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‘Falta vontade para preservar a história da região’

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Oscar Garbelotto
Ex-reitor da USCS e ex-presidente da Pró-Memória

11/06/2018 | 07:10


Um dos principais entusiastas da preservação da história de São Caetano, Oscar Garbelotto, 85, sabe como poucos detalhes da construção da memória da cidade. Para ele, que ajudou a fundar o Pró-Memória, “falta vontade política” por parte das administrações para investir na construção de museus e em outras áreas de fomento à memória. “O pessoal não se interessa muito por história, essa é a verdade”. Procurador de carreira da Prefeitura, Garbelotto passou por diversos governos na cidade, como os de Oswaldo Massei (1957-1961 e 1969-1973), Hermógenes Walter Braido (1965-1969, 1973-1977 e 1983-1988), Raimundo da Cunha Leite (1977-1982) e Luiz Olinto Tortorello (1989-1992, 1997-2000 e 2001 a 2004). Foi durante essas experiências que Garbelotto ajudou o município a criar sua própria universidade pública, o Imes (Instituto Municipal de Ensino Superior) – hoje denominado de USCS (Universidade Municipal de São Caetano) –, onde veio a ser um dos primeiros reitores.


Como começou o seu interesse pela memória da cidade?

Eu sempre gostei muito disso daí, sempre gostei de história. Os Garbelotto fizeram parte de famílias italianas que chegaram em São Caetano. Esse amor que eu tenho meus pais também tinham. Essa afinidade com São Caetano me levou sempre a me interessar pelas coisas da cidade.

Mas depois o sr. acabou se envolvendo com as administrações na cidade. Como foi isso?

Embora eu nunca tenha sido político, eu me interessava por política, em acompanhar os prefeitos. Quando eu era muito jovem, em 1957, o prefeito daqui na época, o Osvaldo Massei, me pediu uma coisa muito importante: fazer o discurso dele na comemoração de aniversário da cidade, em 28 de julho. Sempre os prefeitos designavam uma pessoa antiga da cidade para fazer o discurso, mas daquela vez não foi antiga, porque eu era jovem de tudo, tinha 20 e poucos anos. Lá fui eu fazer o discurso. Em 1958, a coisa se repetiu e me convidaram novamente. E com isso fui criando uma afinidade muito grande com a história de São Caetano. Eu já me dava muito bem com o pessoal antigo daqui, os Dal’Mas, as famílias tradicionais. Em 1958, o Massei me convocou para ser funcionário da Prefeitura, comandar um departamento de Educação e Cultura, não tinha ainda uma diretoria de Educação. Isso me aproximou mais ainda. Naquele ano surgiu aqui em São Caetano um outro jovem, bem mais jovem que eu, que tinha um outro sonho também. O jovem de São Caetano é José de Souza Martins, com a ideia de fazer um museu. As nossas ideias bateram bem. Em 1960 esse museu foi inaugurado. O (ex-prefeito Walter) Braido atendeu a um pedido nosso de reformar aquele prédio, que estava caindo aos pedaços. O Museu Osvaldo Samuel Massei, que já tinha morrido e deram o nome dele, está lá até hoje, no mesmo lugar.

O sr. continuou atuando nesse ramo de fomento e construção da história da cidade?

Sim, isso porque, não tinha nem terminado meu mandato como chefe (da Educação), o Massei me convidou para ser chefe de gabinete. Fui para outro posto mais elevado. Quando entrou o (Anacleto) Campanella, que era opositor do nosso grupo, eu saí e fiquei fora também. Quando o Braido entrou eu fui convocado novamente para servir ao município, no seu primeiro governo, em 1965. Nos primeiros tempos não tinham Educação e Cultura. Eu fui chefe do gabinete do Braido por alguns meses, até que veio uma reforma (administrativa) e foi criada a diretoria de Educação e Cultura. Virei diretor e pudemos fazer grandes coisas. Naquela época a Educação teve um fomento muito grande, onde escola não era problema.

