de R$ 326,55, em fevereiro, e passou a ser de R$ 329,92.

Os itens que apresentaram as maiores altas foram a batata, cujo quilo teve reajuste de 23,12%, e o tomate (15,02% o quilo). Fábio Vezzá de Benedetto, engenheiro agrônomo da Craisa, acredita que a alta do grupo ainda se justifica pelo excesso de chuvas. "Como são produtos muito frágeis, a quantidade de água prejudica as plantações. Com isso, perde-se muitas frutas, verduras e legumes, o que contribui para o aumento dos preços".

Além disso, o engenheiro destaca as diferenças entre os valores praticados entre os mercados. "Os preços dos hortifrutis chegam a oscilar entre 70% e 215% de um estabelecimento para outro", acrescenta Benedetto.

Outro produto que chamou atenção foi o leite, com reajuste de 7,93%, custando em média R$ 1,77 o litro. No levantamento da Craisa, a alta nas duas últimas semanas foi de R$ 0,13 por caixa. O aumento é justificado pelo valor pago aos produtores por causa da redução da oferta do produto.

INFLAÇÃO - A alimentação também se mostra vilã do custo de vida do consumidor em âmbito nacional. O índice de preços no varejo, registrado pela Fecomercio, teve seu primeiro avanço desde o começo do ano. Em março, a alta dos preços foi de 0,32%, superior à deflação de 0,20% registrada em fevereiro. No primeiro trimestre, no entanto, o índice ainda mostra queda de 0,09% nos preços praticados no varejo.

Boa parte dessa alta vem dos itens de feiras e supermercados, que tiveram inflação de 6,36% e 0,31%, respectivamente. Segundo Júlia Ximenes, economista da Fecomercio, as condições climáticas também foram causadoras de abalos no valor dos itens alimentícios em todo o País. "Temos regiões do País com excesso de chuva, outras em seca. Essa alta dos preços vem de uma questão de qualidade e quantidade da safra", afirma.

Por outro lado, as carnes impediram maiores altas. As bovinas e suínas tiveram redução de, respectivamente, 2,58% e 4,95%.

Apesar da alta, Júlia salienta que trata-se de um ponto fora da curva. "A tendëncia é de queda nos preços com os pacotes de desoneração do governo. Ainda é muito cedo para falar em inflação."



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