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Especialistas evitam dar prognóstico para Fidel Castro


Da AFP

16/01/2007 | 16:34


Especialistas se perguntam sobre as opções de tratamento de Fidel Castro e emitem um prognóstico muito reservado, em razão das diversas complicações das quais sofreria o líder cubano, citadas na edição online do jornal espanhol El País.

Fontes médicas indicam que Fidel sofreu inicialmente complicação de uma doença diverticular, que teria evoluído para uma peritonite e precisaria de uma retirada completa do cólon ou colostomia, a abertura de um ânus artificial.

"É claro que esta sucessão de complicações graves em um homem de idade, várias vezes operado e provavelmente desnutrido coloca a curto ou médio prazo a questão do prognóstico", declarou Gilles Lesur, gastroenterologista (Hospital Ambroise Paré, região parisiense).

As chances de sobrevivência de uma pessoa de 80 anos com estes problemas "são muito pequenas", comenta Nigel Scott, cirurgião do Royal Preston Hospital (Grã-Bretanha). Um pessimismo compartilhado por Philippe Lasser, especialista em cirurgia digestiva.

Fidel Castro, oficialmente em recuperação após uma cirurgia no dia 27 de julho de 2006, está em "estado muito grave", afirma o El País em seu site citando fontes médicas do hospital Gregorio Marañon em Madri. O médico espanhol do líder cubano, José Luis Garcia Sabrido, é o chefe de um dos três serviços de cirurgia geral deste estabelecimento.

Segundo estas informações, os cirurgiões que operaram Fidel Castro pela primeira vez, optaram, após a retirada de uma parte do intestino grosso, por ligar as duas extremidades e "restabelecer a continuidade" imediatamente.

"Às vezes, principalmente em caso de infecção, se opte pela abertura de um ânus artificial temporário e se realize novamente a operação alguns meses depois, para tentar reverter este quadro, de modo a reduzir o risco de complicações locais", afirma o Dr Lesur. "Em geral, quando se opera com urgência, sabe-se que há riscos de fístulas e em pessoas de idade tenta-se proteger a anastomose (ligação cirúrgica entre órgãos) abrindo-se um ânus acima", considera o Dr Lasser.

O Dr Scott informa por sua vez que geralmente não se faz o restabelecimento da continuidade logo depois da retirada de uma parte importante do cólon de uma pessoa muito doente. O especialista britânico evoca também um risco de falência generalizada dos órgãos, entre eles os rins, em um paciente debilitado desta idade.

Segundo as informações do El País, uma outra complicação na altura da vesícula biliar, chamada colecistite alitiásica, teria se somado ao quadro. "É uma complicação clássica de toda cirurgia digestiva ou extra-digestiva entre os idosos, mais frágeis e infectados", explica o Dr Lesur.

Uma outra explicação possível para esta complicação complementar é a de "que haja uma doença muito evoluída", informa o Dr Lasser, já que o Dr Garcia Sabrido havia declarado no fim de dezembro que Fidel Castro não tinha câncer.



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Especialistas evitam dar prognóstico para Fidel Castro

Da AFP

16/01/2007 | 16:34


Especialistas se perguntam sobre as opções de tratamento de Fidel Castro e emitem um prognóstico muito reservado, em razão das diversas complicações das quais sofreria o líder cubano, citadas na edição online do jornal espanhol El País.

Fontes médicas indicam que Fidel sofreu inicialmente complicação de uma doença diverticular, que teria evoluído para uma peritonite e precisaria de uma retirada completa do cólon ou colostomia, a abertura de um ânus artificial.

"É claro que esta sucessão de complicações graves em um homem de idade, várias vezes operado e provavelmente desnutrido coloca a curto ou médio prazo a questão do prognóstico", declarou Gilles Lesur, gastroenterologista (Hospital Ambroise Paré, região parisiense).

As chances de sobrevivência de uma pessoa de 80 anos com estes problemas "são muito pequenas", comenta Nigel Scott, cirurgião do Royal Preston Hospital (Grã-Bretanha). Um pessimismo compartilhado por Philippe Lasser, especialista em cirurgia digestiva.

Fidel Castro, oficialmente em recuperação após uma cirurgia no dia 27 de julho de 2006, está em "estado muito grave", afirma o El País em seu site citando fontes médicas do hospital Gregorio Marañon em Madri. O médico espanhol do líder cubano, José Luis Garcia Sabrido, é o chefe de um dos três serviços de cirurgia geral deste estabelecimento.

Segundo estas informações, os cirurgiões que operaram Fidel Castro pela primeira vez, optaram, após a retirada de uma parte do intestino grosso, por ligar as duas extremidades e "restabelecer a continuidade" imediatamente.

"Às vezes, principalmente em caso de infecção, se opte pela abertura de um ânus artificial temporário e se realize novamente a operação alguns meses depois, para tentar reverter este quadro, de modo a reduzir o risco de complicações locais", afirma o Dr Lesur. "Em geral, quando se opera com urgência, sabe-se que há riscos de fístulas e em pessoas de idade tenta-se proteger a anastomose (ligação cirúrgica entre órgãos) abrindo-se um ânus acima", considera o Dr Lasser.

O Dr Scott informa por sua vez que geralmente não se faz o restabelecimento da continuidade logo depois da retirada de uma parte importante do cólon de uma pessoa muito doente. O especialista britânico evoca também um risco de falência generalizada dos órgãos, entre eles os rins, em um paciente debilitado desta idade.

Segundo as informações do El País, uma outra complicação na altura da vesícula biliar, chamada colecistite alitiásica, teria se somado ao quadro. "É uma complicação clássica de toda cirurgia digestiva ou extra-digestiva entre os idosos, mais frágeis e infectados", explica o Dr Lesur.

Uma outra explicação possível para esta complicação complementar é a de "que haja uma doença muito evoluída", informa o Dr Lasser, já que o Dr Garcia Sabrido havia declarado no fim de dezembro que Fidel Castro não tinha câncer.

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