Como foi a chegada do antigo Instituto Municipal de Ensino Superior na cidade?

Foi em 1967, no primeiro governo do Braido. Nessa época eu já era diretor de Educação e Cultura. E o Braido tinha feito um monte de parque infantil (creches), ginásio. Quando a nossa indicação (para construir prédios escolares) coincidia com um local já construído, como casa, prédio, ele procurava um terreno próximo para não precisar desapropriar. Nesse período, São Caetano construiu 90 prédios escolares. Foi histórico, tanto é que veio gente de fora, até da Presidência da República, para saber o que estava acontecendo aqui. O Braido constituiu uma comissão, me pôs como presidente, para estudar a implantação do Imes. Eu e os outros dois indicados corremos bastante e encontramos muito apoio do conselho estadual de Educação, que nos ajudou bastante e gostaram da ideia. Conclusão: no dia 31 de julho de 1968 foram feitas a aula inaugural e a posse do primeiro diretor do Imes, que era o Cláudio Musumeci. Por que o Cláudio? Porque ele que tinha sido o autor da ideia, que perseguiu a ideia de ter uma escola de economia em São Caetano. Naquela época da inauguração, o Imes oferecia os cursos de Economia e de Ciências Políticas e Sociais.

Quando o sr. virou diretor do Imes?

Sempre existiu a indicação do prefeito e a lista tríplice. Isso era regimento interno do Imes que se fizesse assim. É o mesmo sistema até hoje.

Quando escolheram o sr. como foi?

Tranquilo. Mas antes disso teve um problema muito grave. Gravíssimo, por sinal. O diretor do Imes era o sr. Rubens (Lopes de Figueiredo), que nem professor universitário era. Quando o Massei entrou novamente (como prefeito), o grupo dele era contra o do Braido e aí o que eles fizeram? Quiseram transformar uma autarquia municipal em fundação particular. O Cláudio (Musumeci) ficou como diretor da escola do dia 1º de agosto de 1968 até mais ou menos abril de 1969. Fizeram tanta pressão em cima dele que ele foi obrigado a sair. Esse grupo agiu judicialmente e tiraram o Cláudio. Rasgaram a súmula, não teve mais escolha de diretor. O secretário se autonomeou diretor do Imes. O vice-diretor do Cláudio continuou como professor, mas se aliou com ele para continuar como vice-diretor e ficou no ostracismo. O Rubens dominou a situação. Ele levou isso à congregação e cinco deles foram contra esse negócio. O resto calou a boca e aceitou. Entre esses cinco estava eu. Nós levantamos e fomos contra, mais fomos votos vencidos porque tinha lá mais de 30.

Por que queriam transformar em privada?

Chegaram a transformar, mudaram o estatuto. O diretor não seria mais nomeado pelo prefeito. Fizeram uma transformação para mudar aquilo numa escola particular.

Mas deixaram o Imes na mão da iniciativa privada?

A iniciativa privada eram eles mesmos. Deu um problema muito grande. Passou essa gestão e o Braido voltou. E o primeiro ato dele qual foi? Reverter tudo isso, anular aquela lei que tinha transformado o Imes em particular. Ele me chamou para ser o interventor da escola. Como eu era professor lá naquela época, tinha condições de ser. Ele mandou isso para conselho estadual de Educação e o conselho aceitou. Eu devia, em 90 dias, chamar novas eleições. Eu fiz em 30 dias. Isso em 1973. Eu me candidatei a ser diretor do Imes, fui o mais votado e o Braido me indicou. Continuei até 4 de abril de 1977.

Como o sr. vê o fomento e a preservação da história de São Caetano e das outras cidades da região?

Eu acredito que ainda falta muito para se fazer no Grande ABC. Em Santo André tinha uma entidade muito atuante, mas os lideres faleceram e essa entidade desapareceu. Eles eram muito atuantes e funcionava muito bem, fora do círculo privado.

