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Jovens levam moda e artesanato de favelas do Rio ao Fórum Social Mundial


Do Diário OnLine
Com Agência Brasil

22/01/2007 | 19:53


As roupas e o artesanato criados por jovens de comunidades carentes do Rio de Janeiro foram levados para exposição no Fórum Social Mundial, que se realiza em Nairóbi (Quênia). Com o objetivo de estimular a geração de renda através da criatividade, os coordenadores da ONG (Organização Não-Governamental) Ação Comunitária do Brasil levaram os trabalhos produzidos pelos 60 alunos do Núcleo de Moda da ONG.

São camisas, ternos, bolsas e chapéus estampados com imagens do dia-a-dia das favelas Cidade Alta, em Cordovil, e Vila do João, no Complexo da Maré. “Cada peça tem sua história. Pode ser a história de uma costureira ou da própria comunidade”, disse Cristiane Duarte, que foi aluna da oficina e trabalha há três anos no Núcleo.

Além das roupas e peças de artesanato, foram levados vídeos que retratam as atividades nas oficinas. O articulador de projetos institucionais da Ação Comunitária, João Batista, explicou que a área da economia criativa abrange desde produtos artesanais até a indústria de softwares, passando pelas artes cênicas e serviços multimídia.

“A Organização das Nações Unidas estima uma movimentação financeira mundial de produtos culturais em torno de US$ 1,3 trilhão, o que equivale a 7% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial. Mas, para a economia criativa funcionar como estratégia econômica de um país, é fundamental que ela seja planejada articuladamente por diferentes setores governamentais, envolvendo cultura, economia, trabalho e turismo”, assinalou.

A Ação Comunitária funciona como entidade-âncora da terceira etapa do Consórcio Social da Juventude no Rio de Janeiro, um projeto do Programa Primeiro Emprego do Ministério do Trabalho. Dos Consórcios Sociais da Juventude já participaram 2.936 pessoas e a meta neste ano é incluir cerca de 1.700 jovens de baixa renda no mercado de trabalho.

Nas oficinas, os estudantes têm aulas teóricas e práticas de profissões nas áreas de beleza (cabeleireiro), moda e gastronomia, entre outras, além de matérias fundamentais como português, matemática, informática e cidadania.

“Ao longo do curso, os alunos que se dedicam são contratados e ficam trabalhando conosco. Também fazemos contatos para tentar encaminhar o jovem ao mercado de trabalho. O processo de convencimento do empresário é um pouco difícil, mas as vagas estão surgindo”, destacou a ex-aluna Cristiane Duarte.


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Jovens levam moda e artesanato de favelas do Rio ao Fórum Social Mundial

Do Diário OnLine
Com Agência Brasil

22/01/2007 | 19:53


As roupas e o artesanato criados por jovens de comunidades carentes do Rio de Janeiro foram levados para exposição no Fórum Social Mundial, que se realiza em Nairóbi (Quênia). Com o objetivo de estimular a geração de renda através da criatividade, os coordenadores da ONG (Organização Não-Governamental) Ação Comunitária do Brasil levaram os trabalhos produzidos pelos 60 alunos do Núcleo de Moda da ONG.

São camisas, ternos, bolsas e chapéus estampados com imagens do dia-a-dia das favelas Cidade Alta, em Cordovil, e Vila do João, no Complexo da Maré. “Cada peça tem sua história. Pode ser a história de uma costureira ou da própria comunidade”, disse Cristiane Duarte, que foi aluna da oficina e trabalha há três anos no Núcleo.

Além das roupas e peças de artesanato, foram levados vídeos que retratam as atividades nas oficinas. O articulador de projetos institucionais da Ação Comunitária, João Batista, explicou que a área da economia criativa abrange desde produtos artesanais até a indústria de softwares, passando pelas artes cênicas e serviços multimídia.

“A Organização das Nações Unidas estima uma movimentação financeira mundial de produtos culturais em torno de US$ 1,3 trilhão, o que equivale a 7% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial. Mas, para a economia criativa funcionar como estratégia econômica de um país, é fundamental que ela seja planejada articuladamente por diferentes setores governamentais, envolvendo cultura, economia, trabalho e turismo”, assinalou.

A Ação Comunitária funciona como entidade-âncora da terceira etapa do Consórcio Social da Juventude no Rio de Janeiro, um projeto do Programa Primeiro Emprego do Ministério do Trabalho. Dos Consórcios Sociais da Juventude já participaram 2.936 pessoas e a meta neste ano é incluir cerca de 1.700 jovens de baixa renda no mercado de trabalho.

Nas oficinas, os estudantes têm aulas teóricas e práticas de profissões nas áreas de beleza (cabeleireiro), moda e gastronomia, entre outras, além de matérias fundamentais como português, matemática, informática e cidadania.

“Ao longo do curso, os alunos que se dedicam são contratados e ficam trabalhando conosco. Também fazemos contatos para tentar encaminhar o jovem ao mercado de trabalho. O processo de convencimento do empresário é um pouco difícil, mas as vagas estão surgindo”, destacou a ex-aluna Cristiane Duarte.

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