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Greve de 700 funcionários da Dolly chega ao 21º dia

Trabalhadores estão sem salário desde 18 de maio; fabricante pagou ontem R$ 300


Flavia Kurotori
Especial para o Diário

12/06/2018 | 07:00


Cerca de 700 funcionários da fábrica de bebidas, em Diadema, e do centro de distribuição, em São Bernardo, da Dolly seguem paralisados. Sem receber desde o dia 18 de maio, operários estão de greve desde o dia 23. Ontem, a empresa efetuou o pagamento de R$ 300 em espécie a todos os colaboradores. “O valor alivia um pouco a situação, mas ainda não temos previsão de receber o valor integral dos nossos salários”, disse um trabalhador, que pediu sigilo.

A quantia é proveniente de recebimento referente à entrega de produtos. “Uma minoria dos funcionários que seguem trabalhando está entregando as bebidas, e a empresa está pagando conforme recebe dos compradores”, explicou o coordenador do Sintetra (Sindicato dos Rodoviários do Grande ABC) Ademir José da Silva.

Enquanto a companhia não tiver acesso aos bens para quitar os salários, a expectativa é que siga utilizando este recurso para pagar os trabalhadores. A Dolly alega falta de recursos, pois os bens da empresa estão bloqueados desde o dia 10 de maio, quando o dono, Laerte Codonho, foi preso.

Ele é investigado por fraudes praticadas ao longo de 20 anos, que podem ter gerado prejuízo de R$ 4 bilhões ao Estado e à União, devido à sonegação de impostos. De acordo com o MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo), a investigação segue em sigilo.

Silva informou que hoje a empresa irá se reunir com desembargadores do TRF-3 (Tribunal Regional Federal – 3ª Região) para solicitar a liberação dos bens, porém, a companhia não confirmou. Assembleia será realizada na quinta-feira, às 15h, no centro de distribuição são-bernardense, para definição dos próximos passos. 



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Greve de 700 funcionários da Dolly chega ao 21º dia

Trabalhadores estão sem salário desde 18 de maio; fabricante pagou ontem R$ 300

Flavia Kurotori
Especial para o Diário

12/06/2018 | 07:00


Cerca de 700 funcionários da fábrica de bebidas, em Diadema, e do centro de distribuição, em São Bernardo, da Dolly seguem paralisados. Sem receber desde o dia 18 de maio, operários estão de greve desde o dia 23. Ontem, a empresa efetuou o pagamento de R$ 300 em espécie a todos os colaboradores. “O valor alivia um pouco a situação, mas ainda não temos previsão de receber o valor integral dos nossos salários”, disse um trabalhador, que pediu sigilo.

A quantia é proveniente de recebimento referente à entrega de produtos. “Uma minoria dos funcionários que seguem trabalhando está entregando as bebidas, e a empresa está pagando conforme recebe dos compradores”, explicou o coordenador do Sintetra (Sindicato dos Rodoviários do Grande ABC) Ademir José da Silva.

Enquanto a companhia não tiver acesso aos bens para quitar os salários, a expectativa é que siga utilizando este recurso para pagar os trabalhadores. A Dolly alega falta de recursos, pois os bens da empresa estão bloqueados desde o dia 10 de maio, quando o dono, Laerte Codonho, foi preso.

Ele é investigado por fraudes praticadas ao longo de 20 anos, que podem ter gerado prejuízo de R$ 4 bilhões ao Estado e à União, devido à sonegação de impostos. De acordo com o MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo), a investigação segue em sigilo.

Silva informou que hoje a empresa irá se reunir com desembargadores do TRF-3 (Tribunal Regional Federal – 3ª Região) para solicitar a liberação dos bens, porém, a companhia não confirmou. Assembleia será realizada na quinta-feira, às 15h, no centro de distribuição são-bernardense, para definição dos próximos passos. 

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