Então o sr. acha que falta muita coisa a ser feita?

Falta. Falta mais vontade política. O pessoal não se interessa muito por história, essa é a verdade. O que preserva ainda um pouco a história do Grande ABC, isso tirando São Caetano, porque é um caso à parte, é exatamente o Congresso de História do Grande ABC a cada dois anos. Esse congresso foi idealizado pelo José de Souza Martins. E eu estava junto.

Como foi a criação da Fundação Pró-Memória?

O (ex-prefeito Luiz Olinto) Tortorello entrou com uma gana enorme de fazer coisas culturais. Foi um grande prefeito para a Cultura. Acabou o governo eu já não era mais ninguém, não tinha cargo nenhum. Era procurador da Prefeitura, que nunca havia exercido o cargo. No dia seguinte que ele entrou (na administração), parou o carro aqui em frente ao prédio, mandou me chamar e me disse: ‘Oscar, vem aqui comigo. Vamos lá no buracão da Cerâmica (onde hoje é o Bosque do Povo). Quero que você idealize um museu aqui (onde é o Paço hoje)’. Então começamos a idealizar esse museu. Não deu certo o museu porque ele tinha mudado de ideia, queria construir o Paço lá. Ele falou: ‘Bola outra coisa para mim aí’. Eu bolei o Pró-Memória. Unimos força eu, ele e também o Aleksandar Jovanovic (ex-editor de Política do Diário), que era jornalista assessor do gabinete. Fomos trocando ideia e nasceu o Pró-Memória. E o Tortorello aceitou fazer uma nova instituição e me colocou como presidente. Eu fui o primeiro presidente do Pró-Memória e fiquei durante seis anos no cargo. Foi aí que bolamos tudo o que existe hoje, foi bolado nessa primeira gestão, e dando continuidade pelo Alex, que foi o segundo presidente. 



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‘Falta vontade para preservar a história da região’

Oscar Garbelotto
Ex-reitor da USCS e ex-presidente da Pró-Memória

11/06/2018 | 07:10


Um dos principais entusiastas da preservação da história de São Caetano, Oscar Garbelotto, 85, sabe como poucos detalhes da construção da memória da cidade. Para ele, que ajudou a fundar o Pró-Memória, “falta vontade política” por parte das administrações para investir na construção de museus e em outras áreas de fomento à memória. “O pessoal não se interessa muito por história, essa é a verdade”. Procurador de carreira da Prefeitura, Garbelotto passou por diversos governos na cidade, como os de Oswaldo Massei (1957-1961 e 1969-1973), Hermógenes Walter Braido (1965-1969, 1973-1977 e 1983-1988), Raimundo da Cunha Leite (1977-1982) e Luiz Olinto Tortorello (1989-1992, 1997-2000 e 2001 a 2004). Foi durante essas experiências que Garbelotto ajudou o município a criar sua própria universidade pública, o Imes (Instituto Municipal de Ensino Superior) – hoje denominado de USCS (Universidade Municipal de São Caetano) –, onde veio a ser um dos primeiros reitores.


Como começou o seu interesse pela memória da cidade?

Eu sempre gostei muito disso daí, sempre gostei de história. Os Garbelotto fizeram parte de famílias italianas que chegaram em São Caetano. Esse amor que eu tenho meus pais também tinham. Essa afinidade com São Caetano me levou sempre a me interessar pelas coisas da cidade.

Mas depois o sr. acabou se envolvendo com as administrações na cidade. Como foi isso?

Embora eu nunca tenha sido político, eu me interessava por política, em acompanhar os prefeitos. Quando eu era muito jovem, em 1957, o prefeito daqui na época, o Osvaldo Massei, me pediu uma coisa muito importante: fazer o discurso dele na comemoração de aniversário da cidade, em 28 de julho. Sempre os prefeitos designavam uma pessoa antiga da cidade para fazer o discurso, mas daquela vez não foi antiga, porque eu era jovem de tudo, tinha 20 e poucos anos. Lá fui eu fazer o discurso. Em 1958, a coisa se repetiu e me convidaram novamente. E com isso fui criando uma afinidade muito grande com a história de São Caetano. Eu já me dava muito bem com o pessoal antigo daqui, os Dal’Mas, as famílias tradicionais. Em 1958, o Massei me convocou para ser funcionário da Prefeitura, comandar um departamento de Educação e Cultura, não tinha ainda uma diretoria de Educação. Isso me aproximou mais ainda. Naquele ano surgiu aqui em São Caetano um outro jovem, bem mais jovem que eu, que tinha um outro sonho também. O jovem de São Caetano é José de Souza Martins, com a ideia de fazer um museu. As nossas ideias bateram bem. Em 1960 esse museu foi inaugurado. O (ex-prefeito Walter) Braido atendeu a um pedido nosso de reformar aquele prédio, que estava caindo aos pedaços. O Museu Osvaldo Samuel Massei, que já tinha morrido e deram o nome dele, está lá até hoje, no mesmo lugar.

O sr. continuou atuando nesse ramo de fomento e construção da história da cidade?

Sim, isso porque, não tinha nem terminado meu mandato como chefe (da Educação), o Massei me convidou para ser chefe de gabinete. Fui para outro posto mais elevado. Quando entrou o (Anacleto) Campanella, que era opositor do nosso grupo, eu saí e fiquei fora também. Quando o Braido entrou eu fui convocado novamente para servir ao município, no seu primeiro governo, em 1965. Nos primeiros tempos não tinham Educação e Cultura. Eu fui chefe do gabinete do Braido por alguns meses, até que veio uma reforma (administrativa) e foi criada a diretoria de Educação e Cultura. Virei diretor e pudemos fazer grandes coisas. Naquela época a Educação teve um fomento muito grande, onde escola não era problema.

Como foi a chegada do antigo Instituto Municipal de Ensino Superior na cidade?

Foi em 1967, no primeiro governo do Braido. Nessa época eu já era diretor de Educação e Cultura. E o Braido tinha feito um monte de parque infantil (creches), ginásio. Quando a nossa indicação (para construir prédios escolares) coincidia com um local já construído, como casa, prédio, ele procurava um terreno próximo para não precisar desapropriar. Nesse período, São Caetano construiu 90 prédios escolares. Foi histórico, tanto é que veio gente de fora, até da Presidência da República, para saber o que estava acontecendo aqui. O Braido constituiu uma comissão, me pôs como presidente, para estudar a implantação do Imes. Eu e os outros dois indicados corremos bastante e encontramos muito apoio do conselho estadual de Educação, que nos ajudou bastante e gostaram da ideia. Conclusão: no dia 31 de julho de 1968 foram feitas a aula inaugural e a posse do primeiro diretor do Imes, que era o Cláudio Musumeci. Por que o Cláudio? Porque ele que tinha sido o autor da ideia, que perseguiu a ideia de ter uma escola de economia em São Caetano. Naquela época da inauguração, o Imes oferecia os cursos de Economia e de Ciências Políticas e Sociais.

Quando o sr. virou diretor do Imes?

Sempre existiu a indicação do prefeito e a lista tríplice. Isso era regimento interno do Imes que se fizesse assim. É o mesmo sistema até hoje.

Quando escolheram o sr. como foi?

Tranquilo. Mas antes disso teve um problema muito grave. Gravíssimo, por sinal. O diretor do Imes era o sr. Rubens (Lopes de Figueiredo), que nem professor universitário era. Quando o Massei entrou novamente (como prefeito), o grupo dele era contra o do Braido e aí o que eles fizeram? Quiseram transformar uma autarquia municipal em fundação particular. O Cláudio (Musumeci) ficou como diretor da escola do dia 1º de agosto de 1968 até mais ou menos abril de 1969. Fizeram tanta pressão em cima dele que ele foi obrigado a sair. Esse grupo agiu judicialmente e tiraram o Cláudio. Rasgaram a súmula, não teve mais escolha de diretor. O secretário se autonomeou diretor do Imes. O vice-diretor do Cláudio continuou como professor, mas se aliou com ele para continuar como vice-diretor e ficou no ostracismo. O Rubens dominou a situação. Ele levou isso à congregação e cinco deles foram contra esse negócio. O resto calou a boca e aceitou. Entre esses cinco estava eu. Nós levantamos e fomos contra, mais fomos votos vencidos porque tinha lá mais de 30.

Por que queriam transformar em privada?

Chegaram a transformar, mudaram o estatuto. O diretor não seria mais nomeado pelo prefeito. Fizeram uma transformação para mudar aquilo numa escola particular.

Mas deixaram o Imes na mão da iniciativa privada?

A iniciativa privada eram eles mesmos. Deu um problema muito grande. Passou essa gestão e o Braido voltou. E o primeiro ato dele qual foi? Reverter tudo isso, anular aquela lei que tinha transformado o Imes em particular. Ele me chamou para ser o interventor da escola. Como eu era professor lá naquela época, tinha condições de ser. Ele mandou isso para conselho estadual de Educação e o conselho aceitou. Eu devia, em 90 dias, chamar novas eleições. Eu fiz em 30 dias. Isso em 1973. Eu me candidatei a ser diretor do Imes, fui o mais votado e o Braido me indicou. Continuei até 4 de abril de 1977.

Como o sr. vê o fomento e a preservação da história de São Caetano e das outras cidades da região?

Eu acredito que ainda falta muito para se fazer no Grande ABC. Em Santo André tinha uma entidade muito atuante, mas os lideres faleceram e essa entidade desapareceu. Eles eram muito atuantes e funcionava muito bem, fora do círculo privado.

Então o sr. acha que falta muita coisa a ser feita?

Falta. Falta mais vontade política. O pessoal não se interessa muito por história, essa é a verdade. O que preserva ainda um pouco a história do Grande ABC, isso tirando São Caetano, porque é um caso à parte, é exatamente o Congresso de História do Grande ABC a cada dois anos. Esse congresso foi idealizado pelo José de Souza Martins. E eu estava junto.

Como foi a criação da Fundação Pró-Memória?

O (ex-prefeito Luiz Olinto) Tortorello entrou com uma gana enorme de fazer coisas culturais. Foi um grande prefeito para a Cultura. Acabou o governo eu já não era mais ninguém, não tinha cargo nenhum. Era procurador da Prefeitura, que nunca havia exercido o cargo. No dia seguinte que ele entrou (na administração), parou o carro aqui em frente ao prédio, mandou me chamar e me disse: ‘Oscar, vem aqui comigo. Vamos lá no buracão da Cerâmica (onde hoje é o Bosque do Povo). Quero que você idealize um museu aqui (onde é o Paço hoje)’. Então começamos a idealizar esse museu. Não deu certo o museu porque ele tinha mudado de ideia, queria construir o Paço lá. Ele falou: ‘Bola outra coisa para mim aí’. Eu bolei o Pró-Memória. Unimos força eu, ele e também o Aleksandar Jovanovic (ex-editor de Política do Diário), que era jornalista assessor do gabinete. Fomos trocando ideia e nasceu o Pró-Memória. E o Tortorello aceitou fazer uma nova instituição e me colocou como presidente. Eu fui o primeiro presidente do Pró-Memória e fiquei durante seis anos no cargo. Foi aí que bolamos tudo o que existe hoje, foi bolado nessa primeira gestão, e dando continuidade pelo Alex, que foi o segundo presidente. 

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